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15 outubro 2018

Meatless - dificuldades iniciais e uma receita simples

Acho que já disse aqui: deixei de comer carne e não gosto de leguminosas. Houston, we have a problem. Estou disposta a tentar? Claro. Até porque há uma série de coisas que eu odiava em miúda e que agora como... porque afinal até gosto (desculpa, mãe!).

Portanto, para começar, a parte fácil: hambúrgueres. Em hambúrgueres marcha tudo (acho eu, vá). Comecei por uns de grão que estão deliciosos. Tenho de experimentar com beterraba, com feijão e com mais uma série de variações. Mas, por enquanto, o grão vai bem em hambúrgueres. Em sopa também é simples: gosto de sopa de couve com feijão (ouviste, mãe?) e de grão com espinafres. 


Depois disto, decidi complicar e desafiar-me. Vai daí, no sábado fiz o seguinte: couve portuguesa (vulgo caldo-verde) salteada com alheira vegetariana e feijão manteiga. Sem grandes invenções: salteei a couve num fio de azeite, juntei metade da alheira (cortei a ponta e espremi o recheio daquilo para dentro da frigideira, depois desfiz com um garfo e pronto, no rocket science involved) e juntei duas colheres de sopa de feijão manteiga já cozido. Erro clássico: para quem não gosta de feijão, se calhar duas colheres de sopa são um exagero. O resultado não foi horrível, consegui almoçar em condições mas há claramente melhoramentos possíveis aqui. Ainda assim, não vou desistir já. E o pior que pode acontecer é passar a viver à base de hambúrgueres de tudo e mais alguma coisa... 

Resumo da Jornada

Sexta

Saí do trabalho a correr para ir assistir à entrega dos diplomas de mérito do meu mai novo. Foi o quinto ano consecutivo em que estive nesta cerimónia, porque os meus filhos são umas pestes, mas safam-se muito bem na escola. Não faço questão nenhuma de que sejam alunos de quadro de honra; faço questão de que façam o melhor que conseguem, o melhor que sabem e o melhor que são capazes de fazer. Não preciso que sejam os melhores da turma, mas preciso que se esforcem e que dêem o que conseguem dar. Se isso os põe no quadro de honra, seja. Mas não vivo para isso, não incentivo isso e muito menos incentivo competições: não quero que sejam melhores do que ninguém, mas quero que sejam o melhor que conseguirem ser. Entretanto, era fim-de-semana do pai e aqui a mãe aproveitou para ir dar um giro...

Jantámos no Marco, em Odivelas. Dizia ele que as francesinhas vegetarianas eram óptimas... e eu quis confirmar. São boas, sim senhor. Não são as melhores que já comi porque o molho não é igual. Para mim, podia ser. Não como carne, mas acho que não falecia por comer um molho que leva caldos de carne. Mas vá, serve, soube bem e nem sequer consegui comer tudo (e ele já topou o meu padrão de raramente comer doses completas). Toda a gente me tem dito que as francesinhas (normais) do Marco são mesmo as melhores de Lisboa e arredores e, a avaliar pela quantidade de gente que estava lá e pelo tempo que esperámos, quer-me parecer que sim, que é capaz de ser verdade.

Sábado

Mais um workshop de Urban Kiz, desta vez mais calminho do que o outro, com menos gente, mas tão, tão bom. Sabem-me bem estas tarde de absorção de informação a rodos. Sabe-me bem isto de estar a nadar no meu aquário, de me sentir em casa, de saber que estou a fazer a coisa certa. Sabe-me bem saber que, um dia, isto vai dar onde eu quero...

Entretanto, dona Leslie a anunciar a sua passagem e eu, que até tinha planeado sair, fiquei mas foi no sofá... a tentar ver um filme. Ainda não eram 22h e já eu estava a dormir. À meia-noite e pouco acordei, puxei o filme para trás e... desisti à 1h, porque não estava mesmo a dar (e o filme é bom, atenção!). Acabei por ir para a cama, para só voltar à vida às 10h... 

