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06 janeiro 2010

Da felicidade

Há dias, num almoço com duas amigas, falava-se da felicidade simples. Ou melhor, de como se pode ser feliz com coisas simples, de como há pessoas para quem a felicidade assenta nas coisas mais puras, mais simples, mais básicas da vida. Não digo isto com desprezo; bem pelo contrário. Quem me dera a mim ser feliz apenas e só com estas coisas simples. Mas não. Sou uma insatisfeita, preciso sempre de mais, acho sempre que nasci num sítio demasiado pequeno para mim e depois vivo na angústia de nada ser suficientemente forte para eu me sentir verdadeiramente nas nuvens. Apesar de tudo o que tenho, de tudo o que sou, de tudo o que conquistei, sinto sempre que me falta qualquer coisa. E sei o que me falta e sei que me falta porque em determinados momentos tomei determinadas opções que me trouxeram aqui. Não me arrependo. Mas gostava de poder viver duas vidas em paralelo, para ver como seria se, em vez de A, tivesse escolhido B. E isto é um fardo pesado. Porque não estou em lado nenhum de corpo inteiro. Estou constantemente a pensar nos "ses" que ficaram por fazer. Mas não vivo em função disso e tento ao máximo canalizar esta angústia para coisas que, sendo se calhar meio fora de caminho, me dão um gozo tremendo.

Post confuso? Eu sei. É daqueles que é para consumo interno...

3 comentários:

  1. Tens que aprender a esquecer os "ses" e a viver o hoje. o agora. o aqui.

    Caso contrário, não conseguirás viver nunca, em pleno, o instante ou lugar algum. Depois, depois terás vivido uma vida pela metade...

    Bisouxxx

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  2. Eu acho que sou das que são felizes com pouco.

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  3. Eu ando a tentar...é uma aprendizagem. A verdade é que quando uma pessoa está bem, até as coisas mais pequenas nos fazem felizes. O pior são os dias maus..

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Obrigada!