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19 setembro 2018

One Red Crow #13


Foste, em tempos, a casa acolhedora e bem decorada, sem grandes artefactos, um espaço confortável e sereno, onde dormia tranquila pelo sofá, onde me deitava em silêncio por cima dos lençóis ou com as mantas a tapar-me a cara, se o dia era de frio e as angústias maiores do que eu.
Hoje restam apenas as paredes e as memórias, marcas das mobílias que ali fomos pondo, bocados de tinta em falta por pancadas mais ou menos desajeitadas. Hoje és os roupeiros onde outrora havia tanto e agora apenas o eco que torna gélido todo o espaço. E os meus pés que já não conhecem a tábua que range se a pisar do meio para cá, as manchas no soalho, o frio dos mosaicos, o frio do esquecimento, eu e tu encaixotados algures, aquelas caixas que não terão lugar na casa nova, tu a casa velha e gasta, e do nosso amor apenas um cobertor dobrado no chão.

| Fotografia de João Corvo |

17 setembro 2018

Those who can not be trusted

Se dizes que vais, vai. Se dizes que vais fazer, faz. Se prometes, cumpre. Se não tens a certeza, não te comprometas. Se achas que não te apetece, não te comprometas. Se não sabes se queres, não te comprometas. Se te comprometeres, cumpre.

Do lado de lá, está uma pessoa que conta contigo. Para um trabalho, para uma saída, para um apoio, para o que for. Do lado de lá, está uma pessoa que confiou em ti. Do lado de lá, está uma pessoa que espera que faças o que disseste que ias fazer.

Imprevistos acontecem. Mas quando te tornas naquela pessoa que já nunca surpreende por ter dito que sim e afinal não, acredita, já perdeste todo o teu crédito. E, mesmo que do lado de lá continuem a contar contigo e a querer que vás, que faças, que estejas, na verdade já sabem que o mais certo é não ires, não fazeres, não estares.

Mil vezes um "não posso" que depois é surpreendido com um "afinal pude", se a coisa acontecer. Mil vezes um "achava que não ia conseguir, mas afinal consegui". Mil vezes um "afinal venho" do que um "afinal não posso ir".

Quando te tornas na pessoa de quem já nada se espera, a confiança já foi embora. Quando a confiança bate no chão, dificilmente volta ao ponto onde já esteve. E mesmo que volte, há por ali sempre um pé que fica atrás.

Dez filmes que me marcaram

Manequim
Era uma vez um pai que resolveu comprar um leitor VHS lá para casa, algures no final dos anos 80, início dos anos 90. E era uma vez um clube de vídeo que ficava a cinco minutos de casa. E era uma vez uma miúda que ia com o pai alugar filmes e que, passado algum tempo, começou a ir sozinha. "Manequim" foi o primeiro filme alugado. Contava a história de um tipo que se apaixona por um manequim de montra... e do manequim que ganha vida. Se calhar é por isto que eu sou zero romântica, não sei...

Pássaros
Centenas de pássaros pretos (descobri depois que eram corvos) a voar por cima e de encontro a uma mulher em pânico é provavelmente a coisa mais assustadora que vi num filme. Era miúda e ficou esta imagem. Até hoje não consegui rever este filme...

Drácula
Vi isto dezenas de vezes. Houve uma altura em que sabia as falas de cor. Só tinha aulas de manhã e, à tarde, quando não tinha nada para fazer, punha isto (em VHS, lá está) e adormecia em menos de nada. Ainda hoje adoro o filme...

Cocktail
Isto quase curou a minha falta de romantismo. Quase. É mais um dos que vi dezenas de vezes. Por acaso já não o apanho há muito tempo, mas se calho a bater com os olhos nisto num Hollywood da vida... é certinho que fico a ver!

Top Gun
Self explanatory. Continua a ser um dos meus filmes preferidos de sempre. Está lá tudo: a amizade, a luta, a ambição, a angústia, a paixão, a entrega, o drama, o falhanço, o medo, o amor. Tudo.

Se7en
O meu filme preferido de todos os tempos. O filme que me fez amar psicopatas e mentes retorcidas, que me fez ver para além do óbvio, que me fez perder medos e ganhar noção de que é possível ser-se ainda pior do que mau... É das coisas mais bem feitas de sempre - eu olho para thrillers como quem escreve, pelo lado da criação e não apenas como espectadora. E tento perceber o processo mental que levou até ali. Neste caso, é fascinante...

