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18 setembro 2013

The day after

Hoje acordei sem sentir o peito. Quer dizer, a sentir tudo e mais um par de botas. Dores horríveis. Claro que o pensamento imediatamente a seguir foi "hoje não vou ao ginásio". Mas fui.


15 minutos de passadeira, sempre a aumentar a intensidade. Isto é suicida. Eu habituei-me a andar um minuto para aquecer, depois a correr dois minutos, depois a andar mais um minuto e por aí em diante. Não posso. Tenho que ir aumentando a intensidade até estar ali a ganir. Bom, fez-se.


10 minutos de elíptica. Nada a declarar, já me habituei, não é coisa que me tire o sono.


10 minutos de remo. E uma porca a torcer o rabo. Sentei-me naquilo (que foi o aparelho que, no primeiro dia, me pôs a vomitar) e pensei: faço 5 minutos. Cheguei aos 5 e pensei que aguentava até aos 6. E depois aos 7. E não desisti. 10 minutos, como manda o plano.


10 minutos de stepper. Gargalhada. Aquela máquina é diabólica. Calha que também é a máquina que mais toucinho queima, portanto há que insistir. Fiz 5 minutos, já em sofrimento. Amanhã faço 6, pelo menos. Um dia de cada vez.


O instrutor perguntou-me, logo no início, se eu estava bem e como é que me sentia. Acusei as dores no peito, mas expliquei que não tencionava baldar-me ao treino muscular que hoje seria precisamente de peito e pernas. E não me baldei. Fiz tudo, as séries todas, os pesos todos, tudo direitinho. Claro que continuo cheia de dores no peito. E claro que amanhã vou estar pior, o que vai ser óptimo, já que amanhã é dia de ombros e costas, que é coisa que também massacra. Mas não há-de ser nada.


 


[Não sei se perceberam que este não é um post sobre ginásios e exercícios. É um post sobre desistir, resistir, aguentar. É um post sobre esforço e sobre limites. Todos somos capazes de tudo. Mais de metade dessa capacidade está na nossa cabeça: mind over body. Quando achamos que não conseguimos mais descobrimos que afinal até conseguimos. Basta tentar. E erradicar o verbo desistir do nosso cardápio de verbos disponíveis. De caminho, convém acreditarmos em nós. E levar a coisa como se fosse um jogo: temos que nos superar, cada dia um bocadinho mais. Todos somos capazes de tudo. Basta querer.]

2 comentários:

  1. Neste ginásio onde ando desde Abril já interiorizei que nunca posso dizer que não consigo porque acabo por concluir que consigo com mais ou menos esforço. Quando fiz leg press pela primeira vez mal conseguia subir a prensa sem peso nenhum. Quando o instrutor me disse para colocar 10 kg de cada lado chamei-lhe maluco. A verdade é que fiz. A semana passada cheguei lá e tinha uns pesos de 45kg colocados. Como não conseguia tirá-los tentei fazer assim e não é que consegui? O mesmo com exercícios de ombros (o meu maior pesadelo, tenho pouquíssima força de braços e ombros). Começei com 2kg, agora já consigo com uma barra de 10 kg. Enfim, aos bocadinhos e sem desistir chegámos lá. Claro que aos instrutores ajudam e o facto de me "picarem" e desafiarem comigo funciona bem :)

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