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19 julho 2010

O meu pai

Felizmente, tenho a sorte de ter homens como deve ser na minha vida. Primeiro, era o meu avô, de quem tenho as maiores saudades, que me ensinou tanto, que gostou sempre tanto de mim. Depois o meu pai, réplica exacta do meu avô, daqueles pais presentes que, em miúda, me fazia o jantar, me ensinava a ler e me levava com ele ao café (eu com uns 5 anos). Depois, o meu marido. Quem conhece a nossa história sabe e pronto, não é preciso dizer muito mais: não há muitos homens como ele e eu tive a sorte de o ter na minha vida. Agora há-de ser o meu filho, que não tem outro remédio senão ser um homem às direitas, que eu não quero cá testosterona armada ao pingarelho.

Bom, voltando ao início. O meu pai fez ontem 56 anos. E a coisa que mais amo no meu pai é uma coisa que descobri há dois anos e tal e que não lhe imaginava tão apurada: o talento para ser avô. Ama a neta acima de qualquer coisa. Derrete-se com ela. Faz tudo o que ela quer. Mima-a. Gasta tempo com ela. Anda de gatas, faz vozes, brinca, inventa. Ensina-lhe letras e números (que ela já conhece tudinho, canta o alfabeto sem se enganar, w, x, y, z incluídos). O meu pai está a ser para ela o que o meu avô foi para mim. E isso deixa-me tão feliz... porque uma das coisas que considero que foi um tesouro na minha vida foi precisamente a relação que tive/tenho com o meu avô. E é uma sorte imensa ter um homem assim na nossa vida. A minha filha é uma sortuda: um avô destes, um pai que não podia ser melhor. Só espero que daqui a uns anos não baixe nela um talento insuspeito para desencantar trastes, que isso é coisa que ela não merece!

Parabéns, pai. Amo-te muito!

4 comentários:

  1. E é tão bom ter homens assim na nossa vida!!!

    Parabéns querida!

    Bisouxxx

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  2. Adorei, e relaciono-me tanto com o que dizes. Também tenho sorte de ter bons homens na minha vida.

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Obrigada!