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09 fevereiro 2012

Quem nasce para lagartixa nunca chega a jacaré - explicando

"Outra coisa que não compreendo é porque é que dizes que nasceste para lagartixa e não queres chegar a jacaré. Eu quero sempre melhorar em todos os aspectos da minha vida, inclusive a imagem. Se estás a voltar ao exercício, se queres sentir-te melhor contigo própria, isso quer dizer que queres melhorar a tua imagem, não é? Então a expressão que usas parece-me algo contraditória." - Rita G., num comentário no post sobre o estilo.

Ora bem... quando uso esta expressão quero sempre dizer que NUNCA serei uma coisa que não nasci para ser. Não quer dizer que não melhore, que não evolua, quer apenas dizer que nunca vou ser nada que esteja fora do meu alcance.

Eu tento melhorar em todos os aspetos da minha vida. Nos importantes, isto é. A mim interessa-me melhorar o ser, não o parecer. Eu não quero parecer uma coisa que não sou. Quero ser melhor, mas não me interessa parecer melhor. Estou-me realmente nas tintas para a questão do estilo. Ter estilo, para mim, é o fundo da minha lista de prioridades.

Aquilo onde procuro melhorar e evoluir é no conhecimento. Interessa-me ler mais, saber mais, conhecer mais, ver mais. Entre gastar 50 euros nuns sapatos que me vão fazer PARECER estilosa e gastar 50 euros em livros que vão ensinar-me alguma coisa... venham de lá os livros!

Depois, esta coisa de eu estar a fazer exercício... não, não quer dizer que quero melhorar a minha imagem. Tem a ver com mobilidade, agilidade e saúde. Tem a ver com sentir-me bem comigo. Não tem a ver com o que os outros possam pensar de mim. As únicas opiniões que me importam habitam na minha casa: são a minha, a do meu marido e as dos meus filhos. O resto... honestamente, não me interessa.

Prefiro ser vista como uma pessoa culta e inteligente e não como uma pessoa bonita e cheia de estilo. Há quem consiga ser ambos? Claro - a Me, por exemplo, é isso tudo e mais um par de coisas (na verdade, ainda estou para lhe descobrir um defeito que seja!). Mas isso não é, de todo, o meu objetivo. É por isso que, no campo do parecer, nunca hei-de passar de uma lagartixa - até porque não me interessa passar daí. Já no campo do conhecimento, da cultura, do fazer... aí sim, jacaré, crocodilo, o que for maior, quero!

16 comentários:

  1. Mas tu é bonita, inteligente e tens estilo! O teu estilo. Aquele que encaixa com a tua personalidade e forma de encarar a vida. Pode não ser um estilo "imposto pela sociedade". Mas é teu, define-te e diferencia-te (pela positiva, ainda para mais).

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  2. Subscrevo o comentário da Filipa.

    Afinal o que é isso de ter estilo? Ser igual à manada?... Desculpa mas não concordo. Eu não sou uma fashion victim. Gosto de me sentir bem comigo mesma, mas estou longe de ser aquela pessoa que destila o estilo que as revistas acham bem, mas tenho o meu estilo. Aquilo que quem me conhece identifica como sendo meu, como sendo a minha cara. E são essas pessoas que (me) importam.

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  3. Gosto tanto de ler estas tuas palavras. Tens tanta razão, e "ensinas" muita coisas a muito boa gente quando escreves.
    És linda miúda, disso podes ter a certeza.

    Beijinho,

    Susana Pinto

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  4. Mas não estava a dizer que querias ser algo que não nasceste para ser, que estás a fazer algo para os olhos dos outros e não para ti própria. Podes ser linda e inteligente ( como é aliás, já vi fotos tuas e acompanho a tua escrita no blogue), podes crescer em todos os aspectos da tua vida. Se és expert em marcas, em promoção das mesmas sabes com toda a certeza que a imagem é deveras importante, e isso não tem a ver com ser alta, esbelta e usar roupa de marca. É ter uma imagem própria, cuidada, ter segurança naquilo que somos. Tu dizes que não queres saber de estilo nem nada do género, que só a opinião da tua família conta, mas sabes que quando vais a uma entrevista de trabalho, por exemplo, tens de ter uma imagem cuidada, se possivelmente esse primeiro impacto vai ser importante. Podes ser um génio, mas se não passares essa primeira etapa talvez nunca o possas vir a demonstrar. Como te disse, não percebo é o porquê de falares quase em forma de desprezo da expressão " ter estilo", ao ponto de dizeres que te estás nas tintas para isso. Chegar a Jacaré não quer dizer que estejamos a ser algo que não somos, eu vejo a expressão como um incentivo a evoluir em todos os campos, não só o da imagem é claro.

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    1. Rita, claro que a imagem conta! Em situações muito particulares, como entrevistas de trabalho e afins, sou completamente a favor de uma imagem cuidada, que diga por si só aquilo que a pessoa é.

      Aquilo que eu não compreendo é a escravatura do estilo, a escravatura da moda, das tendências, dos modelos a seguir. E não compreendo que se valorize mais o parecer do que o ser. É só isso...

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    2. Então posso concluir que pensamos exactamente da mesma forma:) Acima de tudo temos de ser fiéis a nós próprios e ao que somos e isso não implica ser escravo do que quer que seja. Nunca desejei ser algo que não sou, aliás isso é das características que mais abomino nas pessoas.
      bj!

