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13 maio 2014

Operação Nariz Vermelho

O meu filho está doente. Constipou-se, a coisa galopou, faltas de ar, uma aflição brutal, mãezinha a caminho do hospital com ele, ontem de manhã (depois de uma noite em claro em que ele ora chorava, ora dormia a fazer uns barulhos estranhíssimos e muito aflitivos).

Atendimento super rápido, super eficiente, como se quer. E não, não paguei por isto - fui a um hospital público mesmo. Calha que o crianço está com uma infecção respiratória e teve que fazer aerossóis. Três vezes. Duas com Ventilan, uma com Atrovent (com o Ventilan a dar-lhe uma pica maluca e o Atrovent a sossegá-lo). Nos entretantos foi sendo visto pela médica e pelo interno, os dois super queridos, muito atenciosos, com um tacto incrível para lidar com crianças.

Durante a segunda sessão de aerossóis começámos a ouvir música nos corredores. Não liguei. Entretanto veio uma enfermeira ver a máquina e disse que estávamos com sorte. Não percebi. A música foi-se aproximando e quando vi dois palhaços entrarem pela porta adentro fez-se luz. Operação Nariz Vermelho. E um sorriso gigante na cara do meu menino, todo feliz por ter ali dois palhaços verdadeiros a falar com ele e a cantar uma música só para ele. Aquilo fez o dia dele!

Voltámos à sala de espera e os palhaços apareceram lá também. E ele felicíssimo, a observar tudo com muita atenção, os outros miúdos em delírio com a Dra. Tutti Frutti e o Dr. