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18 março 2013

Um ciclista e um carro

No caminho que faço de casa à escola da infanta, apanho vários cruzamentos. Hoje de manhã passei um desses cruzamentos e parei logo a seguir, para deixar uma senhora atravessar na passadeira (diz que é isso que o Código da Estrada manda fazer). Quando estava a arrancar novamente ouço um barulho e sinto uma batida. Pensei que fosse a minha querida filha a dar um salto na cadeira, como de vez em quando se lembra de fazer. Olho pelo retrovisor para a desancar e vejo um ciclista a levantar-se do chão. Não percebi de onde o homem apareceu, não percebi como pôde bater-me, não percebi como não me viu. Quer dizer, o sítio onde eu estava tem tudo menos falta de visibilidade! Não percebi, juro.


 


[Ninguém se magoou. Ele levantou-se e seguiu caminho, eu fiz o mesmo. Depois, cheguei ao escritório do meu marido e vi que tinha duas amolgadelas no pára-choques traseiro. Como eu sou assim a antítese da pessoa-que-conhece-cada-mazela-que-o-carro-tem, perguntei se aquilo já ali estava. Ele diz que sim, portanto o senhor ciclista destrambelhado não me lixou o pára-choques. Tudo está bem quando acaba bem, não é?]

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