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15 janeiro 2011

Mãezinha

Eu fui daquelas que passou a adolescência a fazer braço-de-ferro com a mãe. Nada do que a minha mãe dizia valia grande coisa. Nada do que ela me impunha fazia sentido. Se ela dizia "branco" eu dizia "preto". Se ela dizia "sim" eu dizia "não". Eu era basicamente do contra. Sempre.

Depois fui viver sozinha e passámos a dar-nos muito melhor. Passei a vê-la não como a chata que eu tinha que aturar, mas como a mãe que me apoiava, que me aconselhava, que me servia de rede quando eu andava a brincar aos trapezistas.

Hoje não vivo sem a minha mãe. Temos uma relação cúmplice, completa, de carinho, de entendimento. Gosto muito da companhia dela, gosto de ouvir o que ela tem a dizer, mesmo que nem sempre concorde. Nestes dias ela tem sido a minha companhia. Ela e a minha filha. Vamos as três para todo o lado. Quando o senhor marido não pode estar em casa lá rumo eu ao ninho da minha mãe. É onde tenho estado hoje. Debaixo desta asa que tão bem me conhece, que quer tanto bem aos netos, que faz o que pode e o que não pode por nós.

Obrigada, Mãe.


5 comentários:

  1. Por essa fase de rebeldia-nós-contra-o-mundo-sort-of-thing passámos todas...
    São coisas de adolescentes!

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  2. Que lindo.
    Quem me dera um dia passear alegremente com a minha mãe e com a minha filha. Quem me dera.
    Beijinhos e boa sorte para ti!

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  3. A minha mãe tb é muitas vezes o meu porto de abrigo:)bj!

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Obrigada!