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17 junho 2009

Nostalgia

(Ia chamar a este post "Saudades" mas achei o termo demasiado forte.)

Há quase seis anos, quando comecei a escrever no meu primeiro blog (sim, já lá vão quase seis anos...), a minha vida era basicamente assim: vivia com os meus pais, trabalhava numa agência de publicidade, tinha amigos na dita agência e aquilo era sempre um fartote, porque nos dávamos realmente bem, ia namorando, ia tendo uns casos (estava separada do meu soulmate, ele namorava com outra pessoa e éramos apenas amigos), saía que me fartava, estava sempre em algum lado (excepto em casa), lia imenso, tinha tempo para cinemas, cafés e tudo o mais que me apetecesse.

Entretanto: comprei casa e fui viver sozinha, mudei de emprego umas quantas vezes até que, graças ao mundo dos blogs, encontrei o meu actual emprego (onde estou há quase quatro anos), continuei a ir namorando, conheci pessoas novas, saía ainda mais, aprendi a cozinhar, comecei a adorar estar em casa, viciei-me em séries de tv, viajei menos, curti muito, vivi em cheio.

Depois: eu e o soulmate reentendemo-nos, ficámos amigos da ex-namorada dele (que eu adoro, sem merdas), começámos a viver juntos, deixei de sair à noite, voltei a ler mais, continuo viciada em séries de tv, voltei a viajar mais, tenho pouco tempo para mim, mas o tempo que tenho é aproveitado ao minuto.

E agora um dos dados que eu tenho mantido na sombra e do qual não conto voltar a falar, visto que quero manter a privacidade e não me quero desviar do propósito deste blog: a coisa que mais mudou na minha vida, nestes seis anos, foi o facto de ter sido mãe. Sim, tenho uma filha. Não quero falar sobre ela (um dia que ela o queira fazer, até a ensino a fazer um blog), não quero que isto se torne num babyblog e não quero mesmo alongar-me sobre ela. É, obviamente, a pessoa que mais amo no mundo, a que mais me ensina, a que mais me desafia e a que mais me faz feliz. E pronto, era isto: acabou-se a auto-censura.

6 comentários:

  1. :) Gostei do texto. Sobretudo da sinceridade das tuas palavras.

    Beijo

    Filipa

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  2. O teu "M" é grande, de Marianne, de Mulher, de Mãe... e digo isto sem precisar de cruzar o meu olhar com o teu.
    Digo-o porque as tuas palavras transbordam sinceridade e uma maturidade conquistada e isso, é coisa que não se encontra por aí aos molhos;)

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  3. Mas que grande mulher!!!
    Muitos parabens!!!Adorei a sinceridade destas palvars...
    Confesso que ter uma filha deve ser algo unico, e que deves ter muito orgulho nisso!!!

    Gostei do pormenor de teres encontrado o teu actual emprego nos blogs, és um exemplo de que isso é possivel! (e o que eu não me importava nada que me acontecesse a mim...)

    Beijokas Electrica

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  4. Comoventes as palavras... E sobretudo, cheias de amor e significado.

    Felicito-te pela coragem de escreveres este texto.
    :)

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Obrigada!