-->

Páginas

28 abril 2011

A revolução continua

A revolução que hoje começou promete. Promete e tem que cumprir, que isto não é política de trazer por casa. Portanto continua amanhã. Mas para que isto seja um movimento sério, levado a sério, ouvido - que é esse o objectivo, não é só vir aqui largar umas larachas e continua tudo como antes, amanhã é outro dia - temos que ser mais. Temos que nos unir e falar. Temos que explicar porque é que as coisas deviam ter por espinha dorsal a flexibilidade.

É fácil fazer leis estando por fora das realidades. Há uns tipos iluminados que acham que é assim. Mas não sabem se é efectivamente assim porque não vivem aquela realidade na pele. Nós vivemos na pele a pressão para sermos perfeitas em todos os papéis que assumimos. Vivemos na pele a injustiça de quererem que trabalhemos 70 horas por dia, não nos sobrando tempo para os filhos, mas a seguir criticam-nos a educação que damos a esses mesmos filhos. Ora bolas, omeletes sem ovos é coisa complicada de fazer, não?

Portanto, pessoas, toca a escrever. Partilhem as vossas ideias, dêem o vosso ponto de vista, contribuam para esta causa que se quer cada vez maior, mais forte, mais importante. Usem os vossos blogs. Se não tiverem blog, usem o mail. Pode ser este (marianne.notsofast@gmail.com). Depois junta-se tudo num blog que A Mãe Que Capotou criou para o efeito. E depois, quem sabe, havemos de conseguir que se perceba que, quando estivermos felizes com a forma como somos mães e pais e pessoas e cidadãos, havemos de dar muito mais nos empregos, havemos de produzir mais. Ciclo vicioso, pois claro.

Siga a revolução!


3 comentários:

  1. Já há quem esteja a tentar abrir caminho neste sentido.
    Aqui http://conciliacao.lisboa.ucp.pt/portal dá para saber mais sobre o que tem sido feito num projecto de parceria Portugal / Noruega.
    Mas que não se pense que lá é que está tudo bem; mais de dois anos de trabalho depois, posso dizer que a realidade norueguesa não é bem o que parece...

    ResponderEliminar
  2. Também já respondi ao apelo. Acredito muito que é possível fazermos mais e melhor, ou não fossemos nós mulheres, mães, cidadãs deste país que tanto necessita de mudança.

    ResponderEliminar
  3. Olá olá já coloquei no meu blog a minha opinião sobre esta questão.
    Beijokas e parabens pela ideia

    ResponderEliminar

Obrigada!