Domingo


Manhã passada a dar conta do rasto de destruição que os furacões André, Leonor e Caramelo deixaram na minha casa (o Alex, coitadinho, nem chega a ser uma brisa, é inofensivo): ela deixa roupa por todo o lado, ele espalha peças de lego por onde passa e o gato... bom, o gato destruiu-me uma das plantas sobreviventes. Depois de ter apanhado aquilo do chão umas três ou quatro vezes (e por "aquilo" entenda-se planta e terra), desisti. O jovem, com as suas acrobacias, partiu a planta e eu... que se f***... lixe: planta para o lixo. Ainda lá anda uma planta, que escondi atrás do cortinado, na esperança de que ele a deixe sossegada e eu não tenha de andar a apanhar mais terra do chão, mas acho que a vou levar para casa dos meus pais e pronto. Acabei de limpar e toca de me esticar no sofá a acabar de ver o filme que tinha deixado a meio na véspera. Adivinhem... pois... adormeci de novo. Mas lá consegui. E sim, o filme é bom.


Fim de tarde de cinema. Fomos ver o A Star Is Born e... que filmaço!! Gostámos tanto... Eu não estava super curiosa com o filme mas... Bradley Cooper genial, a provar que é um actor gigante (e a safar-se lindamente na realização também); Lady Gaga a começar como Stefani Germanotta e a acabar como Lady Gaga (mas não sei se não dá direito a nomeação, mesmo assim...); banda sonora do caraças - esta foram, provavelmente, as melhores músicas que já ouvi a Lady Gaga cantar; fotografia fabulosa... Ou seja, duas horas e tal de puro entretenimento, a valer muito a pena. 

Às tantas perguntei: quantas nomeações é que achas que caem aqui? Eu aposto em Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Actor, Melhor Actor Secundário, Melhor Actriz, Melhor Canção Original, Melhor Banda Sonora, Melhor Fotografia (e eventualmente mais uma ou duas categorias técnicas, não sei). 

Com este, já foram 107 filmes este ano. No ano passado, vi 106. Ainda tenho dois meses e meio pela frente e... veremos qual é a contagem final! Mas este ano está ser surpreendente quer na quantidade de filmes, quer na de livros (33 já foram. Tinha estabelecido o objectivo nos 24, mas cheguei lá para aí em Maio, salvo erro. Depois alarguei para os 50, mas não chego lá - naturalmente. Devo ficar aí pelos 40, talvez...).

E para esta semana...

Escrever, escrever, escrever... Novembro está quase aí e quero voltar em força ao meu segundo romance. Não me baldar aos treinos também está no programa. E dançar. 

12 outubro 2018

Fun Friday

Uma série: Elite, na Netflix. Vi dois episódios e estou agarradinha. Tem parte do elenco do La Casa de Papel (ainda achei que fosse uma espécie de spin-off, mas não), tem uma trama gira e... bom, se o fim-de-semana tivesse quatro dias acho que conseguia despachar o que falta...



Um filme: Animais Nocturnos, também disponível na Netflix. Vi isto no cinema, há imenso tempo. Amei cada segundo. Uma Amy Adams espectacular, um Jake Gyllenhaal a dominar a história, um argumento denso, complexo, mas tão bom, uma fotografia sublime... Imperdível. A pedir sofá e copo de vinho tinto.


Um livro: o que acabei de ler, "O Fim das Estações", de Will North. Meti-me nisto a achar que estava perante mais um thriller. Nada disso. E ainda bem. É um romance sobre pessoas, sobre relações entre pessoas e sobre uma pequena comunidade e as suas peculiaridades. Gostei mesmo muito.



Um restaurante: Maritaca e as melhores pizzas de sempre. A de figo e presunto é divinal. Calha que eu deixei de comer carne, por isso adeus, pizzas de figos e presunto. Mas mesmo para quem anda na mesma vida que eu ou, nível acima, é mesmo vegetariano, a escolha é variada... e as pizzas são fabulosas, já disse? (Entregam em casa, em Lisboa, também.)


Um sítio: Le Chat, junto ao Museu Nacional de Arte Antiga, nas Janelas Verdes. Vista maravilhosa sobre o rio, sangria fabulosa que tende a distorcer ligeiramente a tal vista maravilhosa sobre o rio. Vale a pena para uma tarde em sossego.

Uma experiência: Escape Games. Joguei uma vez, adorei e quero muito voltar a estar trancada numa sala, com 60 minutos para decifrar enigmas e conseguir sair dali. Programa muito, muito giro para fazer com amigos, com filhos (crescidotes, vá; diria que a partir dos 12 anos é uma boa) ou até em modo team building (que foi o âmbito em que fiz isto). Há imensas em Lisboa e a Time Out reuniu aqui um bom cardápio.

Bom fim-de-semana!!

