-->

Páginas

23 dezembro 2010

Afinal isto não anda assim tão monótono...

Jantámos, eles foram para a cama. Eu fui fazer bombons. E arrumar a cozinha. E estender roupa. E enfrascar o doce de abóbora com nozes. E limpar o frigorífico. E lavar loiça. E arrumar loiça da máquina. E pôr mais loiça na máquina.

Uma e meia da manhã. Ela grita por mim. Vou lá, à espera do habitual "o que é que queres, filha?, nada, mãe...". Não. "O que é que queres, filha? Fiz xixi na cama, mãe, desculpa, eu não queria, mas eu estava a sonhar e acordei molhada, muda-me, mamã, pu favor..."

Semi-banho, roupa lavada, cama refeita, não encontro a porra do segura-resguardos da cama, que se lixe, vai resguardo e lençol, outro lençol, edredon e capa. E ela só pede que a deixe ir para a cama de novo. Vai.

Duas da manhã. Ele em animado rebuliço na minha barriga, eu a apanhar-lhe o pé, ele a fugir, eu a apanhá-lo novamente. Escrevo. Leio. Tenho um House a meio desde ontem à noite. Passei a ferro à tarde e agora não me apetece. Fiz um capuccino caseiro (receita que vi num blog, depois dou a receita e o blog) e aquilo é mesmo, mesmo bom. Não tenho sono. Não estou cansada. Ando com o fogo no rabo para tudo o que meta o verbo "fazer".

Desmarcaram-me a consulta do centro de saúde. Desmarcaram-me a ecografia no hospital. Nova consulta segunda-feira. Ecografia dia 31. Apostemos: vou fazer a ecografia de manhã, alguém percebe que o melhor é provocar o parto/rebentam-me as águas entretanto, fico logo lá e esta alminha nasce a) às 23h58, deitando por terra o meu desejo de que ele NÃO nasça em 2010, b) às 00h01, sendo o primeiro bebé de 2011 lá no hospital... Nenhum dos cenários me agrada, para que conste.

Amanhã é para passar a ferro o que falta, terminar os bombons pretos e brancos, começar a limpar a casa, ir buscar a prenda de aniversário do padrinho/afilhado. E para abrandar o ritmo...

ADENDA: cinco e meia da manhã: "mãeeeeee, anda cá... Que foi, filha? Mãe, fiz xixi na cama outra vez... mas não zangues comigo, tá bem?"... Não havia uma camisola interior seca, improvisa-se. Não havia pijamas quentinhos secos, improvisa-se. Havia resguardos e lençóis lavados, mas não havia paciência para os mudar. Portanto novo semi-banho e siga para a minha cama (e eu com um medinho do caraças de que ela repetisse o número na minha cama...). Acordámos às dez e tal. Ela fresca que nem uma alface. Eu com uma dor de cabeça daqui a Braga...


5 comentários:

  1. será mais um memória boa para acrescentares à passagem de ano :) :)

    ResponderEliminar
  2. Mau, e o descanso?
    Isso é que é um Natal atribulado.

    ResponderEliminar
  3. Ai, Analog... eu realmente acho que descansava mais a trabalhar... (mas não tinha tempo para fazer 1/3 do que tenho feito...)

    ResponderEliminar
  4. bolas... estas farta de trabalhar! Depois diz como saíram os bombons, estou curiosa:-)

    ResponderEliminar

Obrigada!