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10 outubro 2011

Matar saudades

Do tempo de faculdade ficou-nos um grupo de amigos como eu acho que os grupos de amigos devem ser. Somos treze: seis casais e um que continua solteiro (pudera: é o homem mais bonito do grupo e nunca deu para o peditório do "casar e viver feliz para sempre"!). Melhor dizendo: éramos treze, antes dos filhos. Agora somos dezanove.

Não estamos todos juntos muitas vezes: duas ou três vezes por ano, apenas. Vamos estando juntos mais vezes, em separado. Mas quando estamos os dezanove é uma algazarra descomunal. São as miúdas que inventam que é uma coisa maluca (as três mais velhas são de 2007, mas entre a primeira e a última dista quase um ano; depois há a semi-bebé, que tem quinze meses; depois há os miúdos, ainda muito pequenos para andanças em grupo de pequeninos - o meu tem oito meses e meio e o outro bebé tem cinco meses e meio). São os adultos que, entre copos, comida e converseta, matamos saudades dos meses de ausência. Pelo menos uma vez por ano estamos mesmo todos juntos (um dos casais é da Figueira da Foz e nem sempre consegue estar presente nos almoços).

Sábado estivemos todos juntos. E não éramos dezanove; éramos vinte e três (juntámos os pais, a irmã e a sobrinha da dona da casa onde nos juntámos). Começámos a almoçar à uma da tarde e acabámos de "almoçar" às onze da noite. E foi bom. É sempre muito bom. São daqueles amigos que havemos de levar pela vida fora, sempre perto, apesar das distâncias. E é bom ter amigos assim.


3 comentários:

  1. isso sim, são amizades à séria que o tempo não apaga...

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  2. são tão bons esses momentos. e concordo são de facto os melhores amigos os que vão para a vida assim! beijinhos

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  3. Esses momentos enchem-nos a alma, é tão bom saboreá-los e sentir que o tempo passa, as pessoas mudam,envelhecem, amadurecem mas as boas amizades e memórias ficas:)
    Boa Semana

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Obrigada!