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03 novembro 2010

E agora algo um bocadinho mais sério...

(Um post escrito no Not So Fast Cooking, mas que é transversal...)

Tomei consciência do quão importante é poupar e aproveitar o que temos em casa graças a esta crise que, para mim, não começou agora. Como trabalho no mercado imobiliário, há muito que me apercebi do que aí vinha... E comecei a tomar medidas para me adaptar a esta nova realidade.

Por outro lado, em breve vamos tornar-nos numa família de 4, o que implica alguma ginástica adicional. É certo que até o meu filho ter cerca de 12 meses não vai comer o mesmo que nós, mas convém começar a fase de mentalização.

Aprendi muita coisa a ler alguns blogs virados para a economia doméstica. E se é certo que vi muitos disparates, também é certo que muito do que li foi importante para me abrir horizontes.

  • Passei a ter mais noção do que tenho em casa, na arca, no frigorífico e na despensa, e a usar o que tenho para cozinhar, ao invés de andar a fazer compras para cozinhar o que me apetece no dia. 
  • Passei a planear as refeições semanalmente, para rentabilizar ao máximo o que temos em casa. 
  • Deixei de ir ao supermercado dia sim, dia não, e passei a ir só uma vez por semana. 
  • Evito levar a minha filha para o supermercado (porque demoro muito mais tempo e tenho sempre que lidar com uma birra "mãe, eu quero tanto uma Pinipon!"). 
  • Vou ao supermercado quase sempre a um dia de semana, à hora de almoço (depois de almoçar) porque o facto de não ir com muito tempo disponível faz com que não me perca com o que não é essencial. 
  • Passei a ter em atenção o sítio onde faço compras não só pela proximidade geográfica, mas também pelos preços das coisas e pelas promoções disponíveis. 
  • Percebi que o Modelo/Continente é bem mais caro que o Pingo Doce e nem fazia ideia. 
  • Passei a ir mais ao Minipreço e ao Lidl e não perdi em qualidade (basta saber escolher as coisas). 
  • Utilizo imensa coisa que me dão. A minha avó fornece-me doses industriais de courgette, de abóbora e de cebolas, por exemplo. O que não uso logo arranjo e congelo para usar mais tarde. 
  • Deixei de comprar bolachas e snacks para ir petiscando no trabalho. Em vez disso, faço bolachas ou bolos uma vez por semana (às vezes mais) e vou trazendo.
  • Consumo muito mais fruta do que antes. E acabo por necessitar de cozinhar menos quantidade, porque fico bem se comer um prato de sopa, uma mini-dose de segundo prato e uma peça de fruta no fim.
  • Deixei de consumir refrigerantes em casa. Uso a Bimby para fazer sumos e muitas, muitas limonadas.
  • Deixei de comprar pão. Faço-o em casa e, o que sobra, acaba cortado e congelado, pronto para fazer torradas, ou em pão ralado aromatizado (com alho e coentros, por exemplo).
  • Uso imensas marcas brancas, inclusive em comida. E não me chateio nada por isso. Há muito, muito tempo que a massa é Pingo Doce / Dia / Lidl / Continente e que não consumo outro tipo de marcas. 
  • Aprendi a deixar a preguiça de lado e a arranjar molhos de grelos / espinafres / agriões, em vez de os comprar já prontos a usar. Poupa-se tempo abrindo apenas o pacote, mas não acho que compense. 
  • Passei a ter muito mais atenção aos prazos de validade das coisas que tenho em casa e já não me lembro da última vez que deitei fora alguma coisa por estar fora de prazo.
Depois, noutras secções: deixei de comprar roupa e sapatos ao desbarato. Idem para a maquilhagem. Deixei de ir à manicure (trato eu disso em casa). Deixei de comprar livros só porque sim, apesar de ler ser a minha grande paixão... mas tenho tantos livros por ler, da época em que comprava livros só porque sim, que não me vai faltar o que ler nos próximos anos (compro apenas e só quando me interessa mesmo muito, e só se não for mesmo precisar daquele dinheiro para outra coisa). As idas ao cinema passaram a ser muito mais espaçadas (até porque, com uma filha pequena, as oportunidades não são tantas). Não me lembro da última vez que fomos jantar fora e, sinceramente, não tenho saudades.

Há muitas maneiras de poupar e de rentabilizar o dinheiro que se tem. Eu não sou forreta, nem nada que se pareça, mas quero saber com o que posso contar e não me quero arrepender de ter gasto dinheiro em coisas inúteis. E se há algo positivo nesta crise que se sente é o facto de todos podermos aprender com ela...


16 comentários:

  1. Bela compilação de dicas... gosto especialmente do "ir às compras na hora de almoço depois de ter comido". A pressa evita namorar coisas desnecessárias e essencialmente a saciedade evita querer comprarmos tudo o que vemos à frente para engolir a seguir. A mim acontecia-me tanto...

