Claro que há medos, claro que há fantasmas a pairar, claro que há coisas que me atormentam. Mas as coisas têm a importância que nós lhes damos. E o meu truque é minimizar ao máximo as coisas negativas.
Também não sou daquelas mães que usam as filhas como meio para concretizar sonhos. Claro que tive sonhos de infância/adolescência que não cumpri. Mas isso não quer dizer que tenha que os cumprir através da minha filha. Ela será o que quiser ser, de manequim a electricista, passando por médica ou cantora pimba. Os meus sonhos não interferem nos dela, não quero que ela cresça para me realizar a mim. Eu tive o meu tempo, agora é o tempo dela.
É óbvio que, se fosse eu a escolher, fazia dela neurocirurgiã ou coisa que o valha. Mas não sou. E não sou dona dela, ela não é minha, é do mundo. Eu só a pus cá e tento educá-la da melhor maneira que sei e fazer dela a melhor pessoa possível. Até ver, acho que não me tenho saído mal (e, quando digo que a educo, não falo só de mim, mas de todas as pessoas que contribuem para a educação dela: o pai, os avós, os tios, etc.). Só quero é que ela seja feliz e que nunca duvide de que fizemos sempre o que achámos melhor para ela.
Concordo plenamente. Ainda não sou mãe mas penso o mesmo que tu: "ela não é minha, é do mundo" acho que muitos pais não tem essa noção e por causa disso arranjam-se muitos problemas familiares e frustrações pessoais. Para mim, ser mãe é "dar", não "ter".
ResponderEliminarBeijo grande, com esse barrigão e continuas elegante rapariga!
Gostei muito :) Só pode ser uma criança feliz.
ResponderEliminar=) *
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