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05 novembro 2009

Caim - apreciação final

Ontem fiquei a dever uma hora à cama porque me embrenhei a ler o Caim. Acabou... E ficou a sensação de vazio que só me fica quando acabo de ler livros geniais.
Efectivamente, o Caim não é o Ensaio Sobre a Cegueira, que eu tenho para mim que há-de ser sempre o meu livro preferido, leia lá eu o que ler. Nem é o Evangelho Segundo Jesus Cristo, que na altura me "chocou" pela ousadia. Com este já sabia ao que ia, o choque foi menor.

É delicioso ler a forma como um homem de 86 anos descreve uma cena de sexo oral. É delicioso perceber-lhe o sarcasmo, a inteligência, a profundidade.

Apercebi-me de que a polémica deve ter começado por alguém que falou sem ler o livro. Sim, Saramago chama mentiroso, rancoroso, mau e filho da puta a Deus, no livro. Mas, no seu contexto e no contexto do livro, toda e qualquer palavrinha faz sentido. A forma como a história é contada "pede" que se façam essas considerações sobre Deus. É uma visão redutora da Bíblia, da religião católica, de Deus himself? É. Mas é ficção. É, se quiserem, uma interpretação do que vem na Bíblia. É uma forma como outra qualquer de a ler, apenas isso.

E posto isto, siga para o final do 2º Millennium. E do "Quanta Terra", da Filipa Martins. E do "Sputnik, Meu Amor", do Murakami. E do Lipstick Jungle. E só depois - prometo! - começo a ler algo novo!!

4 comentários:

  1. Vou ver se começo a acelerar, agora estou com uma curiosidade grande de ver o desenrolar...
    :)

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  2. Eu vou começar o meu Caim hoje mesmo :) Ainda não o tinha mas agora já tenho :)

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  3. Confesso que fiquei com alguma curiosidade sobre o livro...acho que vou seguir a sugestão.

    Kiss Kiss

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  4. Li o Sputnik numa tarde de jacuzzi na Penha Longa, num saboroso frio meio nebuloso do fim de Dezembro... Recordo-me tão bem desse momento com M...

    Bjinho!
    :)

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Obrigada!