Sleepers
Mais um filme de angústia do início ao fim. A história é poderosa: vidas destruídas e vingança, muita mágoa e a redenção possível. Não há como não gostar deste filme... (E junta de Niro, Kevin Bacon e Brad Pitt... quer dizer, não dá para ser muito melhor, não é?)

Irreversible
Fui ver este filme ao Monumental. Éramos poucos na sala. No final, estávamos quase sozinhos, eu e o meu amigo. Imensa gente não aguentou o embate. O filme é duro, muito duro. É a história de uma noite que muda a vida de muita gente... contada do fim para o início, em blocos. Vamos percebendo ao longo do filme o que aconteceu para que as coisas chegassem onde chegaram. Tem a cena de violação mais forte de sempre. Não é fácil. Mas é muito, muito bom.

Magnolia
É um filme sobre a vida, sobre amor e redenção. Várias histórias que não se relacionam entre si são contadas em paralelo. Foi o primeiro filme que usa esta fórmula que eu vi. Vale pela força da mensagem e pela banda sonora. É tão bonito...

Love Actually
Para terminar, a minha comédia romântica preferida de sempre. Vi este filme no cinema, num dia 16 de Novembro (o dia em que comemorava tempo de namoro com o meu ex-marido, na época ex-namorado). Era um domingo à tarde e eu era a única pessoa sem companhia numa sala de cinema pejada de famílias e de casais em modo love-bird. Vi aquilo e achei irónico: estava a ver um filme chamado "O Amor Acontece", num dia importante para mim... sozinha (na altura estávamos separados). Uns anos depois, voltámos a namorar, casámos... e este filme foi, sem que tenhamos pensado muito nisso, o tema do nosso casamento. A banda sonora do nosso dia usou muita coisa do filme... tive direito à cena dos cartazes à porta da Keira Knightly enquanto caminhava para o altar (e toooda da gente a chorar...), saí da igreja ao som sa versão do All you Need Is Love deste filme... ´ parte fundamental da minha história e vai ser sempre o preferido.

E desse lado? O que é que vos deixou marcas na carne, contem lá...?

14 setembro 2018

(Des)hábitos


Eu já sabia que ia ser assim: as férias tiram-me o hábito de treinar. Relaxo de mais, desfoco-me, desleixo-me. (Sessenta e dois quilos agora vs cinquenta e nove antes.) E custa-me horrores regressar, encontrar o meu ritmo novamente, voltar a focar-me naquilo, voltar a fazer o que sei que me faz bem. (Fico sempre assoberbada e entro numa espiral de "não sei o que hei-de fazer, perdi tudo o que me custou tanto a conquistar, nunca mais vou ser capaz.) Prometo a mim mesma que amanhã recomeço, mas não recomeço coisa nenhuma. Afinal não foi hoje, é amanhã. E vai sendo amanhã durante demasiado tempo. Tanto tempo que deixo de fazer promessas porque já acho que não as vou cumprir. E porque não quero lidar com a frustração de sentir que não fui capaz. 

Há uns meses, decidi que queria competir em bikini fitness. Não porque achasse que fosse ganhar alguma coisa, mas porque quis desafiar-me e ver até onde ia o meu corpo. Fiz contas à vida e uma competição é caríssima. Entre preparação e competição propriamente dita, o prognóstico apontava para uma quantia que eu não tenho. E que, se tivesse, poderia usar noutras coisas. Arrumei a ideia da competição pacificamente. E sem a cenoura dos palcos as minhas ganas com os treinos abrandaram. Isto coincidiu com as férias, o que não ajudou. Coincidiu também com a dança.


Chega. Estes sessenta e dois quilos, sendo apenas um número, são um número que se converte em coisas de que não gosto. E que não quero para mim. Sei exactamente o que fazer para sair daqui. Sei como. Sei o que custa, o que tenho de fazer e calculo mais ou menos o tempo que vou demorar. A cenoura não é o palco. A cenoura é a dança. Sou eu na dança. Sou eu, na pele da bailarina que quero ser. Visto daí, talvez seja uma futilidade. Não é problema meu. Visto daqui, é fundamental para o meu bem-estar. Não deixei de gostar de mim. Mas preciso e quero voltar à minha forma anterior. 