Sítios que não conheço mas quero muito conhecer

Não sou a pessoa mais viajada do mundo. Não é que não adore viajar (AMO!), mas a minha carteira não tem Champalimaud no nome e... bom, é o que é. A última vez que entrei num avião está agora a fazer dois anos e foi das viagens mais giras que fiz (mas eu sou apaixonada por Londres e ia lá umas 3 ou 4 vezes por ano, na boa).

Falta-me conhecer muito. E não falo só de viagens para fora de Portugal. Cá dentro também há imensos sítios onde nunca fui e que adorava conhecer. Por exemplo...

  • Mina de S. Domingos, Beja
  • Comporta
  • Alqueva
  • Serra da Estrela
  • Litoral Alentejano (como deve ser)
  • Sagres
  • Peniche
  • Açores
  • Madeira

Isto é uma parvoíce, eu sei. Há coisas que nem são assim no fim do mundo mas... ainda não calhou, pronto.

Depois, indo um bocadinho mais longe, e sem grandes maluquices de viagens de 3 semanas para cima, estes são os destinos que gostava de explorar com atenção.

  • Nova Iorque
  • Cairo
  • Istanbul
  • Marrocos (como deve ser)
  • Copenhaga (já lá fui, mas tinha 16 anos e, vá, lembro-me de pouca coisa)
  • Suécia
  • Holanda
  • Grécia
  • Madrid
  • Paris (como deve ser)

Há tanto ali que quero ver, tanto para respirar... E há um ou outro sítio onde sei que ficava a viver na boa. Exemplos? Nova Iorque, a espinha que tenho atravessada na garganta desde que me lembro. Tenho a certeza de que seria super feliz ali. Outro exemplo: norte da Europa. Tirando a parte de eu ser pessoa de Verão e de aquilo ser, vá, frescote, e tirando aquela questão dos dias com pouquíssimas horas de sol, tudo o resto é muito a minha cara...

Agora contem-me lá: aqui em Portugal, o que é que não posso mesmo deixar de conhecer? Contem-me tudo!!

11 outubro 2018

Dores de crescimento

Ando às voltas com o blog (já deu para ver, não é?). Quando ando mais activa por aqui, a coisa anda ali nas 1500 visitas/dia. No Instagram, são 2245-ish seguidores (e nem todos lêem o blog). No Face do blog são 4117 likes. Nada de mais. Tudo orgânico.

A minha questão é simples: até que ponto é possível fazer crescer um blog sem o vender? Até que ponto é possível fazer crescer um blog sem ser à força de passatempos "têm de ser seguidores e tagar amigos que também têm de seguir o blog"? Até que ponto é possível fazer crescer um blog simplesmente porque o conteúdo é interessante e não porque há "truques" associados? Não sei. Mas quero descobrir. 

Como é que isto se faz? Criando conteúdo interessante. Não vou andar a pedir que partilhem o que escrevo mas, se acharem relevante, podem partilhar. É a única forma natural de chegar a mais pessoas. Não vou inventar passatempos chatos, não vou vender blocos publicitários e, obviamente, não vou comprar seguidores. Não dou para esse peditório, lamento. Ah e tal, são as novas leis do mercado, as novas regras, o novo modus operandi, toda a gente faz isso, já ninguém se chateia. Paciência. Eu não sou toda a gente, nunca vou ser. Sou muito fiel aos meus princípios e este sempre foi um deles. Em quinze anos, não mudou, não vai mudar agora.

A minha questão é esta. quero, sim, chegar a mais gente, a muito mais gente. Mas quero isso se for merecido, quero isso se significar que o que escrevo é conteúdo interessante, seja porque gostam dos meus micro-contos, seja porque gostam da minha forma de partilhar pequenas partes dos meus dias, seja porque se identificam com as minhas opiniões e com a forma como as exponho e defendo.

Por isso, agora é o momento em que vos peço: se acham que isto vale a pena, partilhem, espalhem, dêem a conhecer e pode ser que mais gente se junte à festa e que depois a coisa escale como é natural que aconteça. Do meu lado, o mesmo compromisso de sempre: não engano ninguém, não uso truques baixos, não me vendo, não vendo os meus filhos, não me ponho a jeito. 

Ajudam-me, por favor? (Grata, antes mesmo de acontecer o que quer que seja...)

Seis séries que amei

Eu sou apaixonada por séries e boa parte da culpa isso é desta pequena selecção de all time favorites...

