-->

Páginas

02 junho 2011

Do Dia da Criança

Agarrei na mais velha (com o mais pequeno sempre à tiracolo, óbvio) e levei-a a ver um mini show da Vila Moleza. Pois que a miúda chegou lá, olhou para eles e diz

eles são diferentes, não são, mãe? Diferentes dos da televisão...

Eu, que tenho a mania que sou esperta e gosto de armar confusão, mandei-a perguntar a um deles, quando fosse lá dar um beijinho. E ela assim fez. E eu lá atrás, a ver a cena. Estefânea muito atrapalhada sem saber o que dizer, de olhos esbugalhados. Lá se saiu com um "a televisão é que nos faz parecer diferentes". Não convenceu a miúda, mas a coisa passou.

Desde que alinhou pela primeira vez em pinturas faciais (à séria, que no meu casamento só deixou pintar uma florzinha mínima e foi sob pressão) nunca mais deixou de falar em pintar a cara. Já foi gato, já foi borboleta, agora andava há uns tempos a dizer que se queria pintar de cão. Lá encontrámos uma loja onde estavam a fazer pinturas faciais e ela entrou para lá menina e saí de lá cadela. Ao fim de meia hora estava toda esborratada, que ela é exímia na arte de não parar quieta.

Depois fomos buscar a minha mãe para almoçar, mudámos de shopping, almoçámos e fomos ao cinema ver o Winnie The Pooh. Assim que entrámos na sala metade do balde de pipocas aterrou no chão. Culpa minha. que gosto pouco, muito pouco de pipocas doces (e mandei uma cotovelada no balde, mas foi sem querer, foi aselhice mesmo). No final teve direito a dois livros, oferta dos pais e da avó.

Dali rumámos a casa, com paragem pela escola para deixar papéis. Quis lá ficar. Ficou duas horas a brincar com os amigos. Chegou a casa de rastos. Às 21h30, à mesa, a única coisa com nexo que ela dizia era que tinha sono e queria ir para a cama. E foi. Feliz, de coração cheio, porque no dia dela fez tudo o que ela quis.



Sem comentários:

Enviar um comentário

Obrigada!