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27 janeiro 2010

Ainda sobre o público vs privado

Eu não tenho seguro de saúde. A única médica privada onde vou é à pediatra da minha filha. De resto, é centro de saúde e Hospital S. Francisco Xavier. Foi lá que estive internada um mês antes de ela nascer, foi lá que ela depois nasceu, foi para lá que fui mil vezes, de urgência, a achar que ela ia nascer (tão parva, meu deus!), é lá que recorro sempre que necessito. E não tenho nada de mal a dizer do serviço público. Ou antes: já me aconteceram filmes (como receitarem-me coisas com ácido acetilsalicílico sabendo que sou alérgica ao dito - reclamei para a Ordem dos Médicos e a resposta foi hilariante: "a sua queixa vai ser arquivada porque antes de tomar o medicamento receitado já tinha tomado outro com o mesmo princípio activo (ibuprofeno), pelo que não há prova de negligência médica", ou seja, eu reclamei alhos e responderam-me bugalhos). A minha última ida às urgências no HSFX foi má porque o médico foi frio, despreocupado e bruto, coisa que eu não espero em médico nenhum, e não quero saber se são 22h e ele queria estar em casa em vez de estar de banco, se queria estar em casa não fosse médico, fosse outra coisa qualquer. A mim também me lixa entrar às 10h, porque eu só funciono bem depois de almoço, mas azar o meu, o horário é aquele, portanto é aguentar e cara alegre - e com o tempo uma pessoa habitua-se. De resto, nada a declarar.

Em relação ao meu centro de saúde, menos ainda a dizer. Na outra gravidez fui acompanhada lá, falei todos os meses com as mesmas enfermeiras que hoje fizeram greve e nada correu mal. O que eu tive hoje foi galo: greve no dia da minha consulta. Mas mais do que a greve, lixa-me a folga do médico. Porque não há avisos, nada. É carne para canhão e quem quiser que reclame. E por acaso a coisa agora está a correr para o torto e eu sinto necessidade de ter um médico que me atenda, porque se eu não estivesse assim era na boa.

Quanto ao resto, aos motivos da greve dos enfermeiros, a coisa anda assim: cada um luta pelos seus direitos ou por aquilo a que acha que deve ter direito. Se eu sou contra ou a favor dos motivos da greve é outra conversa e não vem ao caso.

2 comentários:

Obrigada!