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02 abril 2013

Guest Post #1_Bridezilla

{A minha primeira convidada é uma descoberta recente, para mim. Encontrei o blog dela há pouco tempo, foi por causa dela que aterrei na Papel, é com ela que escrevo a quatro mãos o Frente&Verso. Conheçam um bocadinho da Margarida, jornalista maravilhosa que "mora" no blog Cenas Diversas. Espero que gostem! E obrigada, Margarida!!}


 


 


Eu sempre disse que as pessoas se enervavam demasiado com a história dos casamentos, mas começo a calar-me em segredo enquanto o grande dia se aproxima a passos largos. É certo que vamos fazer uma coisa pequenina, que só convidámos as pessoas mais próximas, que tivemos mais do que tempo para preparar tudo. A saber: comprámos as alianças quando ainda faltavam seis meses, para aproveitar a baixa do preço do ouro;  a quinta e o ‘catering’ praticamente já estavam decididos e foram marcados com o mesmo tempo de antecedência.; o  tecido para o vestido de noiva foi comprado cinco meses antes [o que significa que andei a experimentar vestidos uns sete meses antes do grande dia]; os sapatos foram mandados fazer ainda no ano passado e os convites ficaram prontos a quatro meses do dia…


 


O problema é que com a teoria de que “ainda falta imenso tempo”, de repente não falta tempo nenhum e ainda há imenso que fazer. E obviamente os noivos não tiraram férias antes do dia porque a) recusamo-nos a perder dias de Verão para organizar algo que está praticamente organizado, e b) acho que a tensão dos dias anteriores ia dar cabo de mim se estivesse sem trabalhar.


 


Mas eu sou uma pessoa que se enerva. E já estou aqui em tremores porque os padrinhos ainda não fizeram as orações dos fiéis que lhes competem quando eu já preparei todo o livro da celebração. Estou a organizar-me para fazer uma lista do que temos para deixar preparado nos dias anteriores ao Wedding Day: as malas para a Honey Moon, a mala para a noite pós-casório,  a chave de casa entregue aos amigos ‘pet-sitter’, o calendário do que tem que ser pago e a quem… Depois há aquelas coisas de que ninguém dá conta,  mas que ocupam uma boa parte do nosso tempo: confirmar presenças, pensar na organização das mesas, confirmar as flores para todo o lado, enviar os conteúdos para que as nossas amigas-mais-fofas possam fazer as ementas, os marcadores de mesa e por aí vai. Falar com o fotógrafo, com o DJ, com os senhores do ‘catering’. Marcar massagens, limpezas de pele, cabeleireiro.


 


Se tudo isto é importante? Não, não é o MAIS importante. Temos plena consciência de que seríamos felizes a casar, somente, sem grande festa a seguir. Mas tal como numa festa de aniversário, queremos que o dia corra bem. Queremos que as pessoas se sintam confortáveis e bonitas numa festa que também é delas, porque os nossos amigos e familiares são parte deste caminho que tem no nosso casamento uma etapa muito muito importante. Queremos ter tudo preparado antes do dia para garantir que conseguiremos viver o momento sem dramas, sem pressas, sem sobressaltos.


 


Há dias em que, confesso, dou por mim a pensar: “onde raio tinha eu a cabeça para me meter nisto”? Mas logo a seguir a resposta aparece: quero, queremos que as nossas pessoas sejam parte da nossa felicidade. Agora, há que saber contrabalançar os nervos e não fazer disto um drama.


 


Por norma os meus momentos de tensão só aparecem à noite. Se estou ansiosa durante o dia? Sim, às vezes. Mas só quando estou efetivamente a tratar de coisas para o casamento é que a tensão se agudiza. No entanto, há um trabalho que tem que ser feito para evitar entrar no estado ‘bridezilla’, sobretudo quando falta tão pouco tempo. Para quem estiver interessado, as minhas ‘top tips’:



  1. Não falar somente do casamento. À pergunta “está tudo tratado, não está?”, a resposta é sempre: “Sim, está tudo praticamente pronto”. Isto não só nos convence como evita que outros criem tensões sobre nós.

  2. Ter uma folha – um caderno, um bloco de notas – com tudo anotado com os prazos a cumprir. Isto ajuda a esquematizar e a não entrar em pânico sem necessidade.

  3. Não sucumbir à histeria das amigas, nem permitir que façam perguntas em catadupa ou que deem sugestões sobre tudo. Parece uma medida dramática, mas chega uma altura em que é preciso tomar decisões sozinha(o) ou somente em casal. Não é por mal. É para garantir alguma sanidade mental.

  4. Delegar tarefas. É a mais difícil e mais importante decisão a tomar. Um mês antes já sei exatamente quem estará responsável por quê no grande dia e vos garanto que até o meu telefone vai estar longe de mim. Delegar tarefas para uma ‘controll-freak’ como eu é um drama mas tenho a certeza de que também vai ser – já está a ser – uma bênção.

  5. Assumir com o noivo um compromisso muito sério: vamos divertir-nos MUITO no dia do nosso casamento. Se não, nada disto terá valido a pena!


 


PS – Obrigada Lénia, pelo convite. Serviu, também, para me ajudar a esquematizar o que ainda falta fazer. E na verdade não falta quase nada. Olha que boa surpresa... :D

1 comentário:

  1. Vai correr tudo bem :D! Tenho acompanhado a organização de um casamento de uma amiga - com todos os pormenores, como referiste. Dei-lhe uma sugestão que vi num casamento e achei divertido. Deixo-a aqui também: Em cada uma das mesas de convidados uma maquina fotografica descartavel com 24 fotografias e uma lista de "situaçoes" a registar :D!
    As situaçoes dependem da criatividade de cada um e a parte mais divertida é quando se revelam as fotografias! é brincadeira para custar 100 euros (com as revelaçoes - o digital é mais em conta, mas torna a logistica mais complicada), mas é uma coisa diferente.
    Beijinhos e felicidades!

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