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  2. Gostei imenso deste post e de algumas dicas que dás. Cá em casa já se seguem algumas destas coisas, e outras cada vez surgem em maior força e com maior necessidade.

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  3. Faço praticamente o mesmo que tu. Somos uma família de 3 e as coisas não estão fáceis até porque não ganhamos bem. Mas cada vez pensamos mais onde gastamos o nosso dinheiro e estamos muito mais disciplinados no que toca a poupar. Bj!

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  4. Dicas muito boas, sem dúvida. Muitas delas já seguimos cá em casa. Acredito que com filhos seja mais complicado. É o que eu também costumo dizer, quem está habituado a governar-se com pouco aprende muito cedo a rentabilizar o pouco que tem. É o meu caso. Um dia que tenha mais (felizmente já não falta muito) vou continuar a pôr em prática estes pequenos "truques". O dinheiro que sobrar é sempre uma boa ajuda para viajar :)

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  5. Este post podia ser escrito por mim ;-)

    Tirando a parte dos filhos porque ainda não tenho.

    Acho que fazes muito bem, eu já o faço há imenso tempo e tenho poupado rios de dinheiro. Bjinhos

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  6. Boas dicas, também gostava de fazer um plano de refeições para toda a semana.
    Dou por mim a perder imenso tempo quando paro no supermercado para comprar algo que falta e cada vez que lá vamos, compramos mais alguma coisa.
    Também tenho a bimby e ontem fiz iogurtes sólidos pela primeira vez.
    Ficaram bons, mas tenho que os tornar um pouco mais apeteciveis.
    Bolinhos e bolachas, também faço com frequencia na Bimby que é uma ajuda preciosa.

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  7. Fantástico! Faço a maior parte dessas coisas há imenso tempo, porque sempre foi assim que me habituei e nunca é demais relembrar!
    Quase tudo, porque não tenho filhos :( nem a Bimby mas faço bolos e bolachitas e outros demais, como sopa para toda a semana!.
    Parabéns.

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  8. Excelentes ideias, sem duvida que ha imensas coisas que podem ser feitas por nos.
    Confesso que nao sou poupada em algumas coisas, tais como deixar de ir a restaurantes e comprar roupa.

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  9. Em minha casa também já começo a deixar a preguiça à porta e já comecei por exemplo a cozinhar pratos que se podem fazer com coisas que temos em casa, às vezes, esquecidas e à espera de passar de prazo. Também tenho aproveitado muitas dicas dos blogues que vou espreitando e agora aproveito mais umas tuas. Deixa-me dizer-te que a atitude de poupar é mais de uma pessoa inteligente do que de uma forreta. Acho que ficamos todos um bocadinho demasiado consumistas e agora pagamos o preço. Mas nunca é tarde para reaprender.

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  10. Achas mesmo que compensa fazer o pão em casa em termos financeiros (luz e ingredientes)? pergunto isso porque estava a pensar comprar uma máquina...

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  11. Dina, para mim compensa porque faço muito pão para torradas e tal. E quando tenho gente em casa também faço sempre. Vou variando as farinhas e pronto. Mas não faço pão todos os dias nem nada que se pareça... Depois também há truques de poupança... Por exemplo: amassar o pão na máquina, num programa curto (na minha é 1h25, salvo erro) e cozê-lo no forno. Coze em 20 minutos ou assim (sendo que o programa completo de amassar/levedar/cozer da máquina bate nas 3h15). Acho que acaba por compensar. Mas é como com a Bimby: o investimento não fica pago na 1ª utilização, mas sim com o tempo. E depois... aquele cheirinho a pão acabado de fazer pela casa é qualquer coisa de inigualável!

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  12. No Modelo /Continente apenas compro a carne, peixe...e algumas vezes, o pão. De resto compro tudo no Mini Preço, e alguma coisa no Lidl.

    (enviei-te um mail)

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  13. Nem mais. Muito util e tambem sigo imensos destes conselhos. Beijinhos

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  14. Antes de mais nada, parabéns pelo post. Belas dicas :)

    Aqui por casa já sigo muitas dessas dicas. A maior parte das compras são de marca branca, salvo muito raras excepções. Livros já não compro há algum tempo, compras de roupa e sapatos têm sido muito mais pensadas e manicure é sempre em casa, nem em dia de festa.

    Se pensarmos bem, existem muitas coisas que podemos fazer em casa e que não é necessário pagar a terceiros e aí temos boas oportunidades de poupar qualquer coisa no nosso orçamento. Basta fazer um pouquinho de ginástica mental. :)

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  15. Obrigada ;) Acho que vou mesmo investir numa máquina de fazer pão antes da subida do IVA.

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  16. Adorei este post! Resumido, to the point, eficiente. Dicas fáceis de seguir e que fazem toda a diferença! E subscrevo o não levar os filhos para o supermercado (os meus bem querem, mas eu não os levo...).

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Obrigada!