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05 fevereiro 2010

Falcon'eye

Na primeira agência de publicidade onde trabalhei especializei-me na nobre arte do "Falcon'eyeism". Em português: um dos trabalhos que mais fazíamos eram horários de voos de uma companhia aérea. Aquilo acabava por ficar aí com sete centímetros por dez (7x10cm, em linguagem técnica), com umas 9 colunas e umas 30 linhas por página. Imaginem o tamanho da letra (fonte, em linguagem técnica). O que é facto é que aquilo tinha que bater tudo certo. E o trabalho era visto e revisto por duas pessoas antes de chegar a mim. Mas, mesmo assim, eu encontrava sempre gralhas. Muitas.

Falcon'eye, chamou-me um dia o João (melhor colega de sempre, a propósito, amigo para a vida, a despropósito). E assim ficou. E ficou também a característica: quando leio qualquer coisa, os meus olhos batem logo em tudo o que sejam espaços a mais (ou a menos), vírgulas fora de sítio, hífens mal postos, tudo e mais alguma coisa. Não escapa nada.

Hoje tenho uma chinesice dessas para tratar. Quadros de áreas de apartamentos, áreas brutas de construção, cérceas máximas. Pois... having a blast!!

Agora a sério: é das coisas que eu gosto mesmo MUITO de fazer.

3 comentários:

  1. Eu não faço disso vida, mas também sou assim! Com livros, revistas, jornais, nem faço por isso, mas reparo sempre em tudo :)

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