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Comecei a ver isto meio por acaso, no Verão de 2006. Tranquei-me em casa durante um fim de semana e varri a primeira temporada completa. Depois disso foi o vício total. Adorava o Jack Bauer (e atenção que eu tenho uma crush pelo Kiefer Sutherland mas acho que ele é provavelmente o actor menos talentoso da vida, que faz basicamente sempre o mesmo papel: ele no 24 é igual a ele no Touch e é igual a ele no Designated Survivor), mas adorava ainda mais o enredo, os plot twists... tudo naquilo era uma adrenalina brutal.

Resultado de imagem para CSI series

Esta foi a série que me fez apaixonar pela ciência forense, pela investigação e pelos detalhes. Claro que, 15 temporadas depois, era sempre mais do mesmo, já se conhecia a fórmula e era facílimo detectar culpados. Mas ainda assim era um bom entretenimento.

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Mais um enredo super bem orquestrado. Tive imensa pena de só ter havido três temporadas disto, porque acho que havia ali pano para mangas... 

Resultado de imagem para the affair

Ainda não vi tudo o que há para ver desta série e a verdade é que ando a poupá-la. Adoro o genérico, adoro a fotografia da série e adoro as personagens atormentadas e cheias de camadas, como somos todos nós.

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Mais uma que ando a poupar. Sou apaixonada pela Viola Davis e todo o argumento da série a confirma como gigantesca actriz. É outro caso de plot twists geniais.

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Esta série foi um acaso na minha vida. Nem sei como dei com ela, mas sei que não descansei enquanto não a vi toda. São apenas duas temporadas de seis episódios cada, infelizmente. A série fala sobre o jogo de gato e rato entre uma agente da Metropolitan Police e um seria killer. Não temos de descobrir nada, sabemos logo quem fez o quê. Mas entrar na cabeça daqueles dois é qualquer coisa de fenomenal.

Há, obviamente, mais séries que me acompanham há anos. Não perdi um episódio da Anatomia de Grey, tenho o This Is Us para ver, amei o Cardinal, o The Killing, o Bron, entre tantas, tantas outras. Mas estas são as minhas grandes paixões.

Quais são as vossas preferidas? Contem-me tudo!!

10 outubro 2018

Não é NÃO

Eu juro que não percebo qual é a dificuldade de entendimento aqui, mas quando alguém diz NÃO, quer dizer, vá... NÃO. Ando há 10 anos a bater nesta tecla com os meus filhos e eles já vão entendendo a coisa. Portanto não percebo como é que homens feitos ainda não chegaram lá.

Deixem-me contar uma história absolutamente verídica, só para ilustrar a importância do respeito pelo não...

Há uns meses, uma rapariga foi abordada no Facebook por um rapaz amigo de amigos dela. De muitos amigos dela. Normal, nada de mais. Foram falando, descontraidamente, sem agendas nem intenções (da parte dela; da dele não sei). Moravam perto, combinaram encontrar-se por ali, só para se apresentarem como deve ser e conversarem um bocadinho. Ele convidou-a para café em casa dele. Ela recusou. Não quis enfiar-se em casa de um desconhecido, naturalmente, embora houvesse a tal lista extensa de amigos em comum. Ela estava a regressar de férias, parou à porta de casa dele, ele desceu e ficaram no carro dela a conversar. Tudo tranquilo. Às tantas ele sugere que puxem o carro mais para trás, porque estavam mesmo em cima da zona onde os carros do lixo teriam de parar e não tardaria muito a que isso acontecesse. Ela leva o carro para a rua de cima, e não há grande mal nisso, era uma rua com prédios, imensos carros estacionados por ali. Nisto ele beija-a. Ela manda parar. Diz que não quer nada daquilo, estão ali a conversar, não é para avançar para lado nenhum. Ele não desarma. E continua. E avança. Às tantas tem as mãos por dentro dos calções dela. Ela a mandar parar. A dizer que não quer nada daquilo. Ele a ignorar. Está por cima dela. Ela bloqueia. Não reage. Continua a dizer que não quer. A pedir para ele parar. Ele não pára. Entra nela. Ela continua a não querer. Pede que pare, que saia, que a largue. Ele continua. E continua. Até que se cansa. Diz que ali não consegue acabar. Sugere que vão para casa dele. Ela arranja a roupa, endireita-se, liga o carro, regressa à porta dele e manda-o sair. Diz que não vai a casa dele. Já disse que não vezes que cheguem. Ele acata. Ela sai dali. Vai para casa. Sem reacção. Devia ter ido direita ao hospital e à polícia. Não conseguiu. Ficou mesmo sem reacção. Como se o cérebro dela tivesse bloqueado aquilo tudo, para a defender do choque, acho.
No dia seguinte, ele fala com ela. Pergunta-lhe se está bem, se gostou de o conhecer. Ela diz que não a ambas as coisas. Diz-lhe que precisa de processar o que se passou. Ele diz que o que se passou foi o que ambos quiseram que se passasse. Ela diz que não, que lhe disse imensas vezes que não queria, que o mandou parar imensa vezes. Pergunta-lhe por que é que ele não respeitou isso. Ele diz que achou que ela não estava a falar a sério, que achou que ela queria o mesmo que ele. Ela diz que não queria e que foi por isso que disse que não. Diz-lhe que não funciona assim e que tem de fazer as pazes consigo mesma, para poder, de alguma forma arrumar o que aconteceu e seguir em frente. Nos dois ou três dias seguintes ele vai falando com ela, dizendo olá. Ela mal responde. E deixa de responder de todo.
Consegue finalmente dar nome àquilo e entender o que se passou. Arrepende-se de não ter feito queixa, mas já não há nada a fazer, as provas físicas já desapareceram. Bloqueia todos os contactos dele. Quer esquecer. A vida segue. Um dia, tempos depois, cruza-se com ele de carro, ele não a vê. Ela não reage. Não entra em pânico, nada. Talvez o facto de, na hora H, o cérebro dela te bloqueado o que se estava a passar lhe tenha salvado a vida.

