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20 setembro 2016

Jolie, Pitt e quando nem tudo o que parece é

Meio mundo em negação com o divórcio da Angelina Jolie e do Brad Pitt. Ai, não pode... pareciam tão felizes... nasceram um para o outro... impossível...

Meus amigos, só quem vive no convento é que sabe o que lá vai dentro. Uma coisa é o que os casais aparentam perante quem os vê (e isto pode nem sequer depender deles, mas sim dos olhos de quem vê); outra, bem diferente, é o que cada casal realmente vive dentro de portas. Portanto, os comentários do tipo "nunca imaginei... quem diria... impossível..." e afins são só... desnecessários, vá.

Shhhhh...

Sabem aquele "ditado" que diz que "o que ninguém sabe ninguém estraga"? É por aí. E é por isso que ando calada. Não porque não tenha nada para contar (dava uma loooonga conversa), mas porque prefiro guardar para mim, nesta fase. E há tanto a acontecer... Na vida, em casa, na escrita, em mim. Tanto...

O que é que tem sido constante? Os sorrisos. De diversas proveniências, mas sinceros e de vez em quando ainda mais rasgados e mais luminosos. E é tão bom.

Assim em jeito de coisas que me fazem sorrir, temos...

Esta música:


E esta:

(Sim, é David Carreira... eu sei... e então?)

E ainda esta:


E só mais esta:


(Podia continuar nisto durante... horas. Mas fiquemos por aqui. A playlist é longa e muito variada e é daquelas que me põe a cantar e a dançar no meio da rua.)

03 setembro 2016

O dia em que venci o medo

Sempre disse isto: eu sou a definição do medo. E os meus medos são daqueles graves porque me impedem de avançar. O meu grande medo sempre foi o "e agora?". Tenho um objectivo. Chego lá. E depois? O que é que há a seguir? E se afinal ter conquistado aquilo souber a pouco?... É um medo estúpido, eu sei. Mas foi o que me congelou até aqui.

Uma das minhas guerras de há oito anos a esta parte tem sido o meu peso. Não o peso em si, mas a forma como me sinto com o peso que tenho. Andei ali a perder e a ganhar, ora sobe, ora desce, uma coisa meio inconstante. A vontade era grande mas o medo do que vinha depois andou sempre a pairar...

Em Setembro do ano passado, eu pesava 69kg. Depois perdi e voltei a ganhar e sei que em Janeiro andava pelo mesmo peso. Depois comecei a perder. Deixei de me chatear tanto com a rigidez na comida, intensifiquei os treinos no karate, os nervos trazidos pela fase que estava a passar também deram uma ajuda e, quando dou por mim, chego a Setembro deste ano com 59,8kg (a última vez que pesei isto foi porque perdi um bebé, fiquei muito anémica, levei transfusões de sangue e o diabo a sete. Depois recuperei tudo em menos de uma semana. Voltei a andar perto disto há dois anos, quando a minha mãe teve a ruptura do aneurisma. Assim que a saúde dela estabilizou, o meu peso voltou ao normal em menos de nada). O objectivo foi sempre o mesmo: 58kg. E eu sei que isto é só um número que serve apenas para me guiar. Também já percebi que, quando chegar aos 58kg, não vou estar como quero. Terei de descer um bocadinho mais, para depois subir com aumento de massa magra. Mas é um processo.

O que é que mudou? De repente percebi que já não tenho medo. Os tais 58kg estão já ali e eu sei o que vai acontecer a seguir. A seguir vou olhar para trás, ver o caminho que fiz e decidir o que quero dali em diante. E vou correr atrás desse objectivo, seja ele qual for. Se demorar, demoro; se não conseguir, não consigo. Mas se não tentar nunca saberei.

E eu sei que sou capaz disto. A mudança em mim é brutal. Não e só o peso a menos. É voltar a reconhecer-me. É voltar a ter aquela garra que sempre me definou. É já não estar refém das circunstâncias e saber que sou capaz de as mudar. É voltar a gostar de mim. É o sorriso constante. É o apoio que tenho tido. É acreditar em mim e em tudo o que sou capaz de fazer.

