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17 setembro 2009

Da ignorância

Em miúda tinha a veleidade de me dizer poliglota porque sabia (pensava que sabia) falar várias línguas: o óbvio português, o inglês que aprendi sozinha sem idade para saber falar inglês, o francês que tive na escola, o alemão que idem, o italiano que aprendi como aprendi o inglês embora anos mais tarde e o espanhol que toda a gente nascida portuguesa acha que sabe falar.

Veleidade, repito.

Sei falar português (e escrever também, já agora), o inglês instalou-se como segunda língua e a fluência faz-me bilingue. Mas. Do espanhol sei o básico para não me perder por lá, do italiano idem (talvez um pouco mais), do alemão recordo pouco mais que o muito básico, e do francês... bom, digamos que andei a tirar um curso intensivo de francês e que deu, de facto, para recordar muita coisa. Porém, agora põem-me a fazer traduções de francês para português e a coisa complica-se. Safo-me à rasquinha, mas mal. Não me sinto sequer confortável com isto. Tem que ser - e faz-se, com a preciosa ajuda de uns quantos tradutores online.

Com a idade perdem-se (algumas) veleidades e começa a assumir-se a ignorância. Sinal de maturidade, diria eu, se também isto não fosse uma veleidade.

1 comentário:

  1. É sempre bem saber muitas linguas. Eu só sei 3. Se contarmos com o espanhol aportuguesado, contam 4! hehehe

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