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06 junho 2011

Sobre as eleições

Pela primeira vez votei numa escola que não a minha secundária. Entrei e saí, demorei uns 3 minutos entre estacionar o carro e pôr o carro a mexer novamente.

Sobre os resultados: não me surpreendeu. Nem o facto de o CDS ter arrancado vinte e tal deputados nem o facto de a esquerda ter ficado perdida na cauda do cometa. O resultado do Bloco, então, foi o que menos me surpreendeu. Um partido que se demite de responsabilidades e de envolvimento na história da Troika não devia estar à espera de grande coisa.

Vai ser difícil. E a culpa não vai ser do Passos Coelho. Nem o mérito, já agora. Fosse quem fosse a sentar o rabo na cadeira, teria sempre que cumprir as directrizes do FMI e nisso não há grande volta a dar. O mau foi o que ficou para trás. Se há culpados, estão no passado. Agora é olhar em diante e pôr tudo a mexer. Não vai ser fácil, vai sair-nos do bolso, mas tem que ser. A bem das gerações futuras, a bem de um futuro um bocado mais risonho para todos.


4 comentários:

  1. Nada de surpreendente, sem dúvida. Ou melhor, talvez a abstenção me tenha surpreendido um pouco. Eu sei que, regra geral, os portugueses gostam de ir à praia e passear, e votar dá um certo trabalho... Mas sinceramente, na actual situação do país, nunca pensei que houvesse tanta gente a demitir-se da sua responsabilidade, do seu dever cívico.

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  2. Sim, a abstenção é um mistério por desvendar. Terá muito a ver com a (des)actualização dos cadernos eleitorais. Mas o tuga é dado à lanzeira e sol, calor, praia e tal... (se não estivesse sol e estivesse a chover era porque era chato molhar os sapatos para ir votar. O tuga arranja sempre uma desculpa).
    E depois é a teoria do "vou lá fazer o quê, os políticos são todos iguais". Talvez sejam. Mas é por isso que ninguém vai preso se votar em branco. "Ah, para votar em branco mais vale ir para a praia, dá no mesmo". Errado. Votando em branco diz-se que não se concorda com nada. Para mim, simplesmente não há desculpas.

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  3. Há muito analfabeto político, é o que me parece. E também me fazem cá umas comichões as pessoas que não querem saber, como se não fosse o futuro de cad aum de nós que estivesse em jogo! O meu marido nunca votou e só me apetece bater-lhe!

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  4. B., é caso para dizer... "dá-le"!!!

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Obrigada!