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03 abril 2012

Big Brother do Inferno - O dia em que arrastei a minha mãe (na verdade, o dia em que ela me arrastou a mim)

(Acho que nunca tinha escrito um post com um título tão longo. Adiante.)


 


Portanto, hoje, sem chuva nem impedimentos de maior, não me safei de ir contar quilómetros. Mamãe, que é campeã dos 180kms-Fátima (já foi a Fátima a pé três vezes, sempre sem mazelas, sempre com uma força de todo o tamanho), andava a insistir comigo para irmos caminhar as duas. Passou o verão a fazer quilómetros... muitos quilómetros. O pedómetro dela marca 193,99kms. Cento e noventa e três quilómetros em três ou quatro meses. Depois das nossas doenças todas e de ter perdido a pedalada, hoje não tive por que não ir. E fomos. Andámos cinco quilómetros. Eu corri uns míseros três minutos (tínhamos acabado de almoçar...), ela subiu cento e não sei quantos degraus e correu também uns três minutos (já eu estava a morrer quando a vejo desaparecer à minha frente, a correr!). Chegámos a casa a meio gás. Correcção: eu cheguei a casa a meio gás, ela chegou a casa capaz de ir repetir o percurso. Amanhã vamos novamente, com o objectivo de corrermos juntas... e eu vou ter que subir os cento e tal degraus com ela (que, com o tempo, se transformarão em quinhentos e tal). Daqui a umas semanas queremos estar a correr juntas. Primeiro objectivo: 2,5kms. Objectivo a sério: fazermos a corrida da Vasco da Gama, em Setembro, só a correr. Não é nada, dizem vocês. Pois não. Para mim, não devia ser nada, mas é porque eu estou gorda que nem uma marmota. E para a minha mãe é, porque ela não tem trinta anos. Terá, em setembro, cinquenta e oito.


 


Tenho, a esta hora, um demónio mui orgulhoso da sua pupila. E da mamãe da sua pupila. Verdade, demónio?

1 comentário:

  1. boa girl :)
    espero que continuem a servir de incentivo uma à outra :))

    beijinhos**

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Obrigada!