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25 janeiro 2013

Publicidade: o mundo

Quem trabalha ou trabalhou (ou quer vir a trabalhar em publicidade) conhece a premissa: mais por quase nada. É apanágio dos clientes (quase todos) exigir o impossível: ter quem trabalhe de borla. Pedem orçamentos, abrem concursos e depois afinal não há dinheiro para pagar campanhas. Mas as campanhas, essas, têm que ser premium, têm que cumprir objectivos, têm que ser geniais, têm que estar em todo o lado e mais algum. Pagar que é bom, esqueçam, não há dinheiro, ai a crise.


 


Meus amigos, como dizia uma ex-colega minha, sem dinheiro não há palhaços. Não dá para fazer com mil euros o mesmo trabalho que se faz com dez mil. Ou com cen mil. Não dá. Porquê? Porque o tempo gasto a trabalhar nas campanhas de mil não pode nunca ser o mesmo que é gasto nas outras. Porquê? Porque as agências não vivem do ar. E, se só ganham mil com aquela campanha, então têm que trabalhar noutras que lhes garantam dinheiro para, entre outras coisas, pagar ordenados. Às pessoas que fazem as campanhas, pessoas essas, que também não vivem do ar.


 


Sobre isto, leiam uma opinião aqui.

3 comentários:

  1. Pois é Marianne :( Este assunto mexe-me mesmo com os nervos. Com os valores que esta gente quer pagar nem deve dar para pagar às pessoas o ordenado mínimo... Anda tudo doido! E nos concursos públicos então parece de doidos.

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  2. Nem mais.... por causa desse tipo de clientes é que infelizmente fiquei sem trabalho... os clientes pedem as coisas e depois pagar... está quieto... ordenados esses béubéu... nem vê-los :o(

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  3. É mais uma das áreas que está a ser estragada. Já trabalhei em publicidade, não nos anos do el dourado, mas um pouco depois e não tem nada a ver com o que se passa hoje. Mas na tv também querem tudo sem dinheiro e a qualidade essa vem por aí abaixo, pois não se fazem omeletes sem ovos nem à conta de estagiários que vieram substituir quem sabia. Bom domingo.

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Obrigada!