-->

Páginas

28 outubro 2011

Ritmos

Cada criança tem o seu ritmo. Isto é senso comum. Ainda assim, há quem insista nas comparações. Há quem se esforce por fazer com que as mães dos miúdos cujo ritmo é menos acelerado se sintam diminuídas.

A minha filha começou a falar cedo. Começou depressa a dizer as coisas como deve ser. Começou cedo a fazer raciocínios que não eram (nem são!) para a idade dela.
A minha filha começou a andar tarde. Demorou 16 meses a conseguir dar passos sozinha. Já falava que se desunhava e ainda só rastejava. 

Nunca me preocupei com nada disso. Foi o ritmo dela, ela é que sabe. Hoje, com quase, quase 4 anos, anda e corre e pula e faz trinta por uma linha. E fala como gente grande (e isto não é eufemismo: fala mesmo como gente crescida, que é uma coisa que não me agrada por aí além).

O meu filho começou ontem, 9 meses e 6 dias, a gatinhar. Ela nunca gatinhou assim. Ela arrastava-se tipo tropa, a varrer o chão todo. Ele começou logo naquele gatinhar típico. Ela começou a sentar-se sozinha com uns 6 meses. Ele precisou de quase 8. Cheira-me que ele vai começar a andar mais cedo do que ela. E a falar mais tarde. Com 9 meses, acho que ela já dizia mais coisas (tipo água e olá, lá na linguagem dela). Ele só diz mamã e faz um barulho que tanto serve para pedir comida como para chamar o pai.

Posto isto: paremos de tecer comentários pouco abonatórios acerca dos miúdos que, com 12 ou 13 meses ainda não andam. Hão-de andar. E, com sorte, em menos de nada ganham-nos corridas como nunca pensámos ser possível.



13 comentários:

  1. No outro dia assisti a uma das cenas mais surreais entre duas senhoras, cujos filhos já não têm idade para competir quanto ao andar ou rastejar. Então resolveram comparar o avanço da aprendizagem das letras de cada um, na 1ª classe. Dizia uma: Em que letra está o teu? O quê? No O? O minúsculo ou O maiúsculo? Ui, então ainda lhe falta o a minúsculo e o A maiúsculo e o p minúsculo. O meu já está no P maiúsculo. :)

    ResponderEliminar
  2. Por acaso faz-me confusão aquelas mães que falam como que se estivessem em competição sobre quem fala ou anda mais precocemente ou tems mais dente com X meses ou outra proeza qualquer que se não o fazem é porque de certeza absoluta que têm algum problema. Cada bebé é que sabe e não me parece que sejam mais ou menos por aprender o que quer que seja mais cedo ou mais tarde. Ainda não sou mãe, mas temo que um dia eu própria acabe com conversas desse género...Beijinhos e boa sorte para as aventuras do Petit Prince!

    ResponderEliminar
  3. Eu não suporto conversas dessas entre mães e recuso-me a participar de tal coisa! Mas pelo que vejo, essas conversas do meu filho é melhor que o teu é mais típico de mães que só têm 1 filho. As que têm mais que um apercebem-se logo que os miúdos são diferentes e não há problema nenhum nisso. Os meus começaram a gatinhar, andar, falar e tudo o mais com idades diferentes, mas nenhum é melhor que o outro... São os dois normais, saudáveis e felizes, que é o que ser quer!

    ResponderEliminar
  4. Pior que as comparações puras e duras, são as manias de perseguição.
    Muitas vezes inibo-me de relatar os pequenos feitos do meu filho, pois temo que daí partam imediatamente para comparações, para as quais não tenho pachorra, ou pior, pensem que eu ando em comparações veladas!

    Poupem os neurónios e a saliva.

    ResponderEliminar
  5. tens toda a razão. É com o andar, falar, tirar a fralda, tudo serve de comparação. Eu penso que cada criança é uma criança, e que cada um tem o seu ritmo. bj!

    ResponderEliminar
  6. Não podia concordar mais! O F. começou a pôr-se de pé aos 9 meses e só aos 11 é que se lembrou de gatinhar. Por acaso começou a andar com 13 meses, mas isso não quer dizer nada... podia ter começado aos 15/16 ou mesmo aos 24 (como aconteceu comigo quando era bebé) que não é melhor nem pior que a criança do lado... enfim!

    ResponderEliminar
  7. eu não sou mãe. Mas a minha teoria, que vale aquilo que vale, sobre essas conversas é que no fundo, ao dizerem que os filhos com um ano já faziam trinta por uma linha, e acharem estranho que os outros não façam, são apenas mais uma forma de competição entre as mulheres. E, claro, outra forma mais educada de dizer: tu não estás a ser boa mãe.

    ResponderEliminar
  8. e mai' nada :)

    que perda de tempo a fazer comparações que só entristecem os outros**

    ResponderEliminar
  9. As minhas têm 17 meses e ainda não andam. Começaram a gatinhar com 1 ano. Dizem um "Olá" muito explicadinho e aplicado nas situações corretas desde 1 ano também, mas não dizem mais nada em concreto.
    Depois disto, não há comparação possível! Desde que cresçam saudáveis, é o que importa!
    Um beijinho :)

    ResponderEliminar
  10. "In the end" não há adultos de fraldas, nem adultos a gatinhar.
    Todos aprendemos tudo, ao nosso ritmo.
    (isso que dizes é um bocado como a treta dos percentis...)

    ResponderEliminar
  11. Epá não me assustes mais please... acho que a minha diplomacia vai toda a vida se começar a ser bombardeada com esse tipo de discurso...

    ResponderEliminar
  12. Eu comparo, inevitavelmente, os meus filhos um com o outro e até acho piada as diferenças que encontro. Mas odeio quando vem com esse tipo de conversas para cima de mim, aliás, tento logo mudar de assunto. É que nem sequer conseguem disfarçar, vê-se exatamente que o objetivo é sentirem-se superiores. Haja paciência.
    Bom fim de semana.

    ResponderEliminar

Obrigada!