-->

Páginas

24 agosto 2016

62

Hoje aniversa a miúda mais gira de sempre. Miúda com 62 anos? Ah, pois! A minha filha diz que eu sou mais velha do que a minha mãe. Talvez seja. Eu acho que a minha mãe, com isto de me ajudar a domesticar aqueles dois cavalos selvagens à solta pela pradaria, acaba por ganhar anos de vida (e perder, que eles quando lhes dá para serem difíceis... conseguem!!).

Hoje, sessenta e dois. Tão poucos ainda! Que nos faças companhia por pelos menos mais uns 50!! Amamos-te muito, mamãe!! Parabéns!!

23 agosto 2016

A imunidade diplomática pelos olhos de quem não percebe nada disto

Nota prévia: maltinha do Direito e das Relações Internacionais, se houver, no que vou escrever abaixo, algum erro crasso ou ideia completamente ao lado, por favor, manifestem-se. Andei a ler umas coisas, mas se calhar não foi o suficiente, pelo que o que se segue é apenas a minha visão da coisa - leiga, obviamente.

Ora, portanto, existe esta coisa de os diplomatas usufruírem de imunidade. Porreiro. Portanto, grosso modo, um embaixador (e respectivos satélites, sejam eles família, sejam o corpo diplomático) estão aquém da lei do país no qual "diplomam". Oi? Isto significa o quê? Que a lei não se aplica a eles? Eh pá... parece-me um precedente perigoso. Este é um privilégio que remonta à Antiguidade e, bom, passaram uns milhares de anos, a coisa evoluiu e, em calhando, isto já devia ter sido revisto há uns séculos. Porque, no fundo, o que isto permite é que, caso haja porcaria, haja impunidade. Parece-me que em alguns casos o que acontece é que, caso seja cometido um crime, o alegado perpetrador seja julgado, não no país onde exerce funções diplomáticas (onde, vá, podia ser alvo de algum tipo de preconceito dada a sua nacionalidade não ser a mesma do país onde está a ser julgado), mas sim no seu país de origem. Imaginem: um diplomata português nos Estados Unidos mata alguém em Nova Iorque. Lá apanhava prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional mas, graças às imunidades diplomáticas da vida, é julgado cá e, no máximo, alanca com 25 anos de prisão, mas, como se porta bem, sai ao fim de, vá, 17 anos, na pior das hipóteses. Mas matou o tal tipo e... bom... imunidade, pois. Atentem que isto poderá não ser bem assim porque, parece-me, as regras da imunidade diplomática variam de país para país. Mas ainda assim...

A ideia, parece-me, é que as relações entre países sejam defendidas. Mas parece-me estranho que haja pessoas a quem, de alguma forma, a lei não se aplica. Partimos todos do princípio de que os corpos diplomáticos são gente educada, com bons princípios, com moralidade mas... e se não forem? E se lhes der para se juntarem ao lado negro da força (seja que tipo de força for: drogas, gente que eles entendem que deve morrer, colarinhos brancos, não importa)? Como são do corpo diplomático e têm imunidade, safam-se sem sequer ir a julgamento? Li algures que a ideia fundamental é que o corpo diplomático cumpra sempre as leis do país onde está alocado. Mas... e se não cumprir? "Ah, e tal, tenho imunidade diplomática e posso tudo"?

Posto isto, por favor, alguém entendido que me explique em que medida é que a imunidade diplomática é uma cena fixe. A sério, adorava perceber.