Boca fechada e rabo a mexer. Na semana que vem, regressam as minhas aulas no meu ginásio. Regresso eu aos treinos antes das aulas, como fiz há uns meses. E quero regressar à bicicleta que tenho no meio da sala a ganhar pó. Sem promessas e sem compromissos. Faço o que posso, quando posso. Sem culpas, se não conseguir, se não me apetecer, se não der. É o que é. Dizem que são precisos 21 dias para mudar um hábito. Vamos a isso, então.

Porque não adoro a forma com que estou agora, nem me sinto bem com ela. Mas nunca me senti tão feliz...   

13 setembro 2018

Três coisas que me transformaram na minha mãe

Se calha a haver um campeonato de reviranço de olhos por causa das relações mãe/filha, estou muito segura de que seria campeã intergaláctica. 

Contexto: eu e a minha mãe éramos tipo cão e gato. Blame it on the signs: ela, virgem, eu, aquário. Aquilo não funcionava, éramos pólos opostos, sempre em choque uma com a outra. Depois eu cresci e a coisa amainou. Melhorou muito quando eu saí de casa... vá-se lá saber porquê. Mas eu olhava para o que ela me fazia, no seu papel de mãe, e jurava que nunca na vida faria igual. Até ao dia em que fui mãe. Muito comum isto de sermos as mães perfeitas ANTES de termos filhos. Depois parimos e a coisa não é bem assim. Portanto, quando fui mãe transformei-me... na minha mãe. Aqui ficam as três coisas que me transformaram na mãe que eu jurei que nunca na vida haveria de ser:

Não te levantas enquanto não comeres o que está no prato
Clássico... as mães querem os filhos alimentados e estão pouco para caprichos e esquisitices. Está no prato? É para comer. Eu é que sei as doses e o que lá ponho. E se eu digo que é aquilo... é porque é.
Quando era miúda e a minha mãe me obrigava a comer sem fome, era o horror. É que, na maior parte das vezes, eu não batia o pé por não gostar da comida - também acontecia, mas não era sempre -, era mesmo por não ter fome...

Se te magoares ainda apanhas por cima
Os miúdos são aventureiros, gostam de explorar e de arriscar. E eu não sou a mãe-cocó que não os deixa sujarem-se e que está lá a servir de airbag ambulante. Não sou mesmo. Mas há coisas que eu vejo acontecer antes de acontecerem. E se pudermos evitar partir os dentes da frente em aventuras maradas... bom... fica o aviso. 

Enquanto viveres nesta casa, fazes o que eu mandar
Ah, a autoridade... Não há cá cenas de parentalidade positiva nem a maternidade é uma democracia. Há uma cadeia de comando, há uma hierarquia e é para respeitar. Só um de nós é um adulto responsável. Adivinhem... sou eu. Eles são miúdos, não têm grande autonomia. É a vidinha. Já passei por isso. Claro que há liberdades que se conquistam, mas há regras e são para cumprir. E eu, que achava a minha mãe a pessoa mais chata de sempre, porque eu era suficientemente responsável para ter alguma autonomia...




12 setembro 2018

One Red Crow #12



Talvez tenhas pensado que o vazio era agora o que te preenchia. Um balão de ar, uma coisa que não se sente e que mesmo assim pesa tanto dentro do peito. Talvez tenhas respirado de alívio. Foram anos de caminhos opostos e joelhos esfolados, sacudir a gravilha, soprar o ardor que fica e tentar caminhar de novo. Talvez tenhas pensado que era apenas questão de tempo, haveria de chegar o dia em que a estrada se faria em sentidos opostos. Ambos sabíamos que não era este o nosso destino. Apanhámos um comboio onde faríamos uma pequena viagem, trocaríamos de carruagem algures a meio. Disse-te que tinha chegado o momento. Não sorri nem me despedi. Disse apenas É agora. Virei costas e comecei a andar devagar. Por cima do ombro, fotografei-te. A imagem que guardo de ti é esta de solidão e resignação. Aquela és tu. Aquele sou eu.


| Fotografia de João Corvo |

11 setembro 2018

Cinco livros que nunca esqueci


Não consigo explicar a relação de amor que tenho com este livro. Sei que o li há uma data de anos e que amei cada minuto que passei com ele. Está tão bem escrito que nos leva lá. Aquela história torna-se quase tangente e é impossível nos nos sentirmos imersos em tudo aquilo. Bom... passou muito tempo e talvez seja altura de o reler... (As saudades apertam!)