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  5. À anos que te leio, desde o inicio do Boneca de Papel, e embora acredite que nos blogs cries uma espécie de alter ego, tbm acredito que é muito do teu eu verdadeiro.
    Não precisas de dizer, nem justificar, porque quem te acompanha percebe que és uma pessoa bonita, inteligente, interessante e interessada e com estilo, o seu estilo e isso para mim é que é ser fashion.
    Um apontamento, não te compares à Me, é uma boa miúda, mas e embora ela, ou tu, provavelmente não o vão entender, falta-lhe crescer e pousar os pés no chão.

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    1. Pois é... tu lês-me há quase 9 anos, imagina!! :D

      Petit apontamento: aqui não há alter egos... Eu sou exatamente o que está aqui no blog, sem tirar nem pôr. Não efabulo, não crio personagens. Há é coisas que não conto - obviamente! - por serem demasiado íntimas. Mas isto, esta Marianne, sou eu. ;)

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    2. Esta é a Marianne que eu adoro e admiro. Que explica e não o faz por "ter de se justificar". Que é clara como a água. Só quem não quer é que não (te) percebe. E esquece lá isso que eu estou muito longe de ser aquilo que disseste.

      Anyway, para a Rita Catita, como tão bem disse não vou entender o que disse, mas, ao contrário do que pensará, não é porque não o aceito. É tão só e apenas porque não entendo como é que alguém que não me conhece pode escrever algo com tanta certeza... sobretudo para contrariar outra pessoa (a Marianne) que efectivamente me conhece. Conhece (o resto da pessoa) além da Me.

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    3. Bem...vou-me tentar explicar...embora tenhamos morado no mesmo sitio, embora nos "conheçamos" de vista, efectivamente não nos conhecemos, e nem digo verdades absolutas sobre ti porque, repito, não nos conhecemos, mas infelizmente (ou não) quem tem um blog aberto ao público, e quem escreve sobre a sua vida privada tem que se sujeitar a que façam juízos de valor.
      Para mim, que só conheço a Marianne e a Me (não a L. nem a V.) compará-las não faz qualquer sentido.
      Se podia fundamentar o porquê do vos achar assim tão diferentes...podia...mas depois, então, não seria a pessoa justa que acredito que sou.
      Com isto remato os meus comentários, não procuro melindrar ninguém e tenho pena que, ao contrário da Me, os seus seguidores não sejam assim tão razoáveis e não se inibam em comentários que fazem.

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    4. Rita Catita, não melindrou ninguém. Se há coisa que não sou é melindrosa.

      Mas que foi desagradável, foi. Tão só e apenas por ter sido inoportuno.

      Depois do que escreveu, que poderá ou não mostrar que me conhece de vista (de perto ou de longe, não interessa), continuo sem perceber como é que com tal proximidade afirma com tamanha certeza que tenho ou não os pés assentes na terra. Não me incomoda que pessoas que não conheço (sim, pode achar que me conhece, mas se não faz parte da minha família nem do meu grupo de amigos, então, temos pena mas não conhece) tenham opiniões mais ou menos abonatórias sobre mim. Incomoda-me sim que se refiram a mim negativamente de forma tão gratuita. De forma tão desnecessária. E com uma certeza tal que até a mim (que sou eu e que me conheço) me choca... De qualquer forma, continuo a acreditar que não o fez com maldade nem tampouco foi ofensiva. Mas que me pareceu um comentário despropositado, descabido e totalmente inoportuno, lá isso pareceu.

      E se com esse comentário pretendeu mostrar que me conhece, então falhou redondamente.

      Esperando que este assunto esteja encerrado, sugiro que me envie um mail se quiser esclarecer mais alguma coisa para não continuar a conversa em blog alheio.

      De qualquer forma, como tão bem disse, a L. não se aborrecerá de certeza.

      Vanessa

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    5. Nada aborrecida. Acho é que há coisas que só quem nos conhece mesmo (e aqui falo no geral) pode inferir.

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  6. Marianne,

    "Somos todos iguais e todos diferentes"
    Ja viste se gostassemos todos do branco o que seria do amarelo?
    Se estas bem contigo então estas bem com o resto do mundo
    Gosto de ter o que escreves apesar de não comentar.
    Muitas vezes o que conta não é o embrulho do presente mas o que esta la dentro
    Bjos
    Natália Carvalho

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  7. Se há coisa que não existe na blogolândia são alter-egos perfeitinhos, porque ninguém aqui é génio para ter mais de uma, vá, "configuração mental". Mesmo as personas que criamos para nós somos nós, refletem o que acreditamos, o que valorizamos, o que queremos divulgar e partilhar.
    Somos nós que elegemos a importância do que publicamos.
    E as pessoas podem ou não gostar de nós pelo que leem nos nossos blogs. É a vida, caramba.
    Mas somos nós. Não tenham dúvida disso.
    O que passamos cá para fora somos nós e, admitindo que seja apenas reflexo de uma parte de nós (coisa em que não acredito MESMO), obviamente será sempre a parte que fala mais alto.

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  8. Gostei bastante do que li, Marianne. Apesar de não comentar sempre os posts, sou uma leitora assídua e gosto bastante da forma clara como os textos são escritos. O estilo é algo de difícil definição, muito sinceramente... Eu acho que o estilo é muito próprio de cada um e detesto quando toda a gente acha que uma determinada forma de estar ou de vestir é o melhor estilo do mundo e depois anda toda a gente igual. Detesto isso!! E tal como tu, se há local onde gosto de gastar dinheiro e muito é numa livraria. A Feira do Livro deve ser o local de onde saio com mais dinheiro gasto e maior número de sacos. Porque nada substitui o prazer que é mimarmo-nos com um livro :)

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Obrigada!