Love & Granola

Ontem, depois de ver uma foto de um pacote de muesli de supermercado que me fez doer o coração, decidi que ia tratar do assunto como deve ser: granola caseira. Fui à loja de frutos secos a granel que tenho ao lado do trabalho, gastei doze euros e trouxe uma carrada de coisas. À noite, enquanto jantava, o forno assava devagarinho dois tabuleiros de granola. Como é que eu fiz isto? Mais ou menos a olhómetro, que é aquela medida que uso muitas vezes. Mas vá:

- 2 chávenas de aveia (devia ter posto pelo menos o dobro, considerando a quantidade de frutos secos que pus)
- 1 chávena de centeio (o mesmo que em relação à aveia)
- 1 chávena de nozes
- 1 1/2 chávenas de amêndoas sem pele
- 1 chávena de castanhas do Pará
- 1 chávena de cajus
- 1 chávena de um mix de frutos secos qualquer que tinha lá em casa
- 1 chávena de sementes de girassol
- 1/2 chávena de sementes e linhaça
- óleo de coco a olho
- óleo de sésamo a olho
- mel a olho
- 1 colher de chá de sal (fino, não façam como eu, que pus grosso e já me arrependi)

Triturei os frutos secos na Bimby até ficarem mais ou menos picados mas não em pó. Juntei os cereais e o sal e envolvi tudo com os óleos e com o mel. A ideia é que a mistura fique húmida mas não empapada. Pus isto em dois tabuleiros forrados com papel vegetal (convém espalhar bem e que a camada não fique muito alta). Liguei o forno a 110C e deixei assar uns 20 minutos. Tirei do forno, mexi aquilo tudo para soltar e voltei a assar, desta vez a 130C, durante mais um bocado. Tirei aquilo do forno mais umas duas vezes, mexendo sempre. Quando aquilo começou a ficar dourado (de maneira homogénea e não apenas por cima, daí ser importante ir mexendo), retirei do forno e deixei arrefecer. Fui mexendo para arrefecer mais depressa.

No final, juntei

- 1 chávena de sultanas douradas
- 1 chávena de cerejas desidratadas
- 4 rodelas de ananás desidratado (que entretanto cortei em pedaços pequeninos)
- 1/2 chávena de maçã desidratada com canela

Distribuí isto pelos frascos e só fechei hoje de manhã, para garantir que estava bem frio (e não ganhar humidade que ia acabar por amolecer a granola).

Ficou maravilhosa. Hoje de manhã, o meu pequeno-almoço foi um iogurte grego com duas colheres de sopa disto. Vai um frasco para o escritório, para ir comendo com iogurtes e/ou fruta aos lanches (em vez de me dedicar a pães e coisas do género). Dei um frasco a uma colega, outro frasco a outro colega (da turminha mega-fit, claro). Fiquei com um frasco grande em casa e vai outro frasco grande substituir a porcaria do tal muesli do Pingo Doce. A repetir? Yep! Sem dúvida!!

19 agosto 2016

Desfilhada

Achei, honestamente, que iam ser umas "férias de filhos" maravilhosas. Ia estar a trabalhar, mas ia poder jantar com amigos, sair, fazer programas. Ia curtir o silêncio e a arrumação, duas coisas que, em havendo crianças, são mais raras do que água no meio do Sahara. Bom, foi mais ou menos isto. Houve jantares, houve cinema, houve passeios, houve gargalhadas e sorrisos, houve conversas pela noite fora. Mas houve saudades. Muitas. Do barulho e da desarrumação, do cheiro deles, dos beijos de boa-noite, das conversas e das birras, das guerras e dos momentos calmos. E, de repente, duas semanas parecem-me meses. Voltam no domingo e estou a contar as horas. Já sei que ao fim de pouco tempo a cabeça, entretanto habituada ao silêncio, vai latejar com o regresso do ruído, mas vou ter os abraços e os sorrisos daqueles dois piolhos que são a melhor parte de mim. E isto vale por tudo o resto.

