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20 setembro 2010

Um presente envenenado

Este fim-de-semana foi uma espécie de fim-de-semanus horribilus. Foi tudo ao lado. Vejamos.

Sábado de manhã arrancámos para Évora, apesar do céu nublado. Estávamos em cima do tabuleiro da ponte quando nos ligam a dizer que o salto de pára-quedas não vai acontecer de manhã, por causa do tempo. Pode, eventualmente, fazer-se à tarde. É ir andando, almoçar, e aparecer lá para as 15h ou 16h. Assim fazemos: nas calminhas até Évora, almoço por lá e, como ainda era relativamente cedo, fomos procurar um vestido para a miúda levar a um baptizado que vamos ter em Outubro (giro, giro, giro, by the way).

Seguimos para o aeródromo. Mil pessoas à espera para saltar e o céu já limpo. Depois de uma hora, mais coisa menos coisa, lá é chamado o senhor meu marido para se equipar e saltar. Antes disso tínhamos estado a observar a rotina de equipa, põe pára-quedas, entra no avião, salta, aterra, enrola pára-quedas, volta a equipar, volta a entrar no avião, etc.

Lá foi ele, feliz, contente e entusiasmado, para a sua experiência radical... que foi bem mais radical do que seria de prever!

Quando aterrou vinha todo transpirado e assim meio branco. Sentou-se e... vomitou. Achei que a transpiração era mesmo por ter um fato de voo vestido por cima da roupa dele, mas afinal não. Ninguém nos avisou de que era suposto usar tampões nos ouvidos para saltar. Mas era. Portanto as diferenças de pressão rebentaram-lhe com os tímpanos, perdeu o equilíbrio, fartou-se de vomitar e de ter suores frios. Melhor era difícil...

Passei o resto de sábado a tratar dele. E ele passou o resto de sábado a vomitar e a transpirar, completamente azamboado. Só me dizia que aquilo parecia a pior bebedeira da vida dele. E eu, que assisti às duas bebedeiras monumentais da vida dele, afirmo: não chegaram aos calcanhares deste dia...

Depois de ele se restabelecer (coisa pouca) fomos para o hotel (presente de casamento de um casal amigo - thanks, J. e E.!). À saída do aeródromo pede-me para parar (no meio de uma rotunda)... parei, ele abriu a porta e vomitou. Seguimos. Chegámos ao hotel e fui fazer o check-in só com a miúda. Ele ficou a vomitar no carro. Depois peguei nele quase ao colo e levei-o para o quarto. Ela ficou a tomar conta dele (muito sossegadinha, sentada à cabeceira dele, a olhar para ele e a fazer-lhe festinhas) enquanto eu fui buscar as malas.

Lá o despi, meti-o na banheira e dei-lhe banho. Depois eu e ela fomos jantar, ele ficou a dormir (e a - adivinhem! - vomitar).

Sobre o jantar: havia um baptizado lá no hotel, pelo que só havia um prato principal: migas de espargos com carne frita. Claro que não é coisa que a criança esteja habituada a comer. Pedi para lhe fazerem um ovo mexido ou estrelado, o que fosse mais simples. Resposta: impossível, a cozinheira está sem mãos a medir. Ok, come sopa, carne, pão e fruta. Até que, quando estávamos a acabar de jantar, entra na sala a Dália Madruga mais o Bernardo não sei quê que é namorado dela. Estavam na mesa mesmo em frente a nós. Sôdona Dália faz cara de enjoada perante a perspectiva das migas. Pede se lhe podem arranjar uma alternatia. "Sim, senhora, podemos. Quer esparguete ou macarrão?". Fiquei possessa.

Lá voltámos ao hotel, deitei a miúda, ele continuava a dormir e assim ficou. Eu fui para a sala ler e descansar um bocadinho (porque estava, vá, ligeiramente derreada!). Acordei as 4h30, comecei a rebolar na cama, nisto acorda ela, lá sossegámos as duas e conseguimos só nos levantar às 8h30. Engonhar um bocadinho, vestir e ir tomar o pequeno almoço, dar uma voltinha pelo hotel e abancar na piscina biológica durante uma horinha, a ler e a relaxar. Depois almoço em Estremoz e o regresso à base, com ele já bem melhor (mas ainda a ouvir esquisito) e com ela a dormir.


12 comentários:

  1. Encontraste a Dalia Madruga em Lua de Mel... que giro :)
    Não sei se sabes mas ela casou 1 semana apos a irma..
    http://dn.sapo.pt/inicio/pessoas/interior.aspx?content_id=1666403

    As melhoras para o teu marido!

    Bjinhos
    Su

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  2. Rebentar, espero que não tenha rebentado, porque a situação seria muito pior (alem de que ele não conseguiria ouvir).

    Alterações de pressão (especialmente quando muito violentas) podem causar, sim, esses efeitos de que falaste. Agora rebentar....

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  3. Bom, que fim de semana atribulado... No entanto, espero que esteja tudo melhor :)

    Boa semana, beijinho

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  4. Espiral: ele não conseguia ouvir. Depois foi recuperando, mas sábado era escusado falar para ele.

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  5. PrincesSu, pois foi precisamente aí que estávamos, nesse local com capela, na Azaruja. Continuo a não querer saber se ela estava de lua de mel ou não! Eu pedi um ovo mexido para uma criança de 2 anos e recusaram-mo. Mas um macarrão para um casal de 30, tudo bem.

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  6. Fim de semana em beleza, há dias que mais valia não sair da cama.

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  7. Eu entendo perfeitamente... eu também tinha ficado fula se acontecesse comigo!

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  8. Estranho ter-lhe acontecido tal coisa!
    Que azar...
    O "sr meu homem" teve uma fase de paraquedista e nunca precisou dos ditos tampões dos ouvidos
    Foi pena, porque podiam ter tido um fim-de-semana bem melhor
    E já agora, não pediste o livro de reclamações por causa de para a outra terem feito comidinha especial e para uma criança não?... eu tinha pedido, que essa não perdoava
    Espero que lhe passe depressa

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  9. Fiquei doente só de imaginar o que aconteceu ao teu marido... Ninguém merece. As melhoras rápidas!

    E isso de fazerem o prato especial para os famosos, pá, ficou-me intalado. É indecente!

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  10. Custou ler a parte sobre o teu marido...o que deve ter sofrido, as melhoras!

    Mas essa parte da Dália Madruga irritou-me, se fosse eu, eu chamava o empregado ao cantinho e dava-lhe um sermão de como ela não é mais do que ninguém só por ser uma famosa de meia-tigela, e exigia um ovinho estrelado ou uma alternativa ainda melhor para a minha filha. Discriminação social?! Então, como é?!?!

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  11. Não reclamei na altura porque já tínhamos acabado de jantar e não valia a pena irem fazer o ovo só porque sim. Não reclamei depois porque, com a pressa de me ir embora, nem me lembrei. Mas segue hoje mail para lá, a denunciar a situação.

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Obrigada!