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03 outubro 2013

Gostar de mim

De vez em quando tenho "breakdowns" - alturas em que não gosto de mim e deixo que a nuvem negra se instale aqui por cima. Como o meu filtro é reduzido, essas alturas acabam partilhadas convosco, aqui no blog. Depois tenho alturas em que a nuvem está calminha e ando bem. (Podem guardar as teorias de bipolaridade no bolso que já sabem que isso aqui não cola). Sei há muito tempo que não dependo de ninguém para gostar de mim a não ser de mim mesma. Nunca tive grandes dramas de auto-estima. Sempre me aceitei. Sempre aceitei o facto de que era uma miúda exótica mas não bonita. Nunca fui a mais magrinha lá do bairro, nunca fui a miúda com mais estilo. Sempre fui inteligente e também sempre achei que essa seria sempre a minha principal característica (não tenho problemas de modéstia, neste departamento. Sad but true...!).
Já se sabe: com as gravidezes deixei-me andar e cheguei àquele ponto horrível de não gostar de mim, quando me via ao espelho. Também se sabe: dependia de mim mudar isto. Mil dietas, muita fominha passada (horrível, horrível e nada produtivo!) e muitas escapadelas às tais dietas de passar fome. Resultado: tudo na mesma. Um ano de ginásio, mais ou menos assiduamente, a fazer aulas que, achava eu, eram puxadas. Resultado: alguma tonificação mas nenhuma mudança drástica.


A verdadeira mudança veio precisamente com o ginásio. Percebi que tinha que me esfalfar para conseguir o que quero e é o que tenho feito. Mudei-me para o cardio/musculação, fiz um plano de treino há 2 semanas e meia, tenho ido todos os dias, estou lá entre 1h30 a 2h, a treinar, saio de lá a pingar mas... feliz. Porque, em duas semanas, os resultados começam a aparecer. E isso é altamente motivador: como vejo coisas boas a acontecer, consigo controlar o que é mais complicado para mim: a comida. Tem sido um processo difícil, mas sinto que estou no caminho certo. Já me deixei de ilusões: não tenho 20 anos e não vou voltar a ter o corpo que tinha aos 20 anos. Mas sei que mereço gostar de mim, e isso passa por gostar do que vejo no espelho. Importa-me a minha opinião sobre o assunto, não as opiniões dos outros (como a de uma alminha que, um dia, me perguntou em tom de nojo como é que era possível eu ter-me deixado chegar aos 65 quilos, como se 65 quilos fossem assim uma coisa do outro mundo). Faço isto por mim, não pelo resto do mundo. As pessoas que me importam (o meu marido, mais do que tudo) nunca me criticaram pela forma como estava. Sei que gostavam de mim na mesma. Eu nunca duvidei de mim, mas aprendi que nem tudo acontece por obra e graça do estpírito santo. É preciso esforço, dedicação e acreditar. Eu acredito: agora acredito. Agora consigo ver que sou capaz, mas cheguei a achar que devia ser a única pessoa no mundo que era incapaz de seguir um plano alimentar e de exercício como deve ser. Custava-me ver que andava a comer pouquíssimo e que nada acontecia - claro! Passava fome, depois ia cometendo "pecados" graves, para compensar a falta de comida a sério. Custava-me ver que andava lá no ginásio e que nada mudava - claro! A alimentação tem um papel fundamental e esta parte não era cumprida, nem de longe!


Agora atinei. Tenho tido os instrutores do ginásio a ajudar, sinto-me evoluir de dia para dia e sei que sou capaz. Vai demorar, mas vou chegar lá. E, pelo meio, vou andando feliz, que é o que realmente me interessa.

3 comentários:

  1. O mais importante é te sentires mesmo feliz. E és uma inspiração para outras pessoas, acredita :)

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  2. Sara Félix9 de outubro de 2013 às 18:37

    Boa, boa, boa! E isso é tão bom de ler! Quero muito seguir esse exemplo ;) beijo

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Obrigada!