E já fiz batota... Mas não dá para falar de um e não falar do outro. Apesar de O Menino de Cabul ser o livro mais conhecido deste autor, o outro foi o primeiro que li dele. Lembro-me de estar de férias na terra do ex-marido e de ter passado horas agarrada a isto. Absolutamente angustiada e zangada com o mundo. Ambas as histórias são fortes, duras e mexem muito, muito com as nossas entranhas (sim, com as vossas também. Querem apostar?). Já tinha lido coisas difíceis de processar mas crianças em cenários de guerra verdadeiros são coisa que me revira tudo até ao âmago. Mas, apesar da dureza do tema, a escrita de Hosseini é de uma doçura brutal. Valem ambos muito, muito a pena.

"Pequena Abelha", Chris Cleave

Estou a notar um padrão nas coisas que não esqueço: são sempre livros tremendamente bem escritos e que, de alguma forma, nos massacram até aos ossos. Bom, este é mais um assim. Depois de ter lido este, li tudo o resto do autor de enfiada. Não conseguia parar. A escrita dele é muito fluida, nada densa. Não é dado a recursos só para complicar. E ainda bem. Se não conhecem... explorem!

"Ensaio Sobre a Cegueira", José Saramago

Vinte anos depois, continua a ser o meu livro preferido de sempre. Uma alegoria sobre quão baixo pode o ser humano descer, quando o que está em causa é a sobrevivência. É Saramago. Saramago será sempre o meu eleito. Nada a acrescentar. Crime de lesa majestade não ler este livro, só vos digo...

"Morte no Nilo", Agatha Christie

Se não foi o primeiro policial que li, andou perto. Agatha Christie foi a primeira autora deste género que li e foi com este livro que me apaixonei pelo processo mental por detrás disto tudo. Descobri isto num Verão (teria uns 16 anos, acho) e há uma memória gira associada a isto: papo-secos com manteiga e fiambre. True story. Porquê? Porque li isto num Verão em que ia para a praia e o que levava para comer era estas sandes. A memória é uma coisa lixada e liga coisas a cheiros, sítios, sons, pessoas, etc... e, se tudo correr bem, estas associações dificilmente se desfazem. 

Pink it!

Três anos de blog azul. Três anos de leveza, de paz, de casa. Três anos com  mesmo cabeçalho, a mesma imagem, o mesmo mood. E apeteceu-me mudar. Cor-de-rosei. Eu, que não sou de cor-de-rosa, cor-de-rosei. Não deve durar muito, suponho. Ou dura, que isto parecendo que não ainda é coisa para dar trabalho...

Bom... está feito e... enjoy!

10 setembro 2018

Shall we dance?

Agosto acabou, as férias já eram e... é tempo de recomeçar.

Iniciei o meu ano* com um dilema: onde, como, quando e com quem fazer as aulas que quero fazer?
Kizomba mantém-se no mesmo sítio, com o mesmo professor (que contratou uma professora nova) e isso não era negociável. A quarta-feira à noite é da Kizomba tradicional, está bom, não mexe.

Mas a kizomba não é a minha grande, grande paixão - o Urban Kiz é. Oi? O que é isto? É uma espécie de plot-twist da kizomba tradicional, surgido em França há meia dúzia de anos, pelas mãos (pelos pés, na verdade) de três senhores (Enah, Moun e Carolina). Aquilo tem por base a kizomba, mas vai buscar influências (e passos e truques) a várias fontes: ao tango, ao hip-hop, à bachata e por aí fora. E porque é que eu gosto tanto disto? Porque (quase) não há limites. Porque é toda uma criatividade. Porque é (acho eu) muito mais complexo e exigente do que a kizomba. E porque adoro a música, pronto. Portanto, além das aulas de kizomba, quero fazer aulas de Urban. Ora o Urban, no sítio onde vou fazer a kizomba, acaba às 23h... e não vai dar. Por isso andei feita doida à procura de um sítio onde houvesse aulas que terminassem mais cedo. Encontrei dois.