Não sou exemplo para ninguém: durante oito anos fui andando à deriva, umas vezes mais focada, outras completamente perdida. E isso foi o pior: a incerteza, o medo, o não saber ao que ia nem se era capaz. Bom... já não é assim. Esta sou eu. E eu sou capaz de tudo o que me decidir a fazer. Como toda a gente é. Não acredito naquela treta do "basta querer". Não, não basta. Eu já quero há muito tempo e só agora é que estou a conseguir. Porque, além do querer, há tudo o resto. Há o fazer. Há o lutar todos os dias. Mesmo que tenhamos de dar um passo atrás de vez em quando. Entendamos de uma vez por todas que um passo atrás não é uma derrota, não é um "não consigo". É só um revés que se contorna. E depois do passo atrás dão-se outros em frente e é assim que o caminho se faz. Um passo de cada vez. Um dia de cada vez. E quando chegarmos à meta... bom, inscrevemo-nos noutra corrida e começamos a preparar-nos para ela. E cada conquista há-de saber a mel. E não há nada melhor do que olharmos para nós e gostarmos do que vemos - e não estou a falar do aspecto físico da coisa, que vale o que vale e que tem a importância que cada um lhe dá; estou a falar de gostarmos da pessoa que somos, da pessoa em que nos tornámos depois de todas as lutas que travámos. Vale a pena! E o medo... o medo é só uma maneira de não tirarmos os pés do chão. E se os tirarmos... então que seja para voar bem alto rumo ao ponto para onde queremos ir. 

01 setembro 2016

Ano Novo

É em Setembro que o meu ano começa. Desde que me lembro que, para mim, Setembro é o verdadeiro recomeço. Este ano, não. Este ano, com as voltas que a minha vida deu, o recomeço aconteceu há dois meses e tal. Dois meses e tal de muita coisa nova, de uma paz diferente, de um caminho novo, de certezas seguras, de vontades a serem descobertas, de muitos sorrisos, de uma serenidade cada vez maior.

Há dias, dizia uma leitora antiga (e antiga é mesmo muito antiga, dos tempos do meu primeiro blog, que nasceu há 13 anos e dois meses) que se há coisa que sempre me viu fazer bem foi... recomeçar. Fiquei a pensar naquilo. Voltei atrás, revi por alto os recomeços que tive durante estes 13 anos e não posso senão concordar com ela. É isso: recomeços são comigo.

Posso ir ao inferno. Hei-de arranjar maneira de sair de lá e de voltar a ver o sol brilhar. Reconstruo-me, independentemente do que me tenha destruído. Pego no que sobra, junto coisas novas e recomeço. Sem medos. Eu, que tenho tanto medo de falhar, nunca tive medo de recomeços... e os recomeços têm tudo para dar errado. Mas quando é para recomeçar, vou com tudo e sem medo nenhum. Já me aconteceu dezenas de vezes. Não tenho medo de arriscar. Não tenho medo de nadar para fora de pé. Não tenho medo do desconhecido. Só vivo uma vez. E estou cá para ajustar o que for preciso, de maneira a conseguir ser feliz.

Foi isso que fiz este Verão: recomecei. Permiti-me procurar um caminho feliz. Encontrei. Há muito, muito tempo que não me sentia como me sinto agora. Na verdade, nunca me senti exactamente assim. Lembro-me de que há 13 anos e pouco, precisamente um tempo antes de ter começado o meu primeiro blog, andava assim, feliz como agora. Com uma diferença: a maturidade é outra, as condições e as circunstâncias são outras. Mas a vontade de ser feliz é a mesma. Não sei o que me espera à medida que o caminho se for fazendo. Quero descobrir. Com a certeza de que saberei tirar sorrisos de todos os dias, provocados pelas coisas mais pequeninas e pelas outras, gigantes, que mal nos cabem no peito.

Há muito tempo que não me sentia assim, serena. E eu, tão eu. Esta é a maior das liberdades: podermos ser quem somos, sem medo de julgamentos e sem termos de nos moldar a factores externos a nós. Quase aos 40 anos (ainda falta, calma!!), permito-me viver. Ser feliz. Percorrer os caminhos que quero, como quero, com quem quero. Ao meu lado, as pessoas certas: pais, filhos, amigos. Quem me quer bem, quem me aceita, quem gosta de mim como sou. O resto? Paisagem.

Feliz ano novo para quem, como eu, recomeça hoje. Vai ser bom!

30 agosto 2016

Crescer à pressa

Isto que vou dizer pode revelar-se uma mega cuspidela para o ar, daquelas que daqui a uns tempos me aterra no meio da testa. Corro o risco.

