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14 outubro 2013

Vencer o medo

Eu, a destemida, vivo com medo. Se me perguntarem de que tenho medo, respondo que não tenho medo de nada. Não tenho medo de baratas, nem de cobras, nem de osgas (olá, mãe), nem do escuro, nem de alturas. Não tenho medos "palpáveis" nem "identificáveis". Mas tenho medo: de falhar, de não conseguir, de não ser capaz. Lido com isso da forma mais simples que há: não indo a jogo. Se acho que posso falhar, prefiro nem tentar. Não sei lidar com falhanços nem com derrotas. É estúpido, eu sei. Mas é assim. 


É o medo que me faz não dar o máximo no ginásio, por exemplo. Se acho que vou cansar-me, estou ali a meio-gás, a gerir energias. Chego ao fim cansada mas não de rastos. Transpiro mas não ando ali quase a tombar. Até.


Hoje cheguei lá e pensei que já chegava. Hoje era altura de deixar o medo à porta. O ginásio estava à pinha (geriatria mode: on), não havia passadeiras livres. Fui para a elíptica aquecer em 10 minutos. Dali segui para o stepper. Aquilo está programado para 10 minutos e depois desliga-se automaticamente. Fiz os 10 minutos, descansei... e fiz mais 10. No dia 17 de Setembro, dia 1 do meu plano de treino, aguentei 5 minutos na máquina e desisti. Hoje, menos de um mês depois, fiz 20 minutos sem problema nenhum. Encharquei a t-shirt, mas não desisti nem estive à beira do colapso. Continuei o treino com 15 minutos de passadeira e com a parte de musculação. No final, a fechar... 10 minutos de stepper. De novo. Sem medo e sem dor. E fiquei a pensar nisto...


A dor, ali, é reflexo do medo. Percebi isso hoje. Se eu for para lá sem medos, se me entregar, se não pensar, se desligar o complicómetro, chego ao fim sã e salva, cansada mas realizada. Se puser a alma naquilo não há o que possa correr mal. Há o tentar, o aguentar e o conseguir. Foi o que fiz hoje. Já passaram umas horas e não me dói nada. Se tivesse que ir para lá agora repetir o treino, ia. Sem problemas. E não é porque o meu corpo já esteja habituado (que, quando percebo que determinado exercício já é fácil, aumento a parada). É mesmo porque vou com tudo e ao mesmo tempo sem nada: preocupações, problemas, afazeres, ficam à porta. Ali somos só nós: o meu corpo e a minha cabeça, numa luta mano-a-mano.


Moral da história: se eu consigo, toda a gente consegue. E a velha máxima "mind over body" é tão, mas tão real...


 


[Again, este não é um post sobre ginásios. É um post sobre superação, auto-conhecimento, limites. E sobre acreditar.]

5 comentários:

  1. O ginasio faz-me bem ao corpo. Mas essencialmente faz-me bem à mente...porque os progressos e os resultados naquela meca do suor (lol) nos fazem sentir(nos outros quadrantes da nossa vida) mais ageis, mais motivados, mais capazes de conquistar o mundo, mais...vivos.

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  2. O medo é uma das coisas mais difíceis de vencer, principalmente o medo de falhar que nos impede de viver em pleno!

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  3. É isso mesmo, Jack. O bem que aquilo nos faz não termina ali: estende-se ao resto da nossa vida. E vai tudo à frente!! (Bjs, Chloe.)

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  4. Bom dia,

    Muitos parabéns pelos progressos feitos no ginásio. Físico e não só...
    Estou numa situação semelhante à tua. E tem sido um orgulho pessoal conseguir mais, mais e mais! Cada treino... cada semana, um pouco mais! Mais carga, mais técnica, mais suor! E é sem dúvida como dizes, os benefícios de bons treinos, vão muito além das conquistas físicas...
    Eu consigo, nós conseguimos! Continua o bom trabalho!
    bjs

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  5. E é tão boa esta sensação! :D Keep it going!

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Obrigada!