Movie time

Na semana passada, graças a um passatempo powered by C&A, fui à ante-estreia deste filminho. E que dizer sobre ele? Bom, para começar, era a minha praia: cinema pouco mainstream, francês, ainda por cima, coisa que tendo a adorar. Depois, bom, a história gira em torno de uma família que, na verdade, são várias famílias, cortesia de casamentos, separações, novos casamentos, novas separações e todos os filhos que vão aparecendo por ali. Aquilo que poderia ser uma xaropada cheia de clichés é, na verdade, uma visão doce e descomplicada sobre isto das novas dinâmicas familiares (bom... "novas" é como quem diz, que casamentos e divórcios e segundos casamentos é coisa que existe há uma porrada de anos).

Foi um dos filmes mais giros que vi nos últimos tempos. Vale mesmo muito a pena!

09 agosto 2016

Vida nova

Vivi sozinha durante cinco anos. Não foi fácil - ou melhor, nem sempre foi fácil - mas foi maravilhoso. Eu gosto de estar sozinha. Não me aborreço. Arranjo o que fazer. Foram tempos de muita aprendizagem, em vários sentidos. Entretanto, veio a filha mais velha e isso mudou. Deixei de ser só eu. Passámos a ser três. Depois passámos a ser quatro. Agora somos três novamente - eu e os miúdos.

Estive duas semanas de férias com eles. Muita praia e pouco mais. Entretanto o miúdo adoeceu e acabámos a fazer um périplo pelo hospital do costume. Curou-se. Acabámos as férias com uma tarde de praia de mãe e filha (e o filho nos avós, já melhor mas ainda em risco de recaídas). Foi maravilhoso.

No domingo foram para o pai. Mais duas semanas de férias, desta vez com ele e com a família do lado dele. E eu volto a estar sozinha naquela casa onde vivi cinco anos. O primeiro impacto foi duro. O silêncio. Arrumar coisas espalhadas. Fazer camas. Sorrir perante os rastos que eles deixam por todo o lado. Ontem, quando cheguei a casa, resolvi que não podia ceder ao peso da ausência deles. Estava de rastos (o calor num 4º andar sem ar condicionado massacrou-me o dia todo), mas resolvi cozinhar só para mim. Fiz um spaghetti com camarão, mexilhão e amêijoa que dará para três refeições. Sentei-me no chão da sala, um filme do Netflix a rodar, uma Cola Zero gelada e siga. O silêncio. Voltei quase nove anos atrás. Quando era só eu e às vezes era bom. Ontem foi assim. Mas as saudades... essa doem. Sei que o tempo voa e que devo aproveitar estes dias de calma para retemperar. Para arrumar coisas. Para dar novos sítios a coisas antigas. Para me reorganizar. E ao fundo, como ruído branco, sempre as saudades deles.

É uma vida nova. E vai ser bom.    

19 julho 2016

Gosto | Não gosto

Gosto...

... de praia. de sentir o sal no corpo. de cabelos soltos. de unhas compridas. de barbas bonitas. de correr. do karaté. dos amigos do karaté. das conquistas do karaté. do poder que o karaté me dá (e que não tem nada que ver com ser capaz de bater em pessoas). de cinema estranho. de comédias românticas de domingo à tarde. de cappuccinos no sofá. de pipocas salgadas. de ler. de escrever. de escrever poemas quando me apaixono. do alentejo. do calor no alentejo. e em todo o lado. de caracóis. de Somersby. de petiscos sem hora para terminar. de música que me ponha a dançar. de cantar (e canto pessimamente... e então?). de conduzir. de ser conduzida. de me perder por caminhos estranhos. de sítios antigos. de Lisboa. e de Sintra. do Porto. de viajar. de conversar. de morangoskas. de sushi. e de bifes de vaca a escorrer sangue. de thrillers. de livros com gente morta. de ver autópsias no youtube. de acordar com músicas novas no whatsapp. de me rir. das minhas melhores amigas. dos meus melhores amigos. do meu trabalho. dos meus colegas. de trabalhar na baixa de Lisboa. de tudo o que aprendi num ano de trabalho. de saber o que valho. de ajudar quem precisa, mesmo que não peçam ajuda. de sentir que valho alguma coisa para as pessoas que me rodeiam. de jogos de cultura geral. de fruta fresca. de cozinhar. de comer. de não fazer nada. do João Tordo. da escrita do João Tordo. de escrever a meias com o Manel, talento por lapidar que conheci no último curso do Tordo. de conseguir fechar os olhos e imaginar futuros luminosos, cheios de coisas boas. de tatuagens. de tudo o que sou. de viver. dos meus filhos, que são os amores da minha vida.

