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08 maio 2014

Frente & Verso: comprar ou arrendar?

O Verso da Margarida, que adoooooora mudar de casa...

Nunca pensei nisso, confesso. Nunca fez parte dos meus objectivos e nem sequer sei porquê. Simplesmente não  me passava pela cabeça. Nem passa, ainda. Comprar casa, para mim, sempre foi uma das últimas das prioridades da minha vida. Sempre sonhei com o que gostaria de ser, que curso quereria tirar, que metas gostaria de atingir em cada idade. Sempre soube que viagens gostaria de fazer, onde gostaria de poder gastar dinheiros…e sempre assumi que viveria numa casa arrendada.

Por várias razões. Primeira: eu ADORO mudar de casa. Pensar numa casa onde hipoteticamente terei que viver o resto da vida deixa-me absolutamente nervosa. Segunda: Sendo a renda de casa a maior fatia do meu orçamento mensal, é importante para mim perceber que a posso controlar. Ou seja, se em caso de necessidade eu precisar de reduzir o valor da renda, ou se eu precisar de uma casa com mais um quarto, quero ter isso na minha mão. Quer poder decidir e mudar em dois ou três meses sem bancos à perna. Terceira: sempre acreditei que a vida nos pode levar para imensos lugares. Pensar que tenho uma casa minha que, em caso de eu querer ir para outro sítio qualquer, tem que ser cuidada, deixa-me nervosa.

Não faço questão nenhuma de ter casa própria. Talvez porque os meus pais tenham tido, e saiba que há sempre uma para onde voltar. Não sei. Mas sei que dispenso empréstimos ao banco para comprar uma casa. Dispenso ter despesas como IMI, IMT, reparações, seguros de vida e seguros afins. Dispenso mesmo. Se calhar é um erro e daqui a uns anos vou estar a pensar de forma diferente, mas sinceramente nunca me passou pela cabeça ter casa própria antes dos…sei lá. Cinquenta? Não sei o que leva pessoas a comprar casas, porque acho sempre que podem fartar-se das casas e depois não podem trocar – ao contrário de mim. Para além de que uma casa é algo estupidamente caro, em Lisboa, e eu recuso-me a viver fora da cidade. É muito mais barato, é rápido, bla bla bla, mas sinceramente? Troco a diferença da renda de casa por uma vida dentro da cidade, com tudo o que isso tem de mais e menos vantajoso. Porque para mim são só vantagens – talvez tenha sido porque vivi demasiado tempo no campo, sabe Deus.

Não, para mim comprar casa não faz parte dos planos. Se um dia acontecer, se pensarmos nisso e passar a fazer sentido, muito bem. Se não, não me vejo, sinceramente, a escolher a casa vou ter que viver o resto dos meus dias. Só a ideia disso arrepia-me – e não me digam que compramos casas para depois ir viver para uma casa arrendada porque todos sabemos que isso acontece muito pouco entre as pessoas que decidiram comprar casa.

Não quero. Pronto.

[E a opinião desta que se assina e que odeeeeeeeeeia mudar de casa!]

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