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14 novembro 2011

Seis anos

Há seis anos, miúda de 26, a achar que sabia muito, a achar que tinha sempre resposta e que fazia e que acontecia, entrei por aquela porta, sexto andar de um prédio de habitação em Oeiras. Cheia de medo, cheia de vontade, cheia de sonhos e de esperança. Entrei, percorri o corredor e sentei-me na secretária, de costas para a porta, roupeiro a servir de estante, colega alta, loira, impossível, na mesa da frente.

Há seis anos, acolhida debaixo de uma asa empresarial, a minha vida mudou. Entrei por quatro meses, depois logo se via. Soube depois que, ao fim de pouco tempo, já se tinha decidido o meu futuro. Ninguém mo comunicou. Andei ansiosa uns meses, até ter tido a coragem de perguntar se ficava ou se seguia caminho. Ficava. Fiquei. Seis anos.

Tive, aqui há dias, aquele percalço. Continuo no mesmo caminho que comecei a traçar há seis anos. As pessoas mudaram, mantêm-se as essenciais: quem manda e quem me levou para lá. Hoje, seis anos depois, só tenho a agradecer tudo. Mesmo tudo.

É bom pertencer a esta casa, a esta família, a este coração. Seis anos são qualquer coisa. Espero que haja pelo menos mais seis anos para contar histórias.

2 comentários:

Obrigada!