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22 dezembro 2011

Espírito

2011.
Espírito de Natal: zero.

Não me apetece nada. Não me apeteceu comprar presentes (comprei três: filhos e marido e nem esses me apeteceu comprar). Não me apetece fazer as compotas nem as bolachas nem os bombons. Não me apetece embrulhar nada. Não me apetece imprimir etiquetas para nada. Não me apetece pensar em sobremesas para a consoada. Não me apetece que haja uma consoada. Nada.

Este ano, o peso sobre nós é imenso. Valem-nos os risos deles, para animar os dias. Vale-nos a esperança. E a certeza de que, podendo melhorar, a vida também pode sempre piorar. E não, não sou pessimista. Sou realista e acho que tudo pode sempre ser pior.

E já só faltam três dias para o Natal. E nunca, como este ano, me apeteceu tanto passar ao largo de tudo isto.

7 comentários:

  1. Tal e qual, ando aqui a pensar que tenho que pensar no que vou fazer para a noite de natal mas a vontade é zero, acho que o peso que sentes é geral, acho que a palavra crise e o medo do que ainda está para vir estão a impedir que se consiga ter espirito de Natal, por outro lado talvez tudo isso tenha o seu lado bom e este ano muita gente perceba o que realmente importa. Por mim, se pudesse, agarrava nele e nas miudas e ia passar o Natal bem longe de tudo e todos! Ainda não é este ano....

    Bj

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  2. E vão 2 ... Tenho as prendas espalhadas pela casa, que comprei porque tinha mesmo que ser, com medo de ficar "mal vista"!
    Houve uma que sim, comprei com vontade! Tirando isso ...
    Que venha 2.feira, é o que me vem à mente sempre que penso que faltam 3 dias para o Natal!
    No meu caso não é pela crise, insensívelmente (talvez) não é por ter a familia longe, é mesmo porque ando tão anti-social que incomoda!

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  3. Marianne, eu este ano terei um Natal diferente de todos os outros. Pela primeira vez não terei os meus dois avôs à mesa. Um por irreparável ausência e o outro porque deixou o sofá onde se sentava nos últimos anos todos os dias para ficar na cama, ainda mais alheado do nosso Natal.

    Pensei que me ia dar também a pouca vontade. Aliás, eu nunca fui perdida pelo Natal. Cá em casa não se rejubila com presentes, também sempre fomos poucos e era este último facto que me atormentava e fugia dos meus sonhos.

    Mas arranja-se sempre uma forma de viver esta época. Talvez para quem tem sempre a família, ainda que só a nuclear, unida não faça sentido dar ao Natal um cunho de união especial. Mas é só mais um pretexto para estarmos todos juntos. Sem presentes, sem bolachas, bombons e licores, só com os sorrisos dos nossos. Vale sempre a pena!

    Um beijinho imenso e os desejos de uns dias felizes, incluindo estes de Natal :)

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  4. O meu espírito este ano também está pelas ruas da amargura, mas vou ter de desencantar alguma vontade porque a família não tem culpa nenhuma da minha pouca vontade, não é? E porque costumo ficar triste quando o Natal acaba e penso: 'tão depressa!'
    Ainda tenho tudo por fazer, porque o tempo também tem sido escasso, mas sei que vou conseguir organizar tudo o que quero, para isso já me estou a mentalizar com umas músicas de Natal e já escrevi os postais para as pessoas de quem gosto muito.
    Entre hoje à noite e sábado sei que o espírito aparecerá cá por casa!
    Espero que também te aconteça o mesmo, porque apesar de estarmos em crise, os valores do Natal estão sempre lá, certo?

    Um grande beijo*

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  5. Eu também me posso juntar ao grupo? Cada vez tenho menos paciência para o Natal, ter que comprar prendas e afins, ainda por cima este Natal é a vez de passar com os sogros, que eu adoro, mas que não são os meus pais, se bem me faço entender. Estarei a ser egoista? O pior que tudo é a minha situação profissional, estou no limbo, sem saber se para o ano não serei mais um nº na estatistica do desemprego, e para piorar (ou melhorar) a cegolha resolveu fazer-nos uma partida, e vem ai um mano(a) para a minha pimpolha. Em vez de estar a viver uma das fases mais bonitas da vida de uma mulher, estou sempre a pensar no pior cenário.
    Um feliz Natal para todas.

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  6. Parece que por aqui somos todas farinha do mesmo saco. Por um motivo ou por outro, algo não vai bem.
    Como eu te entendo, Marianne!

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Obrigada!