Não entendo miúdas de 12 anos a pedirem linguados a miúdos da mesma idade (ou mais velhos... mas não vamos por aí), à descarada em tudo quanto é rede social. Não entendo miúdas de 12 anos maquilhadas como se fossem trabalhadoras do negócio da carne viva (e miúdas de 12 anos maquilhadas parecem-me SEMPRE isto). Não entendo a pressa de crescer, de se fazerem mulheres, de saltarem etapas. Não entendo mesmo.

E tenho uma filha que está a três anos de ter 12. E sei que me pode calhar uma destas. Evito um bocado deixá-la dar asas à coisa, porque prefiro travar agora do que não ter mão nela daqui a um tempo. Eu sei que ela tem de crescer. Sei que tem de passar por estas fases. Mas temos tempo. E quero mesmo que ela perceba que não ganha nada em comportar-se como uma adulta sendo ainda apenas uma criança. 

25 agosto 2016

Burkinis e bikinis: o dilema da carne

Eu devia ter uns 12 ou 13 anos. Fui a um casamento nos Jerónimos. Era Verão, estava um calor absurdo, eu era uma menina de 12 ou 13 anos e a minha roupa consistia numa espécie de macacão com calções e top. Foi a minha mãe que mo fez, como eu quis. Os calções eram curtos (acabavam abaixo do rabo, bem entendido) e o top era cai-cai mas tinha umas alças que, na verdade, eram tipo suspensórios. À entrada da igreja, vem uma senhora ter comigo e informa-me de que não posso entrar assim vestida. Estava demasiado descoberta para estar ali, na casa do Senhor, e aquilo era uma falta de respeito. Na altura, 12 ou 13 anos, achei aquilo uma parvoíce, mas obedeci e fiquei cá fora. Não tinha como resolver a situação, não havia por ai casaco nem echarpe que me valesse e, bom, a coisa passou.

Anos depois, em Itália, e já mais precavida, apesar do calor que apanhei, fui andando com um lenço atrás. Nas igrejas, servia para pôr por cima dos ombros, num respeito pelas regras dos sítios que eu queria visitar. Em Fátima, a mesma coisa (mas por norma vou a Fátima no Verão e tenham lá paciência, mas eu não aguento calças quando estão 40ºC. Mas posso usar uma saia pelo joelho ou uns calções curtos e, se for a Fátima, opto pela saia).

Não vai há muitos anos que muitas mulheres em Portugal usavam lenços na cabeça, vestes pretas de saias largas e compridas (não estou a falar de pessoas de etnia cigana, ok?). Lembro-me muito bem de ver a minha avó assim vestida e lembro-me de ver muitas mulheres na terra dela vestidas da mesma maneira. Questão de hábito, foi assim que aprenderam, era isto que viam por ali e foi isto que foram replicando. Se pensarmos bem, não é assim tão diferente de um hijab ou de um niqab. Uma burqa é um extremo diferente mas, ainda assim, é produto de uma cultura que, por não ser nossa, tendemos a não entender.

Há países árabes onde a regra do corpo e do cabelo cobertos só se aplica às mesquitas - Marrocos, por exemplo: ali podemos andar como quisermos na rua mas, se formos a uma mesquita, teremos de cumprir o preceito. Ou seja, exactamente o que se passa aqui, em algumas igrejas, e o que me aconteceu em Itália. Há outros países árabes em que as idas a praias que não pertençam a resorts obrigam a fato completo. É uma questão cultural, suponho.

E depois há Nice, onde três polícias obrigaram uma mulher a despir uma túnica em plena praia. Diz a lei que estão proibidos os burkinis. Isto é um burkini:
Não era isto que a senhora tinha vestido. O que ela tinha vestido era uma túnica, umas leggings e um lenço no cabelo. Eu já estive vestida na praia - lembro-me de dias na Praia Grande que começavam com o bikini e acabavam comigo enrolada na toalha, cheia de frio, porque entretanto descera um nevoeiro horrível que baixara a temperatura aí uns 15ºC. Era giro que viesse alguém e me obrigasse a despir...

Não acho bem que sejam os estados a impor regras acerca de roupa. A proibição do burkini não é mais do que uma reacção de medo e preconceito. Se, por um lado, acho que as pessoas têm de se adaptar aos costumes e às regras dos países onde escolhem viver, por outro, acho que as liberdades não devem ser limitadas. Vejamos: ninguém obriga muçulmanos a irem viver para França (ou para qualquer outro país laico ou não muçulmano). Se vão, é justo que se rejam pelas regras desse país. Mas se há liberdade religiosa e se os hijabs, os niqabs e as burqas são um hábito que deriva da religião, não será justo que as pessoas possam vestir o que lhes apetecer?

