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31 outubro 2013

Escrever

Não sei onde raio enfiei o meu caderno de todas as horas. Ando (andava?) com ele para todo o lado, a fazer par com o livro que esteja a ler no momento. Sempre que tenho tempo para matar deambulo entre a leitura e a escrita, pelo que me sinto nua se não tiver comigo estas duas "peças de roupa". Acontece que não sei onde raio enfiei o caderno. Acontece também que o dito é valioso. Para mim, mais do que para o mundo. Tem crónicas, ideias, planos, projectos. Tem peças de um puzzle que sou eu, que é a minha vida. Tem carimbos da minha criatividade. Ou tinha, porque não sei onde raio o enfiei e desconfio que não volto a pôr-lhe a vista em cima. Donde... preciso de um caderno de todas as horas novo. Igual ao anterior, que foi o único que não acabou emprateleirado com apenas duas ou três folhas escritas. Hoje. Belo dia para iniciar um caderno novo.


 


[No fundo, até calha bem. Estou a imprimir três capítulos e meio - daquilo que tu sabes -, vou relê-los e voltar a pegar nisto. Já sinto o bichinho a roer-me por dentro. Está na hora. Soltem-se as palavras, escreva-se o mundo.]

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