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08 abril 2014

12,5km pela Oikos

De sexta para sábado dormi duas horas e meia. Como tooooooda a gente sabe, é o ideal quando se vai correr uma distância jeitosa na manhã seguinte... not! Acordei às 6h. Levantei-me sem esforço, despachei-me e às 7h estava na rua, pronta para seguir viagem. Fui ter com a Sara, com quem ia partilhar aqueles quilómetros. Deixei o meu carro no parque de estacionamento do Ikea de Loures e fomos. Fizemos a viagem com um nevoeiro cerradíssimo - mas não nos calámos, sempre becabeca a tagarelar. Muito bom! Chegámos à Lourinhã às 8h15 e já por lá havia uma data de gente - a hora de reunião era às 8h30 mas, contra aquele espírito bem tuga de chegar tarde a todo o lado, quase toda a gente se antecipou. Bebemos café, andámos por ali e nem dei conta de que horas eram quando saímos.

Corremos quase sete quilómetros. Apanhámos chuva, apanhámos lama, apanhámos poças, apanhámos gente a puxar por nós. O percurso era muito giro, um mix de estrada e trail que não era muito difícil de fazer. Por volta dos sete quilómetros o joelho da Sara cedeu. Ela avisou-me de que ia desistir. Só que tínhamos combinado que nenhuma desistia. Podíamos fazer a coisa de gatas, mas fazíamos. E fizemos. Fomos a conversar em passo acelerado durante o resto do percurso. Demorámos quase duas horas a completar os 12,5km. Não nos chateámos nada por não conseguirmos fazer tudo a correr. Nem sempre a coisa corre como planeamos e não faz mal nenhum. Ali o importante era terminar e isso fizemos. Quase a chegar à meta, por brincadeira, resolvemos voltar a correr os últimos... vinte metros, ou coisa que o valha. Chegámos a correr e há provas disso!

Foi bom, foi divertido, foi um desafio. Para o ano estaremos lá novamente, na equipa Oikos, a correr, a andar ou a gatinhar - não importa. Importa é ir e chamar a atenção para esta causa que é tão válida. 

No regresso, a Sara deixou-me ao pé do meu carro e... a coisa teria corrido bem, se o vento não tivesse fechado a porta do carro dela. Com as chaves lá dentro. Ficou trancada cá fora. Tentámos de tudo para abrir uma das portas: chaves de um cadeado pequeno, ganchos de cabelo (porque é que estas merdas só resultam nos filmes??)... e quando considerámos a hipótese de partir o vidro achámos que era melhor sentarmo-nos dentro do meu carro e esperarmos pelo marido dela. Claro que houve uma data de gente a olhar para nós de lado. Duas mulheres vestidas com roupa de corrida, uma de boné enterrado na cabeça, de volta da fechadura de um carro, a ver se a arrombavam, é coisa para dar que pensar. Bom, uma hora depois, problema resolvido pelas mãos do David que foi levar a chave suplente e salvar a princesa dele. Voltei a casa cansada, mas com uma adrenalina brutal. Mal consegui comer. Tomei um banho e... sesta a tarde toda. Tão bom! Adorei! Para o ano, no mesmo sítio, à mesma hora!

À Oikos, obrigada pelo convite! Foi um prazer!

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