Moral da história: não é NÃO. 

09 outubro 2018

Lasanha de Cogumelos e Espinafres

Isto de não comer carne tem sido interessante ali ao nível da descoberta de novas formas de me alimentar. Esta lasanha é uma opção facílima, deliciosa e, bom, não tem carne.


Ingredientes (fiz tudo a olho, portanto vai sem quantidades):

- Placas de lasanha pré-cozinhada
- Cogumelos frescos
- Espinafres em folha, congelados
- 1 latinha de leite de coco
- 1 embalagem pequena de molho bechamel
- Mozzarella ralada
- Azeite, alho em pó e sal q.b

Preparação:

Descongelar os espinafres (aqui é mesmo no microondas).
Numa frigideira anti-aderente, colocar um fio de azeite e alho em pó a gosto. Deixar aquecer sem incinerar o alho. Juntar os espinafres, temperar com sal e deixar saltear. Quando já estiver pronto, já com o lume desligado, juntar o leite de coco e envolver bem. Reservar.
Laminar grosseiramente os cogumelos.
Num pirex, colocar um fio de azeite a untar o fundo e cobrir com placas de lasanha. Colocar uma camada de espinafres, cobrir com cogumelos (vão encolher, não tenham medo de "abusar"), pôr uma pitada de sal por cima, juntar mais uma camada de placas de lasanha e repetir o processo até acabarem os ingredientes. Por cima da última camada de cogumelos, colocar o molho bechamel, tapar com mais uma camada de massa, polvilhar com o queijo e levar ao forno a 180ºC até o queijo estar gratinado.

Enjoy!! 

One Red Crow #14


Três da tarde e assomava à janela, no parapeito uma almofada feita de chita, uma das primeiras coisas que fez quando aprendeu a costurar, os cotovelos apoiados, olhos pregados no horizonte, na telefonia pousada na camilha uma música meio roufenha, Não vás ao mar, Tonho, e no horizonte os navios que iam atracando, o barulho de ferro a raspar em ferro, as buzinas graves dos cargueiros, e no horizonte a noite que caía sempre, todos os dias, Não vás ao mar, Tonho, a luz do farol a varrer a escuridão e na rua o som de passos mais ou menos incertos, demasiado vinho, demasiado cansaço, Não vás ao mar, Tonho, os braços gelados e dormentes, a almofada arrefecida pelo orvalho, a telefonia já desligada, o jantar que ficou por fazer, Não vás ao mar, Tonho, a almofada pousada ao lado da telefonia, a janela fechada com estrépito, as mãos a esfregarem os braços, talvez faça um chá de camomila para ver se o sono vem, Não vás ao mar, Tonho, as heras que abraçaram ao longo dos anos as paredes, que as seguraram, a pintura das portadas descascada, o vidro que entretanto se partiu, tantas noites e o mar nunca te devolveu.

| Fotografia de João Corvo |

08 outubro 2018

Setembro foi... Outubro vai ser...

Tenho carradas de coisas para contar e se calhar devia dividir isto por assuntos....

Bom, começo por dizer que decidi organizar a publicação de posts de maneira um bocadinho diferente, daqui em diante. A ideia é ser mais assídua e, perdoem-me a redundância, mais organizada. Vou começar uma série de rubricas para manter a coisa mais ou menos esquematizada e para eu não me perder (e não deixar isto ao abandono).

