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01 abril 2014

Ténis

Os meus (ex) ténis duraram 3 anos. Quando comecei a correr, em Julho de 2011, pedi emprestados os ténis com que a minha mãe faz as caminhadas que a levam do Parque das Nações a Fátima. Percebi rapidamente que aquilo da corrida era coisa que me agradava e comprei uns ténis para mim. Sem perceber muito do assunto (mas não indo totalmente às escuras - ou seja, sabendo o básico), trouxe uns Nike Pegasus 27. Na altura já havia modelos superiores, mas aqueles eram bons e cabiam na minha carteira. Não me enganei. Nunca me deram chatices, foram sempre super confortáveis. Corri alguns quilómetros com eles, depois deixei de correr, passei a fazer ginásio e foi também com eles que fiz um ano de aulas de grupo. Começaram a ceder pelas solas. Aquilo tinha umas borrachas que se começaram a descolar e que eu, teimosa e pobremente, fui colando. Acontece que, na Mini Maratona da Ponte, metade da sola do pé esquerdo ficou no tabuleiro. Senti aquilo descolar, corri uns metros com aquilo a abanar para lá e para cá e depois deixei de sentir. Paz à sua alma.

No sábado, dia em que fui correr com a Erica para Alcântara, senti mais uma vez um bocado da sola do pé esquerdo a soltar-se. Ficou lá, algures ao pé do rio. Só que desta vez a coisa teve repercussões: quando me ponho em pé, sinto - e muito! - o desnível. Hora de reformar os ténis.

Ontem fomos ao Freeport aproveitar o último dia da campanha de Running. Na Asics, os ténis razoáveis eram caros demais para mim. Na Adidas encontrei uns fabulosos, baratíssimos, que me apeteceu trazer só pela descida de preço brutal (de €132 para... €44!). Mas eram ténis para pronadores* e eu sou supinadora. Portanto, assim que os calcei senti que aquilo não era para mim, não se adaptavam, não me sentia confortável com eles. Na Nike encontrei alguns modelos que me agradaram: óptimos, super confortáveis, adequados à minha passada, mais caros do que os Adidas, mas muito melhores para mim. Encontrámos lá um amigo de faculdade que me explicou tudo, que me confirmou a minha passada e que me mostrou os melhores negócios. Fiquei com uns Pegasus 28 debaixo de olho (feios, feios, feios, mas a estética não era importante para o caso! O que eu quero são uns ténis resistentes, com bom amortecimento e que não se desfaçam ao fim de 100km!).

Ainda assim, faltava a Sportzone. Fui lá. E encontrei uns Pegasus 29 e uns Pegasus 30 que me fizeram sentir nas nuvens. Muito confortáveis, adequados ao meu pé, um mimo. Voltei à Nike para falar com o meu amigo - se houvesse aquilo na Nike teria comprado lá, mas não havia. Trouxe os Pegasus 30. Além de serem hiper confortáveis, não são cor de rosa, o que é um plus (estou farta de equipamento feminino cor de rosa!). Hoje corri 4km com eles. Foram os meus 4km mais rápidos de sempre - nada que ver com os ténis, lógico; já ia fazer um treino rápido de qualquer maneira. Senti-me sempre bem com eles. Super suaves a assentar no chão, super maleáveis, com um amortecimento excelente.

Esperam-nos mais 696km de muito suor (bom, na verdade, espero que façam mais de 700km!). Ora considerando que entre dia 16 e hoje corri... cerca de 50km, acho que não vou demorar 3 anos a voltar à Sportzone para procurar os próximos ténis. Nike, quase de certeza!

* Há 3 tipos de passada: pronada, supinada e neutra. A supinada é a mais rara (3 a 5% da população mundial, apenas...) e a que tem menos equipamento disponível. Mas corre-se bem com ténis para passada neutra e acho que é isto que o pessoal não profissional acaba por comprar. Se quiserem saber que tipo de passada têm, podem fazer o teste em várias lojas (nomeadamente, na Nike, na Sportzone do Colombo, na Prorunner, na Asics do Freeport, entre outras).

[Este post NÃO é patrocinado, nem nada que se pareça!! Mas podia ser, ouviram, meninos da Nike??]

1 comentário:

  1. Realmente umas boas sapatilhas fazem toda a diferença! Espero que faças umas boas corridas!

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