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03 janeiro 2011

Dos dias que correm...

Tenho acordado tarde. Ela acorda-me, trato dela, ficamos as duas na minha cama, entre mimos e "A Casa do Mickey". Quando me começa a doer a cabeça lá me levanto. Dez e tal. Hoje, ao contrário do que tem sido habitual, saímos de casa. Vestimo-nos e lá fomos: banco, retrosaria, supermercado. Regressámos, fiz o almoço, almoçámos, ela foi dormir a sesta e eu fiquei ligada ao pc, a fazer nada. Mentira: a fazer uma coisa que me pediram do trabalho e a fazer nada. Meio episódio d'"Os Pilares da Terra" e eis que ela acorda. Fazer waffers para o nosso lanche, lanchar e nisto são quase 18h. Sinto que o dia rendeu zero.

Mas

Estas horas que passo com o nariz enfiado no pescoço dela, as conversas que temos, o que nos ensinamos mutuamente, os livros que lemos, os desenhos que pintamos, as brincadeiras. Impagável. Há bocado, ao almoço, dei por mim a pensar no privilégio que é poder estar com ela cinco ou seis meses em casa, nesta fase da vida dela. Nada paga isso, não trocava isso por nada. E gostava de, daqui a 3 anos, lhe dar isso a ele, por altura do nascimento do 3º/ª (sabendo que, depois de um 3º que não sabemos se queremos que aconteça nem tão pouco se vai acontecer, não haverá um 4º).

Estes dias, apesar das dores, apesar dos rebuliços interiores, apesar das faltas de força, têm sido de coração cheio. Porque ela consegue fazer o meu mundo girar. 

3 comentários:

  1. Tenho para mim que, para ela, esses momentos também serão impagáveis, embora ainda não o saiba ;) a certeza de que um dia já fomos muito amados, muito queridos, muito mimados, faz de nós pessoas seguras e mais corajosas.

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  2. Todas as mães (e filhos) deveriam ter esta oportunidade de criar os seus filhos de perto ;)

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Obrigada!