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30 janeiro 2013

As mães que matam filhos

(A propósito da notícia da mulher que matou os dois filhos adolescentes e que se suicidou a seguir.)


 


Não consigo entender que se matem filhos por vingança. Não consigo entender que se matem filhos para impedir o pai de ficar com eles. Não entendo que se matem filhos porque se acha que nunca serão felizes. Não entendo. Mas não julgo. As luzes que antes apareciam ao fundo dos túneis são cada vez mais escassas. Cada vez mais as pessoas se acham sem saídas, sem esperança, sem futuro. E lá devem acreditar que, matendo os filhos, os poupam a sofrimentos futuros. Não entendo. Mesmo sem mãe, há a possibilidade de se ser feliz. Morto, não se tem possibilidade nenhuma.


 


Acho que é preciso estar-se muito doente para se pensar em fazer uma coisa destas (e para concretizar, já agora). Não consigo imaginar sequer o caminho que se faz até este ponto em que se decide que a única hipótese é matar os filhos e morrer de seguida. Não entendo e espero nunca entender...

24 comentários:

  1. e assusta-me que a sociedade (família, escola, patrões, amigos) não tenha dado conta do desespero desta Mãe.

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  2. É complicado para qualquer pessoa, descartar o nosso lado pessoal... mas cá vai...
    Essa senhora não amava os filhos, é impossível, mãe que ama, não mata!
    A senhora estava desesperada, perdeu o marido, e para ela os filhos deixaram de ser o que eram, "os filhos que ela deu ao marido".... é difícil, para muitos de nós, praticamente impossível, mas nem toda a gente ama os filhos, nem todas nós conseguimos vínculos com os nossos filhos, há "pessoas" que não tem essa ligação. Se essa vinculação estivesse lá, a senhora no ultimo minuto, tinha parado, tinha desistido, mas não...
    E por isso perderam-se 2 seres humanos em potencia, que disto tudo não tiveram culpa

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  3. Há mães e mães. O mero título não pode ser significado de isenção, ou seja, nunca se põe a hipótese de uma mãe fazer mal aos próprios filhos. E, no entanto, trata-se de uma realidade.
    Não digo que seja o que se passou neste caso. Mas há algo de sinistro numa atitude destas. A mulher de Goebbels, um dos colaboradores de Hitler, também matou os filhos (eram cinco ou seis), antes de se suicidar (ela e o marido) quando a guerra estava perdida para a Alemanha. Não conseguia imaginar um futuro sem o Führer.

    Em relação a mães que cometem atrocidades, ou que abusam mesmo sexualmente dos filhos, tomo a liberdade de deixar o link para um post meu:

    http://andancasmedievais.blogspot.de/2013/01/ainda-as-maes.html

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  4. Nem de propósito! Acabo de deparar com isto:

    http://www.lux.iol.pt//internacionais/video-de-mae-que-forca-crianca-aos-gritos-a-fazer-tatuagem-tatuagem-crianca-tatuagem/1414746-4997.html

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  5. e acha que esta sociedade dá conta de alguma coisa, é só interesses em cima de interesses, corrupção, as pessoas atropelam-se em busca de poder politico, ninguem ajuda ninguem e agora com a crise vem a parte pior ao de cima.

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  6. no entanto é o segundo caso semelhante e onde a CPCJ tem parte da culpa, não podemos esquecer da cidadã brasileira radicada em Portugal que sufocou os filhos e a CPCJ apenas tinha sinalizada em vez de actuar de forma célere, mas já tiveram celeridade para a mãe de Sintra que tem dez filhos para que esta seja esterilizada como fosse uma gata, mas ao mesmo tempo fecha os olhos as romenas que têm filhos aos 14 anos e andam com os miúdos arrastados a pedir esmola e a vender pensos rápidos

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  7. Eu JULGO!
    Estas atitudes nunca deverão ser desculpadas, ha todo um ambiente que proprociona a esta situação e isso deve ser revisto por todos os que rodeiam, todos são culpados. depressão não é desculpa deste crime hediodondo .

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  8. Não tratemos este assunto de uma forma tão leviana

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  9. Nas civilizações primitivas era comum as mães matarem os filhos quando estavam a ser atacadas por uma tribo inimiga,para poderem fugir mais depressa e para que os filhos não fossem adoptados e mais tarde se tornassem também seus inimigos.
    No contexto actual o motivo é muito semelhante.A diferença é que vivemos numa sociedade materialista e os tribunais seguem critérios materialistas quando decidem a quem entregam as crianças em caso de divórcio,enquanto para as mães prevalece o instinto de sobrevivência,como nas sociedades primitivas.

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  10. "Matar alguém"............não seria realmente a forma de solucionar problemas!!!!!!!!! Mas.......a sociedade em que vivemos, é tão discriminativa , que por muito amor que se tenha pela Vida.....por vezes é mais fácil levar connosco os que amamos, do que deixa-los a mercê , do desconhecido! Dar opiniões, é fácil , ajudar a resolver..........é mais complicado! Como se costuma dizer: "Quando não precisarem de mim, contem comigo!"!!!!!!!!!!!!!!

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  11. Sou mãe e também me divorciei quando as minhas filhas eram pequenas, passei por situações complicadas e não vejo no meu ex-marido uma dedicação de pai extremoso, no entanto em caso de incapacidade minha, seria eu a primeira a entregar-lhe as filhas para ele cuidar e orientá-las. Não julgo estes actos de loucura, porque não sou ninguém para julgar os outros, mas penso que só podem ser justificados por um egoísmo e egocentrismo puro que invade a sociedade aliada à doença (mental).

