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22 dezembro 2011

Paralelos (coisas que não se cruzam)

 
Falei aqui de uma perda irreparável. Aqui da miséria. Aqui da solidão. Não me basta uma televisão nem uma rede social nem um bom livro para falar disto com propriedade. Bastou-me perder uma pessoa fundamental para mim. E não comer sempre que me apetece (e não, não é dieta. Tem outro nome, na verdade). E bastou-me viver uma solidão que, como todas as outras, não pode ser comparada a nada porque só vivi esta e só sei falar desta que eu vivi - haverá solidões mais agudas, mais geladas do que a minha. Mas dessas não sei falar.
Nem todas as "matemáticas" são ciências exactas. E há assuntos de que só se fala tendo passado por eles. Porque alvitrar de longe é passatempo e falar com propriedade às vezes é só exorcizar fantasmas que nos perseguem. 

4 comentários:

  1. Só mesmo quem passa é que entende as coisas na sua plenitude.
    Bjs

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  2. Isto faz-me pensar... será que os psicólogos podem falar das coisas mesmo não tendo passado por elas?

    Tudo e bom.

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  3. Olha, eu falo do que sei porque passo (passei) por isso. O resto, sei lá eu. Mas das minhas coisas, é claro que falo com propriedade.

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Obrigada!