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31 outubro 2011

Really?

Odeio, mas assim muito mesmo, que me perguntem como estou e me digam, logo a seguir "eu estou pior" ou "sei como te sentes". Odeio mesmo. Faz-me sentir que não estavam realmente interessados em saber de mim. Procuravam apenas bilhete de entrada para o mundo do "ai que eu estou tão pior do que tu".

Se não querem saber de mim, não perguntem. Não me chateia que não perguntem.
Agora, se perguntarem, tenham a gentileza e a inteligência de ouvir a resposta e de não virar imediatamente a conversa para o lado que mais vos convém: o vosso.

[Falo de mim mas isto é, obviamente, genérico. Vale para toda a gente: se não querem realmente saber como determinada pessoa está, não perguntem. Se perguntarem, ouçam, interessem-se, foquem-se no lado de lá e larguem, por três minutos que seja, o vosso umbigo.]

9 comentários:

  1. Somos duas. Eu também odeio quando tentam "curar" os meus problemas afirmando que estão piores que eu. Mas é mesmo um ódio de estimação.

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  2. Também já me aconteceu muitas vezes. Odeio, simplesmente!

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  3. Eu acho que o "Sei como te sentes" às vezes pode ser reconfortante se se seguir de um "e agora? O que vais fazer? precisas de ajuda?". Às vezes é para mostrar empatia com os teus sentimentos!
    Mas sim, é irritante quando depois o nosso problema se afunda nos problemas do interlocutor! :)

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  4. Marianne, é o habitual nos dias de hoje. As maioria, não está nada interessada nos outros, mas sim em si próprio. O "como estás?", é dito em modo retórico.
    Obrigada, pela tua achega ao site dos mapas. Sabes, eu sou mesmo infonaba assumida, não há nada a fazer, senão aprender convosco! ;)

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  5. Assino e subscrevo. É isso e a cada coisa que se diz ouvir a resposta "Ah, eu também" ou "E eu fiz aquilo"...

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  6. (aproveitando a maré que estou a conseguir comentar!) yuppi!
    Tens toda a razão! Mas sabes por causa dessas coisas optei por responder sempre que está tudo bem quando me perguntam. Os meus amigos esses querem saber realmente como estou e ouvem-me, os outros ao ouvir que está tudo bem rendem-se à minha resposta de ter uma vida maravilhosa e a maioria das vezes nem se atrevem a destilar as suas desgraças de seguida. (mais uma vez reforço que esses são os conhecidos)

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  7. Subscrevo inteiramente! É motivo suficiente para o meu discurso passar logo para monossílabos...

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Obrigada!