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  12. Existem mulheres que simplesmente não deveriam ser mães.Não apenas pela falta de instinto maternal mas sobretudo pela falta de respeito pela vida.Uma vida que gerou e que se acha no direito de acabar.Os filhos são algo de fantástico e é por eles que nos sacrificamos, e não sacrificá-los.Podemos ter dificuldades e até andarmos mais deprimidos mas isso não nos dá o direito de matar.Espero que exista um lugar, seja inferno ou outro em que esta mãe passe a eternidade em sofrimento.MERECE-O.

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  13. Não compreendo. Não julgo.
    Os vínculos são se estabelecem só porque se pariu uma criança. E, definitivamente, há pessoas que nunca deveriam ter filhos. Mas há outras também que pensam estar preparadas e a vida trata de provar-lhes que afinal não.
    A natureza é muito misteriosa e, se repararmos bem, os animais fazem exactamente o mesmo. Quando uma fêmea percebe que a sua cria está em perigo, ou não sobrevirá, acaba por matá-la primeiro. Isto eu entendo.
    O que não compreendo é que humanos também o façam, especialmente porque são dotados de racionalidade. Ou pelo menos pensa-se que sim... O psicológico é demasiado poderoso e subestimado.

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  14. É muito dificil julgar as atitudes de uma pessoa sem a conhecer ... mas é preciso muita coragem para tomar uma decisão destas. E se os fihos não gostavam do pai? e se os filhos não se viam a viver sem a mãe? Qual a mãe que não prefere acabar com o sofrimento dos seus filhos? claro que a morte é a ultima hipotese, mas quando já não se tem força, quando se esta completamente desiquilibrada, quando não há nada de positico à nossa volta, quem nos segura? Só quem não passou por momentos horriveis não compreende esta mulher, que pelo menos teve a honra de se matar tambem, estarão todos juntos e felizes algures ...

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  15. Por isso é que eu não julgo. Não posso avaliar o todo pela parte, nem me acho no direito de o fazer. Só não entendo... e não quero entender porque, quando o fizer, significa que cheguei ao mesmo ponto a que chegou aquela mãe. E não quero, nem por sombras, chegar lá.

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  16. É facil falar quando se está de fora dos problemas.
    Não julgo, não apoio nem condeno. Apenas sei que é necessário muita força e muito desespero para fazer o mesmo.
    Para quem fala de "barriga cheia" é fácil.
    Não julguem para não serem julgados.

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  17. Não poderemos jamais fazer juízos de valor acerca destas mães! Mães que estavam desesperadas, mães que não cnseguiram vislumbrar essa luz...e pq não ter compaixão delas, pq ninguém conseguiu ler o sofrimento destas mulheres?!
    Pobres crianças, pobres mulheres mas...pobre sociedade que entrega cada um ao seu destino. Pq tirarem os filhos a esta mãe? Pq não tratá-la e ajudá-la nessa caminhada? Pq? Ou pq não???

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  18. Não julgue ninguém caro senhor!!! Esta mãe estaria concerteza nun sofrimento medonho e não conseguiu ver outro caminho!

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  19. É o Karma (O que é pecado na Terra ,na lei do homem condenamos estas pessoas .No Karma espiritual não ,a sementeira é livre e a colheita é obrigatória ) .Não sou a favor nem contra é a sociedade em que vivemos e fazemos todos os dias lamentamos estes casos !

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  20. Peço imensa desculpa, não costumo fazer comentários...pois quem somos nós para criticar, julgar ou seja o que for...
    eu sou mãe de um rapaz com 11 anos, e se mo tirassem , era como tirarem-me a vida. Hoje, no meu estado psicológico normal posso dizer que nunca faria o mesmo q esta mãe fez. no entanto eu não sei o dia de amanhã e como estarei mentalmente. Acredito, ou quero acreditar que o q esta mãe fez foi porque amava os filhos. E pq não estava bem mentalmente , achou q era a unica forma...não sei...o desespero deve ter sido muito... acho q já foi castigada...é triste...

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  21. Sou mãe de um menino de 11 anos, por ele dava a minha vida, hoje , agora e sempre Deus me ajude a pensar sempre assim. Aquela mãe estava muito doente, sem duvida que sofria imenso, não há perdão , reconheço , mas a dor de quem fica é emorme e para sempre. Lembro aquele caso em que o pai se esqueceu do bebe dentro do carro , e este morreu com o calor, não foi preso, pois o juiz disse, que a culpa iria acompanha-lo sempre , e com certeza a culpa, o remorso , será o maior castigo. Por favor não condenem esta mulher sozinha, existe se calhar um pedido de ajuda, um s.o.s que ninguem entendeu, agora é tarde , paz ás suas almas.

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  22. Na minha opinião, a mulher matou os filhos porque estava farta do mundo, e queria levá-los com ela, aquilo que ela mais amava.

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  23. Concordo perfeitamente consigo. Nos dias de hoje é só mesmo pedir a Deus que nos ajude a não sair do caminho certo e, cada um de nós não sabe como pode vir a ficar de um dia para o outro, por isso os julgamentos têm lugar próprio...

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  24. Desculpa mas dizes isso por estares bem de saúde mental, mas quando se tem uma doença mental tudo é completamente diferente.

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Obrigada!