O primeiro foi a Jazzy, em Santos. Ora a Jazzy é a melhor escola de dança do país. Ponto. Mas aquilo não é propriamente barato e... prioridades. Bem, na sexta passada fui experimentar uma aula de Urban lá. Para começo de conversa, fiquei maravilhada com o chão. Sim, isso. Eu sou o tipo de pessoa que valoriza o chão onde dança e aquele era fabuloso. Deslizava que era um mimo. Ponto a favor. Depois, os professores. O Diogo é o meu professor de kizomba e eu já sabia ao que ia. Foi a primeira vez que tive aula com a nova professora e está tudo bem ali. A aula, sendo de iniciados, não foi assim um abuso de complexidade, mas o passo que eles ensinaram é bonito e... bom, já foi dançado por aí, nessa noite e na de sábado!

O segundo sítio foi a Banga Dance It, em Algés. É uma escola que acaba de abrir e que tem tudo para correr bem porque tem professores excelentes e uma localização fantástica. O par que dá as aulas de Urban é assim uma coisa do outro mundo. Fiz com eles um workshop, na terça-feira passada, e foi das coisas mais duras e mais desafiantes de sempre - e é disto que eu gosto e é isto que eu quero: desafios potentes, que me levem para fora da minha zona de conforto e que me façam mesmo evoluir. Os preços das aulas são mais simpáticos para a minha carteira e... está escolhida a escola!

Entretanto, um desafio: e que tal virem experimentar isto da kizomba comigo? A partir de dia 19 (e até ao final de Setembro) temos aulas abertas de kizomba, bachata e urban, no meu ginásio (que é onde faço as aulas de kizomba): significa que basta aparecer e pronto. Não é preciso inscrição nem pagamento nem nada. Venham daí! Vai ser giro... não prometo é que não se viciem!!

*Eu sou das que inicia os anos em Setembro, já se sabe. E este ano novo ainda está meio atabalhoado precisamente porque ainda não estou no meu ritmo de aulas e de ginásio e tal e tal... mas está quase!

Um blog que vale a pena (e um pedido de desculpas!)

Eu sei, eu sei: tenho dançado tanto que tenho "negligenciado" outros bocadinhos da minha vida. O foco está assumidamente na dança (e mais logo escrevo sobre o que tenho andado a fazer e lanço um desafiozinho). Mas há vida para além da pista. Há mundo para além do baile.

Uma das coisas que gosto de fazer de vez em quando é partilhar convosco as coisas de que gosto muito. Livros, principalmente (e também fica já prometido um post sobre isto), mas também séries (mais um post). Poupo-vos as músicas, porque a minha playlist só dá kizomba e zouk e pouco mais.

Bom, vamos a isto. Instagram & blogs. A minha rede social preferida é, de longe, o Instagram. O Facebook aborrece-me, demasiada inutilidade ali a pairar (e eu sou muito fã do botãozinho "não seguir" et voilà, já não vejo o que não me interessa). No Insta funciono por fases. Houve a fase decoração, a fase livros, a fase musculação... Nunca houve a fase moda (yack!) e o lifestyle tem de ser mesmo, mesmo bom, não pode ser chato nem túnel de vento.

E foi assim que cheguei à Rita da Nova (@ritadanova). Ora a Rita é uma miúda gira, cheia de pinta e que tem uma coisa genial: um cérebro dos bons. Escreve bem, fotografa bem e... tem conteúdos mega interessantes. Não é fácil, senhores, não é fácil. Se eu tivesse de escolher uma Insta-crush seria a Rita, mas assim por uma larga margem. E, além do Insta, a Rita tem um blog que não é um elogio ao vazio mental - bem pelo contrário. Já disse que ela escreve bem? Pronto. E como trabalha em marketing e comunicação, faz uma gestão genial dos seus conteúdos. Tem posts super interessantes, não fica pela rama, vai até ao osso. Vocês sabem que eu não leio blogs (fartei-me de catálogos, sabem?). Portanto quando há um blog que me enche as medidas, isso vale ouro. Espreitem aqui e apaixonem-se.

(Desculpem a minha balda, sim? Prometo que vou voltar...)