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08 janeiro 2013

De como o Brasil uniu o mundo

Talvez o título deste post seja um exagero. Talvez.


 


Bom, aqui no meu gueto existe um café gerido por um casal brasileiro. Coisa calma, boa onda. Peca por ser espaço aberto a fumadores, o que justifica a minha fraca presença por lá. Vou lá beber um café a espaços, quando calha, raramente. Senhor marido, por força do futebol emitido na SporTV, é um bocadinho mais assíduo. Filhos lindos amam o ritual de ir com o pai ao Eric, como eles dizes. Têm rédea solta na rua (devidamente supervisionados, obviamente), comem ovos kinder - um paraíso, portanto.


 


O dito casal tem um filha em comum. E ele tem um filho de outra relação e ela tem mais dois filhos de outra relação. A miúda, nascida já em reinado tuga (não obstante ter ido fazer a premiére ao Brasil) é um doce. E fez um ano no fim de Dezembro. E brasileiro que se preze gosta é de festa. Vai daí, organizaram a maior festança para a pimpolha. Tudo de Minnie Mouse, aniversariante incluída (não sei como escapou às orelhas de Minnie - tem,i o pior!). Convidaram o gueto bairro em peso e lá fomos. A festa foi num armazém que serve para isso mesmo: para festas. Três insufláveis gigantes, uma mega estrutura "trepável", com três andares (daqueles labirintos onde os miúdos se perdem e sobem e descem e gastam energias acumuladas, aleluia). Mesas e cadeiras, comida e bebida, uns 40 adultos e umas 20 crianças. Só do meu prédio estavam 4 casas. O resto dos convidados era conhecido aqui da rua.


 


E esta gente toda, que mal se conhecia e não trocava mais do que os cordiais cumprimentos de quem se cruza diariamente mas não é íntimo nem pretende ser, conviveu, conversou, conheceu-se um bocadinho melhor. Mérito de quem? Dos brasileiros que vieram do lado de lá do oceano para dar a esta rua um bocadinho daquele sentimento antigo de boa vizinhança e amizade entre vizinhos. Gostei.

5 comentários:

  1. É também por coisas deste género que gosto de morar na aldeia. Eu moro numa aldeia em que ainda existe muito o conceito de vizinhança, em que as pessoas se preocupam se alguém não anda mais desaparecido e toca a ir a casa da pessoa ver se está tudo bem. Ainda vemos se os vizinhos precisam de ovos, de couves ou de batatas porque temos tudo no quintal. Claro que também temos maus vizinhos, mas as pessoas boas ainda vão compensando os outros e é muito bom saber que se alguma coisa nos faltar os vizinhos estão lá e nos damos bem. Gosto :)

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  2. Opá que lindo. Às vezes faz falta um espírito bairrista... :)

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  3. Eu também gosto disso! Aqui pelas minhas "bandas" também vai acontecendo.
    Beijocas

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  4. Excelente ideia. Talvez o título pudesse ser: De como um casal brazuca uniu o bairro :)!

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  5. Isso deve ter sido um festão aí no bairro ;)

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Obrigada!