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28 julho 2012

O vestido (e o regresso)


 


Uma das coisas que a depressão e a gravidez me trouxeram foi aversão a costurar. Perdi a paixão pela criação, deixei de ter prazer em estar sentada à máquina a fazer coisas. Por muito que gostasse dos resultados finais, o processo de criação era penoso. Fui parando. E sentindo cada vez mais aversão. Depois a máquina avariou. Esteve que tempos a arranjar. Voltou agora, como nova. E eu, como nova, sentei-me e procurei aquela réstia de prazer que isto me dava. E encontrei. Peguei neste tecido que tinha comprado com o intuito de fazer um vestido para a miúda. Não me apetecia fazer um pillowcase dress, que é o modelo mais básico, simples e fácil de fazer do mundo. Queria uma coisa mais complexa (sem que chegasse a ser rocket science, óbvio) e menos banal. Encontrei um modelo que me agradou, ignorei a aversão e deitei mãos ao trabalho. No dia em que comecei dei por mim a costurar noite fora, como nos good ol'days. Soube tão bem... Hoje tenho o vestido para acabar. e, devagarinho, vou voltando a isto que tanto gosto de fazer. Sem pressões, sem stresses, só com o prazer que isto me dá.

3 comentários:

  1. É tão bom ler-te assim! Uma pessoa criativa nunca se sente completa sem que tenha prazer pelo processo. Bem-vinda ao reacender da paixão! :)

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  2. Eu também tenho a paixão pela costura. É só uma das minhas paixões e ultimamente a minha máquina de costura tem estado guardada à minha espera. Eu sinto que sem o meu lado criativo em atividade é como se morresse um bocadinho... Bom regresso!

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  3. Gosto do tecido e adorava saber costurar... força com isso, parece fazer-te mesmo bem. :)

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Obrigada!