-->

Páginas

22 abril 2013

Coisas que me acontecem... (episódio não-sei-quantos-mil)

Nota prévia: moro numa rua onde é complicado estacionar (e "complicado" é eufemismo). Aqui ao lado há uma churrasqueira (já vão perceber).


 


Sexta-feira, cerca das 20h, carro carregado de sacos de compras e dois miúdos pequenos. Chego aqui à rua, onde vislumbro uma série de carros estacionados em segunda fila, sinal de que não há lugares vagos para estacionar. Já quase a chegar ao meu prédio vejo um lugar, mesmo em frente à churrasqueira. Faço sinal para estacionar. À beira do lugar está um polícia que me faz sinal para seguir. Esbugalho os olhos a tentar perceber o que se passa. Sigo caminho, como me mandou fazer a autoridade. Olho pelo retrovisor e vejo uma carrinha da PSP a estacionar no lugar que eu vi primeiro, onde cheguei primeiro e onde o polícia não me deixou estacionar. Volto o carro, incrédula. Vejo os polícias a sair da carrinha e a dirigirem-se para a churrasqueira.


 


Iam apanhar ladrões? Não. Iam atrás de um homicida? Não. Iam resolver uma altercação? Não. Iam resolver uma situação de violência doméstica? Não. Iam jantar.


 


Portanto, um polícia não me deixou estacionar num lugar que não tem qualquer indicação de reserva ou prioridade para que a carrinha deles pudesse lá estacionar, para que ele e os colegas pudessem ir jantar. Está certo...


 


(Fiquei a ferver. Acho inadmissível, pronto).


 


[E tive que parar o carro em segunda fila, descarregar as tralhas todas, tirar os miúdos e ir pô-los dentro do prédio. Entretanto apareceu o meu marido que acabou por ir estacionar o meu carro. Igualmente incrédulo e a ferver...]

7 comentários:

  1. Esse tipo de atitude não me espanta dada... A prima do P. mora perto de uma churrasqueira que apenas faz comida para fora (deliciosa, há que dizer), e um dia chamou a polícia numa emergência e ao ver que eles nunca mais chegavam, espreitou da janela dela pode ver que estavam 3 carros da polícia à porta da dita churrasqueira. Não esteve de modas e ligou novamente para a central e mandou vir com eles. Depois disso foi um ápice.
    Sacanas pá.

    ResponderEliminar
  2. Eu era gaija para pedir ajuda aos policias ahahahaha

    ResponderEliminar
  3. Eu acho que armava um barraco!

    Que lata pá!

    ResponderEliminar
  4. Esse tipo de atitude é tão frequente... E irem ao supermercado, terem vários lugares à disposição pelo parque fora, e escolherem o que fica mesmo à porta e que, portanto, é para deficientes? (http://instagram.com/p/RdVgNCTNYi/)
    E estarem a seguir felizes da vida, a ritmo descontraído, e pq o semáforo muda para vermelho, acenderem as luzes p poderem passar na mesma?
    Tantas e tantas... e, já se sabe, vá um comum mortal fazer queixa disto e ainda tem mas é a polícia à perna a fazer-lhe esperas para o multar "que é para aprender"!...
    Triste país este onde a 'autoridade' é antes uma ferramenta para exercício do poderzinho pequenino (mas também não me admira muito q assim seja, c/ o nível de exigência à entrada de novos "recrutas"... tive um colega 'louro-burro' no secundário que não ía conseguir fazer sequer o 10º e já tinha o plano delineado: "vou para a polícia, lá consigo!", e assim vamos....)

    ResponderEliminar
  5. E não lhe disseste nada?!?!?!
    Ai se fosse eu....

    ResponderEliminar
  6. Que vergonha!
    Eles de facto acham que tudo podem!

    ResponderEliminar

Obrigada!