Alegam os franceses que podem esconder-se bombas debaixo dos burkinis. Pois podem. E debaixo de hábitos de freiras e de monges. E debaixo de coletes de caça. E debaixo de gabardines. Já aconteceram atentados nestes contextos todos. Vamos fazer o quê? Obrigar as pessoas a andarem nuas?

Dar voz ao medo é capaz de não ser boa ideia. Porque depois é uma bola de neve. Cada vez mais as pessoas têm medo dos muçulmanos. Culpa deles, dirão alguns, que só fazem porcaria e que andam sempre de atentado em atentado. Não nos esqueçamos dos atentados que foram cometidos em nome do catolicismo. Não nos esqueçamos dos atentados que foram cometidos em nome de nada disto. Há gente má em todo o lado. E há muçulmanos que só querem viver na santa paz de Allah, sossegados na vida deles, que não chateiam ninguém. O problema são os outros, os que se fazem explodir em nome de um deus que querem impôr à força. Certo. Mas isso não se resolve com proibições de burkinis ou seja lá de que roupa for. 

24 agosto 2016

62

Hoje aniversa a miúda mais gira de sempre. Miúda com 62 anos? Ah, pois! A minha filha diz que eu sou mais velha do que a minha mãe. Talvez seja. Eu acho que a minha mãe, com isto de me ajudar a domesticar aqueles dois cavalos selvagens à solta pela pradaria, acaba por ganhar anos de vida (e perder, que eles quando lhes dá para serem difíceis... conseguem!!).

Hoje, sessenta e dois. Tão poucos ainda! Que nos faças companhia por pelos menos mais uns 50!! Amamos-te muito, mamãe!! Parabéns!!

23 agosto 2016

A imunidade diplomática pelos olhos de quem não percebe nada disto

Nota prévia: maltinha do Direito e das Relações Internacionais, se houver, no que vou escrever abaixo, algum erro crasso ou ideia completamente ao lado, por favor, manifestem-se. Andei a ler umas coisas, mas se calhar não foi o suficiente, pelo que o que se segue é apenas a minha visão da coisa - leiga, obviamente.

Ora, portanto, existe esta coisa de os diplomatas usufruírem de imunidade. Porreiro. Portanto, grosso modo, um embaixador (e respectivos satélites, sejam eles família, sejam o corpo diplomático) estão aquém da lei do país no qual "diplomam". Oi? Isto significa o quê? Que a lei não se aplica a eles? Eh pá... parece-me um precedente perigoso. Este é um privilégio que remonta à Antiguidade e, bom, passaram uns milhares de anos, a coisa evoluiu e, em calhando, isto já devia ter sido revisto há uns séculos. Porque, no fundo, o que isto permite é que, caso haja porcaria, haja impunidade. Parece-me que em alguns casos o que acontece é que, caso seja cometido um crime, o alegado perpetrador seja julgado, não no país onde exerce funções diplomáticas (onde, vá, podia ser alvo de algum tipo de preconceito dada a sua nacionalidade não ser a mesma do país onde está a ser julgado), mas sim no seu país de origem. Imaginem: um diplomata português nos Estados Unidos mata alguém em Nova Iorque. Lá apanhava prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional mas, graças às imunidades diplomáticas da vida, é julgado cá e, no máximo, alanca com 25 anos de prisão, mas, como se porta bem, sai ao fim de, vá, 17 anos, na pior das hipóteses. Mas matou o tal tipo e... bom... imunidade, pois. Atentem que isto poderá não ser bem assim porque, parece-me, as regras da imunidade diplomática variam de país para país. Mas ainda assim...

A ideia, parece-me, é que as relações entre países sejam defendidas. Mas parece-me estranho que haja pessoas a quem, de alguma forma, a lei não se aplica. Partimos todos do princípio de que os corpos diplomáticos são gente educada, com bons princípios, com moralidade mas... e se não forem? E se lhes der para se juntarem ao lado negro da força (seja que tipo de força for: drogas, gente que eles entendem que deve morrer, colarinhos brancos, não importa)? Como são do corpo diplomático e têm imunidade, safam-se sem sequer ir a julgamento? Li algures que a ideia fundamental é que o corpo diplomático cumpra sempre as leis do país onde está alocado. Mas... e se não cumprir? "Ah, e tal, tenho imunidade diplomática e posso tudo"?

