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06 maio 2013

Coisas que me acontecem (episódio muitos)

Na terra onde vive a senhora minha mãe está instalada a feira de Maio - acontece todos os anos, desde os primórdios dos tempos (talvez não tanto, mas lembro-me deste "evento" desde sempre).


Ontem, dia de ir almoçar com a mãe, a minha filha aproveitou-se da efeméride "dia da mãe" para me cravar uma ida à feira. Carrosséis, portanto. E eu, imbuída do espírito de mãe, lá fui com ela, num passeio a duas.


Calha que aquilo estava cheio de gente. Com um ar duvidoso, vá. (Sim, é o tipo de sítio onde há assaltos várias vezes ao dia. Já sabia isso, portanto não levei nada que fosse "roubável").


Bom, plantei-me na fila para o carrosel onde ela queria andar, para comprar as senhas. Comprei. Atrás de mim, uma senhora trata de proporcionar o seguinte momento lúdico:


 


Cliente: queria um bilhete, por favor.


Bilheteira: são dois euros.


Cliente: podem ir duas crianças, né? Vão no mesmo carro... (Nota: é um daqueles carrosséis que têm carros, motos, carros de bombeiros, etc.; algumas coisas são monolugar, outras têm dois lugares e outras, quatro. A senhora assumiu que, indo as duas crianças no mesmo carro, só precisava de pagar um bilhete...)


Bilheteira: não. É um bilhete por criança.


Cliente: então são dois bilhetes, por favor.


Bilheteira: leve quatro bilhetes por cinco euros.


Cliente: como é que quatro bilhetes é cinco euros?! Se um bilhete é dois euros, dois bilhetes é quatro euros. Quatro bilhetes a cinco euros... tu tás-me a enganar!!


Bilheteira: não. Fica mais barato assim. Porque seriam quatro bilhetes a oito euros, mas nós fazemos a cinco euros.


Cliente: num tou a perceber. Tu tás-me a enganar!


Bilheteira: fica a um euro e vinte e cinco, assim.


Cliente: ah, então pode ser. Mas eles não precisam de andar tudo agora, né?


Bilheteira: não, podem andar mais tarde ou noutro dia.


Cliente: ok...


 


E lá foi à vida dela... E eu ali ao lado a tentar perceber se a cliente estava a gozar (não estava). E a tentar não me rir...


A minha cria andou duas voltas e eu acabei com aquilo, disse que estava muita confusão e que voltávamos noutro dia. Comprei-lhe um algodão doce e, ao receber o troco, lá estava um miúdo com mau ar a olhar-me para as mãos... Portanto, perante aquele cenário, o melhor foi mesmo fazer inversão de marcha e regressar à base. A miúda adorou, divertiu-se, lambuzou-se com o algodão doce e agora não se vai calar até que eu a leve lá de novo para gastar as senhas que sobraram...

5 comentários:

  1. Estaremos assim tão perto?
    Aqui pertinho também há sempre a feira de Maio, isto desde que me conheço.
    Boa semana

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  2. Só por acaso essa feira não é no Cacém? Passei por lá ontem a caminho de casa...

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  3. Hum, cheira-me tanto que estás a falar do Cacém com os seus belos carróceis ali ao pé da estação. Feira de Maio era no tempo em que a feira era mesmo uma feira :)

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Obrigada!