Vou fazer uma espécie de recap do mês que passou e contar um bocadinho do que espero do mês que agora entrou...

Setembro foi...

1.
Fiz um workshop de Urban Kiz, nível avançado, com três pares brutais, entre eles os meus professores disto (além das aulas de kizomba, com o Diogo e a Luísa, que eu adoro, comecei a fazer aulas de Urban, que é uma espécie de derivação da Kizomba: música mais electrónica, posturas mais rígidas, mais rectas, maior criatividade, maior margem para inventar, influências, entre outras coisas, de tango, bachata e hip hop) e um dos bailarinos internacionais que eu tenho debaixo de olho desde que me meti nisto, Azzedine. Queria muito dançar com ele e... aconteceu. Eu, rookie nisto, a dançar com um dos monstros mundiais de Urban foi só das melhores coisas dos últimos tempos. (Se quiserem experimentar uma aula de Urban, é às 2ªs, das 20h às 21h, em Algés; Kizomba é às 4ªs, das 21h às 22h, em Massamá. Basta falarem comigo que eu agilizo tudo. Venham! É fabuloso!)


2.
O Caramelo chegou para ficar. Voltei com ele ao veterinário, para lhe fazer o teste do FIV e do FELV. Deu negativo para ambos. Portanto agora é vacinar o bicho e fazer as apresentações à fera residente. Já lhe dei a primeira dose da vacina; levará a segunda no início de Novembro e depois avançamos. Continua a fazer jus ao nome: tão doce que se torna peganhento! Se me apanha no sofá, abanca em cima do meu peito a ronronar. Lambe-me o pescoço sempre. E, quando se farta, vai para o sofá, colado a mim, e pousa uma pata em cima do meu braço. Acho que é um bocadinho (muito!) territorial. Estamos todos encantados com o bicho, apesar do rasto de destruição que ele deixa (acho que as únicas duas plantas que consegui manter vivas desde que me divorciei têm os dias contados...)


3.
Deixei de comer carne há uma semana. Foi uma decisão sobre a qual não pensei muito. Há quatro anos e meio, num impulso, tinha estado três semanas sem carne e senti-me lindamente. Na altura, a ideia era apenas desintoxicar um bocadinho o meu organismo, não foi uma coisa que eu achasse que ia durar muito tempo. Agora o mindset é diferente: quero mesmo não voltar a comer carne. Se acontecer, ninguém morre (a não ser o animal que eu coma), mas não tenciono estar muito aberta a excepções. Até agora, foi fácil gerir. Bom, na verdade, estive doente na semana passada e isso envolveu não comer quase nada, mas ainda assim...

A parte gira disto é que a minha marida deixou de comer carne exactamente no mesmo dia que eu. Sem termos combinado nada, sem termos tido uma conversa que fosse sobre este tema. Escrevi um post no Facebook sobre este assunto, ela leu exactamente quando ia contar-e a decisão dela... e pronto! Mesmo quando não planeamos, estamos alinhadas (e isto facilita imenso os jantares em casa de uma e da outra - que não acontecem há imenso tempo!!). 


Outubro vai ser...

1.
Com muita pena minha, parece que o Verão tem os dias contados... Se, por um lado, me chateia deixar as sandálias e os tops (e chateia-me mais ainda quase não ter feito praia este ano, depois do ano brutal que foi 2017!), por outro, a descida de temperatura traz uma coisa que eu adoro e de que preciso: mood para escrever. Portanto, Outubro vai ser o mês em que regresso à escrita do meu segundo romance. Não me quero impor deadlines, mas gostava de, daqui a um ano, andar a bater com a cabeça nas paredes por causa das revisões...

2.
Andei na balda com os treinos, depois adoeci, depois, depois, depois. Bom, chega. É tempo de regressar em força, com foco e a saber para onde vou. Andei a mexer no meu plano de treino (nada muito radical, só uns pequenos ajustes), e estou pronta para avançar. O facto de ter perdido peso por causa da doença que tive ajuda a que esteja de novo mais focada nisto.

3.
Quero experimentar sítios novos. Ando há imenso tempo a namorar o Boa Bao, quero ir conhecer o Amélia e o Zenith... Tudo sítios onde sei que me safo sem ter de comer saladinhas de alface e latas de atum!

E pronto, está feito o resumo da jornada! E vocês? O que é que vão andar a fazer em Outubro?