Posto isto, por favor, alguém entendido que me explique em que medida é que a imunidade diplomática é uma cena fixe. A sério, adorava perceber.

Love & Granola

Ontem, depois de ver uma foto de um pacote de muesli de supermercado que me fez doer o coração, decidi que ia tratar do assunto como deve ser: granola caseira. Fui à loja de frutos secos a granel que tenho ao lado do trabalho, gastei doze euros e trouxe uma carrada de coisas. À noite, enquanto jantava, o forno assava devagarinho dois tabuleiros de granola. Como é que eu fiz isto? Mais ou menos a olhómetro, que é aquela medida que uso muitas vezes. Mas vá:

- 2 chávenas de aveia (devia ter posto pelo menos o dobro, considerando a quantidade de frutos secos que pus)
- 1 chávena de centeio (o mesmo que em relação à aveia)
- 1 chávena de nozes
- 1 1/2 chávenas de amêndoas sem pele
- 1 chávena de castanhas do Pará
- 1 chávena de cajus
- 1 chávena de um mix de frutos secos qualquer que tinha lá em casa
- 1 chávena de sementes de girassol
- 1/2 chávena de sementes e linhaça
- óleo de coco a olho
- óleo de sésamo a olho
- mel a olho
- 1 colher de chá de sal (fino, não façam como eu, que pus grosso e já me arrependi)

Triturei os frutos secos na Bimby até ficarem mais ou menos picados mas não em pó. Juntei os cereais e o sal e envolvi tudo com os óleos e com o mel. A ideia é que a mistura fique húmida mas não empapada. Pus isto em dois tabuleiros forrados com papel vegetal (convém espalhar bem e que a camada não fique muito alta). Liguei o forno a 110C e deixei assar uns 20 minutos. Tirei do forno, mexi aquilo tudo para soltar e voltei a assar, desta vez a 130C, durante mais um bocado. Tirei aquilo do forno mais umas duas vezes, mexendo sempre. Quando aquilo começou a ficar dourado (de maneira homogénea e não apenas por cima, daí ser importante ir mexendo), retirei do forno e deixei arrefecer. Fui mexendo para arrefecer mais depressa.

No final, juntei

- 1 chávena de sultanas douradas
- 1 chávena de cerejas desidratadas
- 4 rodelas de ananás desidratado (que entretanto cortei em pedaços pequeninos)
- 1/2 chávena de maçã desidratada com canela

Distribuí isto pelos frascos e só fechei hoje de manhã, para garantir que estava bem frio (e não ganhar humidade que ia acabar por amolecer a granola).

Ficou maravilhosa. Hoje de manhã, o meu pequeno-almoço foi um iogurte grego com duas colheres de sopa disto. Vai um frasco para o escritório, para ir comendo com iogurtes e/ou fruta aos lanches (em vez de me dedicar a pães e coisas do género). Dei um frasco a uma colega, outro frasco a outro colega (da turminha mega-fit, claro). Fiquei com um frasco grande em casa e vai outro frasco grande substituir a porcaria do tal muesli do Pingo Doce. A repetir? Yep! Sem dúvida!!

19 agosto 2016

Desfilhada

Achei, honestamente, que iam ser umas "férias de filhos" maravilhosas. Ia estar a trabalhar, mas ia poder jantar com amigos, sair, fazer programas. Ia curtir o silêncio e a arrumação, duas coisas que, em havendo crianças, são mais raras do que água no meio do Sahara. Bom, foi mais ou menos isto. Houve jantares, houve cinema, houve passeios, houve gargalhadas e sorrisos, houve conversas pela noite fora. Mas houve saudades. Muitas. Do barulho e da desarrumação, do cheiro deles, dos beijos de boa-noite, das conversas e das birras, das guerras e dos momentos calmos. E, de repente, duas semanas parecem-me meses. Voltam no domingo e estou a contar as horas. Já sei que ao fim de pouco tempo a cabeça, entretanto habituada ao silêncio, vai latejar com o regresso do ruído, mas vou ter os abraços e os sorrisos daqueles dois piolhos que são a melhor parte de mim. E isto vale por tudo o resto.