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14 dezembro 2011

E ainda...

(a sério, eu hoje estou com tudo a saltar-me garganta fora... mas acabo já, já).

Eu acho Nicholas Sparks uma literatura parva. E Margarida Rebelo Pinto. E Paulo Coelho. E acho que só ver comédias românticas é redutor. E acho a saga Twilight uma coisinha a roçar o infantil. E acho filmes de "acção" tipo "Velocidade Furiosa" uma coisinha decadente. Mas isto sou eu. Para mim, o homem dos meus sonhos não seria nunca um iletrado, adepto do tuning, frequentador assíduo de ginásios e esteticistas, com menos pêlos no corpo do que eu. De novo: isto sou eu.

Haverá quem ache graça a este tipo de homens. Como haverá quem ache graça a intelectuais, a geeks, a metrossexuais, a retrossexuais, a homens normais. A fórmula para conquistar todos eles é a mesma? Não me parece. Um "xuning" achará (eventualmente, que aqui estamos no reino das probabilidades) muito mais graça a uma loira, burra, insuflada, daquelas que só quer é saber notícias do social e conhecer porteiros de discoteca (eu conheço uns quantos, nada contra!). Um intelectual achará mais graça a uma mulher culta, que privilegie o conhecimento em detrimento da beleza. E por aí adiante. Possibilidades infinitas, como se vê.

Ou seja: se, para uns, uma mini-saia e quilos de maquilhagem é o venha a nós o vosso reino, para outros a importância estará em que a rapariga tenha lido Kafka e Dostoiévski, de preferência antes dos 16 anos. Se para uns é importante que elas (nós) pratiquem desporto, outros acharão super-sexy uma mulher que fale em linhas de código html. Possibilidades infinitas.

Como é que é possível ensinar o que quer que seja, tendo isto em mente? A ideia é o quê? Formatar pessoas? Ou transformar as mocinhas que alinhem na alucinação em pequenas pipocas prestes a rebentar?

Não entendo. Juro.

17 comentários:

  1. LOL!!
    Pá... a ideia é só e simplesmente que se fale dele e da coisa (já agora :) )
    Bem ou mal o que interessa é que se fale... e é o que tu (e mais meio mundo) estas a fazer :)

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  2. Tu hoje estás de todo! :-)
    (e não, não acabes!)

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  3. 4 posts sobre o mesmo assunto, é que ficaste mesmo incomodada com o assunto! Como diria o outro, "não batas mais no ceguinho".

    Óh, mElher, tens bom remédio! Não visites mais o blog em questão. Assim passas ao lado de todos os assuntos que ele aborda.
    Para te deixar nesse estado, é o melhor que tens a fazer.

    Gosto mais da Marianne que fala de assuntos mais profundos e interessantes...que este não ponta por onde se lhe pegue.

    Tu vais ao workshop? Não, pois não? Eu cá também não, por isso, se há pessoas que querem pagar 40€ para ter aulas seja do que for, deixa-as...

    PS - Eu adoro Nicholas Sparks...mas isto sou eu :)

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  4. Kyla, eu avisei que era só hoje. Já terminou o tempo de antena. Mesmo.

    (Sparks li há uns anos. Só li um livro, não é mesmo o tipo de leitura de que gosto. Mas respeito - obviamente! - quem gosta!!)

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  5. Super engraçado o post e concordo totalmente contigo, até nos tipos de homem :)

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  6. Marianne, o formato do escritor é sempre o mesmo.
    Um amor impossível (ou muito difícil), uma (pelo menos) morte e sempre passado na Carolina do Sul.
    Tenho lido todos os livros e apesar de lamechas e conhecer já o formato, é uma fórmula que resulta para meninas sonhadoras.
    Sparks, não muda o modo de escrita, porque viu que resulta e continua a vender.

    Existe um que foge um pouco a esta regra, que se chama: "Três semanas com o meu irmão". É baseado numa parte da vida dele. Dá para conhecer um bocado o próprio escritor.

    Quem manda eu ser uma moçoila romântica? ;)

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  7. Pois eu entendo bem toda esta indignação e vontade de disparar em 4 posts. Eu mesma só não postei nada sobre o assunto porque, de uma forma ou de outra, já está a ser tudo dito aqui e noutros blogs.

    By the way, nunca levaria a sério os conselhos de um homem que dá beijinhos à Popota.

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  8. Pronto eu estou com a Kyla, gosto do Nicholas Sparks, a minha versão lamechas e romântica gosta daquelas histórias de amor :) E também gosto de Paulo Coelho por acaso.

    Quanto ao resto,enfim não vale a pena falar mais :)

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  9. Deixem lá o homem fazer os workshops que quiser, só lá vai quem quer, é ou não é? bj

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  10. Ai o que já me ri sobre o tema!...

    Tb sou frequentadora do blog em causa, e achei aquilo mesmo... inapropriado.

    Concordo com a Kyla quando diz que só vai quem quer, mas tb não consigo de me deixar de sentir um bocado como a Marianne sobre este assunto.. é que é algo tão..tão o que já foi dito, que nos deixa mesmo a pensar no assunto. Oh well :p

    P.S. - Tb gosto de nicholas sparks. Não há nada a fazer. Gosto e choro sempre, mas já sei que é para isso e para isso mesmo.
    É como ver aquela cena do armageddon, que apesar de a ver pela 10.000 vez (e nem é preciso contexto..basta estar a meio de um zapping e apanhar aquela cena) e sei que é baba e ranho! Que se há-de fazer? só aceito :p

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  11. Marianne, fiquei tão chocada como tu ao saber destas maravilhas de workshop. Cada um faz aquilo que quer mas não deixa de ser ridículo. As pessoas querem converter tudo em dinheiro, em lucros... Só não vendem a mãe porque não podem, xiça!

    Acabei de escrever um post sobre o assunto:
    http://a-garota-de-ipanema.blogspot.com/2011/12/dos-delirios-da-blogosfera.html

    Enfim, é triste ver no que a blogosfera transformou-se.

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  12. Parece que não sou a única que ficou indignada... LoL

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  13. Puro marketing pessoal. Redutor na abordagem pela subjectividade inerente e falta de um background científico, mas acertando num target óbvio, a sua "tribo urbana" e outros wanabees. Pura lei da oferta e da procura, se ninguém se inscrevesse, não haveria workshop. Que saudades daqueles anúncios de jornal à antiga em que face à dificuldade de empatia e desencontros inter géneros, a Augustina Bessa Luís conheceu o seu marido (conta ela numa entrevista)! http://amulherdetrintaanos.blogs.sapo.pt/

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  14. Puro marketing pessoal. Redutor na abordagem pela subjectividade inerente e falta de um background científico, mas acertando num target óbvio, a sua "tribo urbana" e outros wanabees. Pura lei da oferta e da procura, se ninguém se inscrevesse, não haveria workshop. Que saudades daqueles anúncios de jornal à antiga em que face à dificuldade de empatia e desencontros inter géneros, a Augustina Bessa Luís conheceu o seu marido (conta ela numa entrevista)! http://amulherdetrintaanos.blogs.sapo.pt/

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  15. também fiquei incrédula, mas optei por só me rir ... e pensar que se chegou a este cúmulo é porque existem pessoas que procuram :S

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  16. eu como não leio o dito tive que ir ver o que era, e incrédula fiquei foi com o moço já ter duas datas cheias, isso sim deixou-me completamente incrédula!

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  17. Ahaha cada um na sua ;) mais depressa saía com um geek conhecedor de html que um insuflado que a coisa mais próxima de literatura que conhece é o manual do novo rádio do carro!

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Obrigada!