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18 novembro 2009

Da vida vivida sem planos

Há uns anos "plano" era palavra que não entrava no meu vocabulário. Era tudo decidido e feito em cima da hora. Combinações com mais de 24h de antecedência eram coisas a longo prazo que não me agradava ter. Depois dos filhos a coisa muda, toda a gente sabe. A bem da sanidade mental de toda a gente, convém pelo menos ter as coisas alinhavadas. Mas.

Este fim-de-semana tínhamos combinado um almoço de Natal dos amigos da faculdade na Figueira da Foz. Mas.

Amanhã de manhã arranco para o Porto, para fazer uma apresentação a uns suiços porque "tu é que falas bem inglês". Depois regresso a casa para, possivelmente, arrancar para Marrocos de madrugada porque "tu é que falas bem francês". Eventualmente, a ida para Marrocos só acontecerá sexta-feira, comendo-me, por isso, o fim-de-semana. Mas.

Eu adoro isto: andar de um lado para o outro, sem grandes planos. Ou com planos furados que pedem outros planos. Porque me faz lembrar outros tempos em que eu era inquestionavelmente mais livre (e inquestionavelmente mais pobre também - e não estou a falar de dinheiro).

Ah, e vou ao Porto e a Casablanca. Uma cidade que adoro e outra que anseio conhecer (embora 12h em Casablanca não dê para conhecer nada, mas enfim...).

2 comentários:

  1. Ainda que deva ser chato para quem tem família, especialmente se se repetir muita vez e for muito em cima da hora, deve-se tornar uma desvantagem, mas eu adorava um emprego assim!! :)

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