Não gosto...

... de incertezas. de não saber com o que posso contar. de me sentir julgada. de falhar (com as outras pessoas mas principalmente comigo). de ser tão perfeccionista. de ser mais preguiçosa do que devia. de sentir que o cansaço me rouba momentos bons. de ser pouco paciente. de pessoas intrometidas. de livros lamechas. de wannabes. de modas parolas. que tentem mandar na minha vida. de me sentir pressionada. de me sentir em dívida. dos dias em que adormeço sem um sorriso. do tempo que passa entre momentos bons. de dobrada. de feijão. de favas. de confusões. de frio (a não ser que esteja à lareira). de perguntas parvas. de não ter seguido o meu sonho de ser psicóloga criminal (e de não ter ido para a PJ). de ter perdido pessoas por causa de mal entendidos. de saber que nunca mais vou ver algumas pessoas que foram fundamentais para mim, nomeadamente o meu avô Eusébio. de chorar. de não conseguir chorar. de ter ficado um bocado fria, à conta da pancada que fui levando na vida. de perder tempo com coisas que não me fazem feliz. de nem sempre conseguir tempo para escrever. de ter de desfazer equívocos. de ter de dizer a mesma coisa cinquenta vezes. de passar a vida a lixar sapatos graças à calçada portuguesa. de injustiças. de crueldade. de miúdos mal educados. de pais mal educados. de pessoas que não tentam calçar os sapatos alheios. de música dos anos 80. de ter viajado menos do que queria. de ter de viver com dinheiro contado. de saber que um dia isto acaba. de ter medo.

(Não fazia este exercício há imenso tempo...)

18 julho 2016

Tempo de mudar


Começou com um murmúrio, baixinho, quase inaudível. Tornou-se um grito. A voz que me falava cá dentro era maior do que eu. Ouvi o coração. Larguei as âncoras e preparei-me para o mar revolto. A viagem está a começar. O destino? Ser feliz como já fui feliz e depois fui deixando de ser. E o tal murmúrio ganhou forças. Escolhi arriscar. Escolhi não me render. Escolhi a incerteza do frio ou do quente (não sei o que aí vem) à certeza do morno, do vamos indo, do é o que é, do estou mais ou menos, vai-se andando. Talvez me arrependa. Não me parece, mas pode acontecer. Logo se vê. Hei-de lidar com as coisas à medida que aconteçam.

Agora é tempo de mudar. De seguir em frente com a certeza de que o que fica são as coisas boas. As más, hei-de ir esquecendo com o tempo. As boas ficarão sempre. E que o caminho se faça rumo à felicidade. A dias mais plenos. A momentos a rebentar de sorrisos. A corações a bater com força.

Estou cheia de medo mas cheia de vontade de fechar o livro que acabei de ler e de abrir o novo, em branco, com tanto por escrever. É um ciclo que se fecha e outro que se abre. É a vida toda pela frente...

01 julho 2016

Um ano - antes e depois

Fez por estes dias um ano que recomecei a trabalhar. O feedback que vou ouvindo dos meus colegas sobre o antes e o depois da Lénia na empresa tem-me deixado orgulhosa e muito grata pela sorte que tive. Mas num ano tudo mudou...
 À esquerda: o medo, a incerteza, a necessidade de provar tudo a toda a gente, a dificuldade em acreditar que ainda era capaz, que ainda sabia fazer, que ainda tinha capacidades. Uma miúda à procura do seu espaço, a assentar arraiais, com medo do que pudesse vir a seguir.

