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10 abril 2014

Frente & Verso - Reality Shows

Verso - A Margarida não gosta...

Eu não uma pessoa de reality shows. Sou uma pessoa de programas de televisão absolutamente inúteis e ocos, mas o único reality show que actualmente vejo – e é só quando acordo demasiado cedo ao Domingo – é o ‘Say Yes to the Dress’. Que nem sei se pode ser catalogado nessa categoria, mas eu vou colocar por descargo de consciência.
Obviamente, fui seguidora assídua do primeiro Big Brother. Foi um fenómeno nacional que era preciso acompanhar. Também vi o segundo, confesso. Mas depois disso, não me lembro de nenhum reality show a que tenha assistido com frequência.
Houve algumas noites em que a Casa dos Segredos passou na televisão lá de casa. Geralmente era nos mesmos dias em que o triunvirato do Suriname – don’t ask – se reunia para jantar. E aproveitávamos para passar uns tempos a gozar com os rodapés que iam passando à medida que a Iva Pamela tentava dar àqueles diários um ar de programa credível. Acho tudo aquilo surreal de tão mau. Não percebo o que leva pessoas a olhar para dentro de uma casa onde uma quantidade de pessoas [pouco inteligentes, vamos ser sinceros] estão a ser vigiadas 24horas sobre 24 horas. Não percebo a graça de ver quem anda aos beijos com quem, quem tem segredos tipo “matei o meu pai” – não faço ideia dos segredos, portanto inventei um que espero que não seja verdadeiro. Transcende-me, confesso.
Porque mais do que serem vazios de conteúdo – que lá conteúdo estes programas têm – o meu problema é que o conteúdo é nojento. Pessoas aos beijos, a fazerem amor debaixo dos edredons como se isso não os expusesse igualmente, a andarem meio despidos pela casa, a terem conversas absolutamente desprovidas de inteligência. Transcende-me, mesmo.
No entanto, não se enganem. Eu também vejo um monte de programas que de intelectual têm zero. E vejo-os com muita alegria: sou adepta das novelas da Globo, vejo programas tipo ‘The Voice’, ‘Master Chef’, ‘Runway Project’ e afins. Vejo séries boas e outras que são um cocó.
Adoro ver programas que não seja muito estimulantes intelectualmente, porque acho que ninguém aguenta documentários e notícias e filmes óptimos e programas cheios de conteúdo todos os dias. A verdade é que não me apetece vê-los, quando estou exausta depois de um dia de trabalho. Portanto, dêem-me Anatomia de Gray. Ou Hawai Força Especial. Ou uma série qualquer que esteja a passar que eu posso apanhar a meio e não me queixo.
Mas não me dêem Casa dos Segredos. Nem Big Brother. Nem coisas que impliquem pessoas fechadas umas com as outras durante 24 horas. Sobretudo se tiverem câmaras na casa de banho. E na piscina. E no quarto. Grata.

[Eu... oh, well...]

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