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09 março 2014

A arte de reinventar comida

Desde que mudei a minha alimentação tenho enfrentado desafios constantes. Não vivo sozinha e se aos almoços estou por minha conta, aos jantares e aos fins-de-semana a coisa não é bem assim.

Podia fazer comida diferente para mim e para eles. Ou posso reinventar o que faço para eles, adaptando ao que quero/posso/devo comer.

Exemplos? Deixei de comer arroz branco. Passei a comer arroz integral, quinoa, amaranto e millet (tudo coisas sem glúten). Quando faço pratos de arroz para eles, substituo por um destes ingredientes para mim. Já fiz quinoa de polvo, quinoa à valenciana, quinoa de grelos, amaranto de peixe, entre outras coisas. O processo é simples: faço a base dos pratos e, antes de juntar o arroz para eles, retiro parte da base para mim e faço em separado.

Hoje, por exemplo: bacalhau à Brás. Antes de juntar a batata palha retirei parte do refogado para outro tacho. Tinha cortado um bocado de alho francês em juliana fininha. Juntei ao refogado, deixei cozinhar o alho francês, juntei um ovo mexido e pronto: bacalhau à Brás para mim, 100% saudável, sem coisas que não quero comer.

É um desafio, que é. Mas é tão bom conseguir fazer uma alimentação saudável sem abdicar do prazer de comer!

2 comentários:

  1. mas se em vez de utilizares a batata palha de pacote e a fritares em azeite também é saudável...




    en azeite

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    1. Ana,

      Fritar coisas em azeite é tudo menos saudável!!! Quando muito aquecido, o azeite transforma as suas moléculas de gordura monoinsaturada (gordura essa que aumenta o colesterol bom HDL e reduz o colesterol mau LDL, além de reduzir o risco de enfarte ou AVC) em gordura saturada onde a sua margem aceitável de consumo é muito baixa, e que sob o menor excesso já é prejudicial à saúde. Para além de tudo isso, o aquecimento do azeite gera outras substâncias nocivas ao organismo e literalmente destrói compostos importantes ao nosso corpo.

      Fritar coisas, seja no que for, não entra na minha lista de coisas aceitáveis. Por isso prefiro mesmo continuar com o alho francês que é, esse sim, 100% saudável.

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Obrigada!