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26 abril 2011

Um pedido de desculpas

Eu meti a pata na poça. Não gosto de generalizações e fiz uma. Errei e daí este pedido de desculpas a quem de direito. E falo de quê? Desta frase infeliz:

"Esses - que continuam a pagar impostos - financiam folgas desnecessárias de gente que já de si faz pouco."

Nem todos os funcionários públicos fazem poucos. Conheço muitos que trabalham na base dos turnos duplos (médicos e enfermeiros). Conheço muitos que se empenham verdadeiramente no que fazem. Mas também é certo que conheço muitos outros que, efectivamente, fazem muito pouco e quanto menos melhor. Ainda assim, a generalização era escusada. 


5 comentários:

  1. Como é que te sentias se eu te viesse aqui acusar de estares no bem bom, de licença de maternidade, paga pelos impostos de todos, e aproveitares este tempo livre para te dedicares a uma actividade remunerada? Era injusto? Pois era. E tu até conheces alguns funcionários públicos que trabalham muito! Ainda bem. Que bom, estou satisfeita.
    Mas enquanto se continua a propalar e propagar este sentimento infeccioso de que o Estado funciona à base de parasitas muito bem pagos pelos outros desgraçados que dão o litro no "privado", continuamos reféns da mentalidade mesquinha, pobrezinha e poucochinha que não nos faz dar um passo em frente. Mudou tão pouco desde que uma menina pobre mas séria cantava "Uma casa portuguesa".
    E digo-te mais: a percentagem de parasitas, calões ou incompetentes no público e privado deve andar ela por ela. E muitos, no privado, têm assento em conselhos de administração de empresas financeiras que têm muitas culpas no cartório por eu ir receber os próximos subsídios de Natal e férias em papeluchos que valem menos que papel moeda.

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  2. Já agora, uma declaração de interesses: não gozei a tolerância de ponto, estava de férias (ou seja, perdi meio dia de férias, basicamente); já trabalhei muitas horas de borla, e sem me zangar com o facto de aqueles para quem trabalho me considerarem uma calona incompetente.

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  3. Também não gosto de generalizações. Mas penso que a tua opinião foi entendida por todos e só afectou a quem tinha de afectar (como se costuma dizer, 'a quem a carapuça serviu')... Evidentemente há muitos funcionários públicos que não são assim, que trabalham e se empenham, mas penso que esses sabem perfeitamente que (infelizmente) constituem uma excepção.

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  4. Ó Jo, tu sabes tanta coisa, conta lá mais. A excepção é quem trabalha pouco filhinha, fica já sabendo.

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  5. Bom, se há coisa que nunca houve aqui e que não vai haver, é cenas de bate-boca. Portanto, comentários fechados a esta questão.

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