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26 abril 2013

Do feriado

O pai a trabalhar, como acontece em TODOS os feriados. Nós em casa, em modo "let's party". Acordámos relativamente cedo (9:30 num feriado é cedo, certo?). Pequenos-almoços tomados e o sol lá fora a chamar por nós. Pediram-me para fazer o que costumam fazer com o pai nas manhãs de sábado: ir brincar para a rua, aproveitando a esplanada do café em frente a casa (e isto, para mim, diz muito: apesar do pouco tempo que passam com o pai, trabalho oblige, eles absorvem cada minutinho e é tempo muito bem aproveitado). Fomos. Levei dois frascos de bolas de sabão e levei o meu livro. Andaram por ali, a brincar, conversámos, ela comeu um gelado, ele comeu um chocolate, eu bebi um café, tudo debaixo daquele sol quente e feliz. Depois pediram-me se podiam ir ver os esquilos à loja dos animais que fica ao lado. Foram. Eu abri o livro e li quatro páginas. Fui buscá-los e contaram-me, todos contentes, que tinham pegado num coelhinho ao colo. Olhos a brilhar, claro. No caminho de regresso a casa entrámos no talho e na mercearia, eles sempre felizes e conversadores.


Depois de almoço consegui que dormissem os dois a sesta. Li um bocado, andei por aqui. Quando acordaram voltámos a brincadeira (e à desarrumação - esta casa, nos feriados e nos fins-de-semana, assume um ar pós-furacão impressionante). Fiz um jogo de palavras para ela, quer me pede insistentemente que a ensine a ler. Banhos dados, jantar preparado e o pai chegou. Andou a arrumar tralhas que eles desarrumaram, jantámos, a miúda a comer a uma velocidade supersónica (coisa rara!) porque estava a dar o Benfica e ela queria ver (tenho que gravar um ou outro jogo, para os usar como truque para ver se ela não demora uma hora a comer - sim, é desesperante...).


Acabaram de jantar os homens, sentaram-se todos a ver a bola, a senhora mãe tratou da cozinha e aproveitou aquele bocadinho de silêncio para ler mais um bocado (explico esta obsessão de ontem com a leitura no post seguinte).


Deitei-os - o pai já tinha apagado porque, não bastando ter estado a trabalhar no feriado, ontem foi quinta-feira e ele levantou-se às 3h15 para ir trabalhar. Deitei-me, li mais um bocadinho e eis que me aparece o mini-homem à porta do quarto. Saltou para dentro da minha cama - este nunca dormiu connosco. Dois minutos depois aparece a irmã. Saltou para dentro da minha cama e ali ficámos os quatro, ela e o pai a dormir - e a ressonar -, eu e o miúdo acordados... ele a dançar, a virar-se, a cantar, a dar pontapés no ar - e na minha cara - a brincar, a contar histórias, e eu a ver quando é que ele cedia ao cansaço. Dei-lhe uma hora. Não cedeu. Peguei nele e levei-o para a cama dele. Peguei nela e levei-a para a cama dela. Cheguei à minha cama e não tinha sono, mas não quis acender a luz e pôr-me a ler sob pena de me dar uma insónia e passar a noite em claro. Devo ter adormecido logo de seguida... para acordar menos de uma hora depois com o miúdo a chamar por mim porque tinha deixado cair o boneco-de-dormir dele.


 


Resumindo: estou cansada... e vou recuperar hoje, já que o fim-de-semana se prevê agitado e cheio de coisas giras para fazer!


 


Adenda: fui chamada à atenção por uma amiga para o facto de ter dito que ele trabalha em TODOS os feriados. Esqueci-me do Natal e do Ano Novo, que calham numa das três semanas que ele tem de férias por ano (sim, só tira 3 semanas, que nem sempre significam 15 dias úteis, bastando que esses feriados calhem em dias de semana). Em alguns anos também não trabalha no 15 de Agosto, se apanhar as nossas duas semanas de férias de verão. É a vida...

2 comentários:

  1. Foi um grande feriado, mais parecia um fim-de-semana :)
    Tens que lhes arranjar um coelhinho para eles mimarem!

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  2. No way!! Não temos casa para ter bichos... (eles sabem disso e entendem... mas claro que passam a vida a implorar por um gato, coisa que não vai acontecer enquanto vivermos nesta casa).

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Obrigada!