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07 julho 2011

Confusão

Coisa que me faz MUITA confusão: malta que passa a vida a chorar-se por não ter dinheiro, que ganha mal, que gasta muito e o diabo a sete, mas que depois se enfia em tudo o que é concerto/festival de verão/whatever.
É só de mim, ou a crise ainda é um conceito que muito boa gente ainda não interiorizou?


13 comentários:

  1. A mim faz-me confusão aqueles que estão sempre enfiados no café. Mas o que me faz mesmo MUITA confusão, que não tem nada a ver com a crise, é as pessoas que estão sempre a dizer que não têm tempo para nada. Vindo de pessoas como tu ou como eu, compreendo e aceito, mas vindo de pessoas que não têm filhos nem actividades extra trabalho, é das piores coisas que me podem dizer. Fico com vontade de esmurrar a pessoa...

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  2. A mim parece-me é que a crise não chega a todos! Também me tenho queixado de falta de dinheiro, mas tento poupar o que tenho, porque não sabemos o dia de amanhã.
    Os concertos podem ser muito giros (e este ano provavelmente vou ao sudoeste no dia 6, mas só porque há 4 meses que estou fora de Portugal e preciso de arejar e já que são bandas porreiras ainda melhor!), mas 40€, no mínimo, por cada bilhete acho completamente absurdo!
    Cá me parece é que há cada vez mais festivais porque as pessoas não se coíbem de ir, mesmo não tendo dinheiro para outras coisas. A lei da oferta e da procura funciona lindamente para esta situação!
    Beijos*

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  3. Sinceramente, cada um sabe o que faz ao dinheiro que ganha. Por isso, desde que não se queixem a mim nem que me chateiem... O facto é que muitos trabalham e fazem sacrifícios para no fim conseguirem ir a esse tipo de coisas, que é o que lhes dá mais prazer(não é o meu caso).

    Já aqueles que recebem subsídio de desemprego e de não sei que mais e tomam o pequeno-almoço, o lanche e sabe-se lá mais o quê... esses sim, fazem-me confusão!

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  4. Outra coisa que não me entra: as pessoas continuam a fazer créditos atrás de créditos para comprar coisas que não são essenciais mas que é chique ter, tipo iPads, Macbooks e afins. Chegámos onde chegámos porque passámos anos a viver acima das nossas possibilidades. E parece que há muito quem ainda não tenha percebido isto. Qualquer dia estão à porta do Banco Alimentar. Talvez aí entendam que um iPad não é para quem quer, é para quem pode!

    (E faz-me confusão isso de a crise ainda não ter chegado a todos, portanto toca a esbanjar. Mesmo que não se sinta a crise, acho que os tempos são de poupança e não de esbanjamento. Mas isto sou eu, que não sou rica nem ganho ordenados milionários e que tenho que me matar a trabalhar para fazer face a despesas comuns e básicas. Que é como quem diz, não ando a trabalhar para iPads, mas sim para comer, vestir, e pôr a miúda na escola).

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  5. Wendy, o que me faz confusão não é que as pessoas passem a vida em festivais de verão. É que passem a vida a chorar por não ter dinheiro e depois alinhem em tudo o que é concerto e tal.

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  6. Pois, tb me faz muita confusão. Mas se calhar o conceito de crise não é igual para toda a gente. Para algumas pessoas passa por não poderem comprar uma mala cara nem irem de férias para fora. Para mim passa por coisas muito mais básicas, como comida na mesa ou prestações de casa ou carro. Se tiver dinheiro para isso não me posso queixar...bj

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  7. São as prioridades...
    Eu acho um absurdo o dinheiro que se paga pelos festivais. Mas isto sou eu. Há quem ache que é essencial para o seu bem-estar.

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  8. Há pessoas que se queixam só porque é giro e está na moda, mas ou não têm mesmo razão de queixa ou andam a cortar drasticamente nos bens essenciais para gastar na diversão! =/

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  9. A maior parte das vezes quem se queixa é quem mais pode... Mas a verdade é que há mesmo muita gente que continua a querer viver além daquilo que pode. É a utopia de "tenho direito a..."! Eu também acho que todos temos direito a ter saúde e não é por isso que deixam de haver crianças a morrer nos hospitais.

    É como tão bem escreveste. Há (muitas) coisas na vida que não são para quem quer, mas para quem pode!!!

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  10. Acho que tem principalmente prioridades diferentes.
    Secalhar umas pessoas pessoas preferem meter melhor qualidade de comida na mesa, preferem um jantar fora, preferem uma noite romantica, preferem uma peça de roupa nova, preferem guardar o dinheiro para uma eventualidade, e ha quem prefira pegar nesses euros e ir aos concertos. Priopridades... ehehe

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  11. Finalmente alguém "me compreende"! Ufffff

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  12. Confesso que melhor não tinha escrito.
    Confesso que me faz muita confusão os 'queixumes' e as invejas, só porque X ou Y conseguem atingir os seus sonhos ou mesmo se têm algo mais do que o comum mortal..

    Beijinhos!

    (vou 'roubar' o texto... temos de combinar um almoço no Oeiras PArque)

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  13. Eu tenho legitimidade para queixar-me de não ter dinheiro para viajar com frequência, e de ter de contar tostões - no sentido de precisar de o fazer para contas não correntes - sendo isso perfeitamente compatível com tirar 5 ou 10 euros por mês desde o ano passado com o enfoque exactamente na compra de bilhetes para os festivais em Lisboa (ou perto). É uma questão de prioridades, cada um sabe de si, não tem nada a ver com ausência de crise. Ou agora toda a gente deve, porque há crise, ficar em casa fechada e assim arranjar depressões e ir gastar dinheiro no médico?
    As pessoas que referes se calhar também viajavam com frequência e já não o fazem, se calhar comiam fora e já não o fazem, se calhar andavam de carro e já não o fazem, fumavam e deixaram, etc. (quando deixei, há uns anos, tive um encaixe de dinheiro grande por mês).


    NB: só não fui ao Optimus (1 dia) e não vou ao SBSR (1 dia) porque não consigo estar muitas muitas horas em pé. Caso não fosse assim, iria. Com certeza que teria de fazer sacrifícios. Eu não tenho dinheiro para uma Bimby, por exemplo, e posso estranhar como é que continuam a vender-se como pãezinhos quentes... No entanto, não o faço porque sei que podem ser feitas opções e cada um sabe de si.

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Obrigada!