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02 julho 2010

Distâncias

Não sei se é da maternidade ou se é de outra coisa qualquer. Mas às vezes acho que há um fosso enorme entre mim e as minhas amigas-sem-filhos, que fazem com que não me apeteça partilhar com elas N coisas que me apetece partilhar com as amigas-com-filhos. E tenho (mea culpa) muitas vezes aquela sensação paternalista de olhar certas atitudes e comentários meio de lado. E, demasiadas vezes, reviro (apenas mentalmente) os olhos e suspiro um "pfff" (também mentalmente). Outras vezes (demasiadas, também) não tenho paciência para muito do que se passa nem para muito do que se conversa. E acho mesmo que a culpa é do grau de diferença que têm as nossas vidas e as nossas realidades.

[E há vezes em que não tenho mesmo paciência. E há atitudes que me magoam. E há coisas do presente que, por mexerem com coisas do passado, me dão raiva e me fazem pensar muito ao lado do que eu acho que seria normal e desejável. E sim, o problema é meu. E não, não trocava o meu "problema" por um melhor entendimento do mundo delas. Porque isso implicaria que o meu mundo fosse diferente. E eu não troco a minha realidade de marido e filhos e trabalho e problemas rotineiros por nada. Se calhar chama-se parvoíce. Ou talvez se chame maturidade (e sim, tenho amigas que são uns aninhos mais velhas do que eu a quem falta crescer um bom bocado).]

2 comentários:

  1. eu também tenho um nome para quem muda quando tem filhos e começa a desprezar a liberdade dos outros, apelidando-a de "imaturidade".

    chama-se "hipócrita" :)

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  2. Boa tarde, sigo o blog diariamente mas nunca tinha comentado, mas achei que me revia neste post do que em qualquer outro... Eu própria admito que as minhas amizades mudaram muito depois de ter tido o meu filhote. Uma das minhas melhores amigas inclusivamente deixou de se dar comigo porque eu estava grávida e já não podia sair à noite. Ela é uns quantos anos mais velha do que eu, mas nessa altura tive a certeza que ela ainda não tinha crescido tanto. Hoje em dia não nos damos, não convivemos, nem falamos e eu nunca recebi um telefonema a perguntar como está o meu filhote. Mas se penso nisso? Não, só me recordo em situações muito pontuais como esta. Só isto é um sinal de que não tinha de ser... Paciência

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Obrigada!