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20 março 2014

Frente&Verso - Musicais

[A Margarida adora...]

Quando eu tinha 14 anos a minha irmã mais velha ofereceu à minha irmã do meio um ‘Best off’ do Andrew Lloyd Webber, que lhe tinha trazido de Londres. A minha irmã do meio atirou com aquilo para um canto e eu percebi que tinha descoberto uma das paixões da minha vida: os musicais. Do CD até ir descobrir os ditos foi um pulinho e sou fãZaça da coisa.

Por curiosidade, o musical de que menos gosto – embora goste imenso da banda sonora – é o Moulin Rouge. Não gosto do ritmo, acho que a voz dela não tem a mínima graça..enfim. Não importa. De resto, bring it on. Pierce Brosnan a cantar no Mamma Mia? Eu oiço. Russel Crowe a fazer um péssimo papel n’Os Miseráveis? Eu vejo e até me emociono, com alguma sorte. Fantasma da Ópera? Mil vezes. Cat's? Só me falta andar aos pulinhos…adoro, adoro, adoro.

Para mim, a vida era feita de musicais, com personagens que abrem a boca e saem as melhores canções do século e adorei que a vida do Johny Cash, com o Joaquin Phoenix – a pessoa menos musicável se pensarmos em musicais – fosse um musica em que ele e a Reese cantaram e cantaram e cantaram.

E, entre os meus filmes favoritos, está o Les Choristes – adivinhem que género de filme é…

Eu sou uma pessoa ‘musical’. Lá em casa acontece, imensas vezes, respondermos um ao outro com canções que se adequem aos momentos. As pessoas às vezes acham que somos loucos – não posso dizer que é totalmente mentira – mas dá-nos imenso prazer. Obviamente que as músicas pirosas são as favoritas, porque dão sempre para responder a tudo. Por exemplo, se ele me diz algo em que eu não acredito, atiro-lhe com um “Conta-me históóóóriaaas….” do João Pedro Pais. Ou então, se eu pergunto “E eu?”, ele sai-se com o fantástico “e eu/e tu/ perdidos e sós...” do Pedro Abrunhosa. Percebem o drama? No fundo, a nossa vida é um musical daqueles que a Lénia odeia.

A música sempre me fez sentir as coisas de forma diferente. Tem o poder de me ajudar a viajar para outro espaço, para outros tempos, para outras sensações. Tem o poder de me fazer chorar ou sorrir mesmo que a letra não se oiça e eu só consiga sentir a melodia. Porque ela se sente. E por isso mesmo os musicais conseguem fazer-me sentir coisas que um filme simples não consegue.

[E agora, se vocês pudessem ouvir-me, eu despedia-me com um afinado “So thank you for the music, the songs I’m singing / Thanks for all the joy they’re bringing…”]

[... eu odeio!!]

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