À direita: a confiança, a garra, a vontade. Uma mulher segura, que sabe do que é capaz, que consegue antecipar passos, que tem espaço de manobrar para fazer o seu trabalho. Uma mulher que encontrou o seu lugar, que criou o seu sítio, que de redefiniu e que é muito feliz com tudo o que faz todos os dias.

Num ano, o regresso da Lénia. À direita, sou eu. A mulher que enfrenta, que luta, que faz. À esquerda, a pessoa tolhida, refém do que a vida lhe pôs no caminho, do intervalo que teve de acontecer. A pessoa que deu vários passos atrás para poder dar um para a frente.

Num ano, a certeza de que esta sou eu. Reencontrei-me, deixei de fugir de mim, aceitei que sou assim, que esta sou eu, com tudo o que tenho de bom e com tudo o que tenho de mau. Saí da casca, deixei a caverna e voltei a respirar. E é bom! Gosto muito mais desta pessoa do que da pessoa que fui nos anos em que, por força das circunstâncias, estive parada. É bom estar de volta. É mesmo muito bom estar de volta!!

Agora? O céu é o limite... e para lá do céu continua a haver tanto por descobrir...!!

06 junho 2016

Outside the box

Cada vez sou mais assim: desafiam-me e eu alinho. Só tenho uma vida, um dia isto acaba e não fica nada para contar a história. O que levamos de cá são as experiências que temos, os momentos que vivemos e os sorrisos que isto tudo nos proporciona. Posto isto, se é para ir, 'bora lá!

Uma das minhas colegas do karate faz aulas de pole dance de vez em quando. E desafiou o resto da tropa para irmos experimentar. E fomos. Todas. Sábado e manhã lá estivemos nós agarradas ao varão.

Ponto prévio: sim, eu também achava que isto era coisa de stripper. Nada contra mas...

Bom, mitos desfeitos, aquilo é um desporto. Como outros. Pior do que outros (e eu já experimentei muita coisa na vida!).

A aula foi no estúdio da professora, algures na Beloura. Na cave, um espaço fabuloso com seis varões, uns quantos baloiços e mais uns apetrechos. Tudo impecável.
Começámos pelo básico dos básicos. Nada de nos virarmos de pernas para o ar nem nada disso. Ao fim de uns 10 minutos estava a transpirar a sério. Tipo aula de cardio a todo o vapor (yep, true story).
Aprendemos uma coreografia super simples que me permitiu perceber várias coisas que me parecem importantes. A saber:

- o preconceito é uma coisa lixada. E importa mandá-lo abaixo.
- ali, em frente a um espelho, a rodopiar num varão, há dois caminhos: o da vergonha (e não vai correr bem) e o do que se lixe, em que assumes o que és, soltas-te e deixas-te ir. E não evitas olhar para o espelho. E não te chamas nomes só porque estás a menear a anca de maneira sensual.
- ali, o peso que tens e as formas do teu corpo importam muito pouco. Neste sentido: se não te puseres com merdas e te dispuseres a desfrutar, vais conseguir ver-te. Ver-te a sério. Ver a mulher que és, a paixão que tens e o quanto gostas de ti. (Isto para dizer que, ali, caguei para os quilos que tenho a mais e não me pus a ver os defeitos. Pus-me, isso sim, a ver que, querendo, posso tudo.)

Gostei mesmo muito e é para repetir. E também é para perder peso porque aguentar com 65kg nos braços há-de ser diferente de aguentar com 60kg. E sim, estou com umas dores de braços como não me lembro de ter tido, nem nos primeiros treinos de musculação a sério. Verdade. Aquilo é puxado. E não é só andar ali a dar umas voltas. É preciso força e muito, muito controle no nosso próprio corpo.

Um conselho: experimentem! (E se alguém quiser vir comigo, é dizer e combinamos. Mesmo!)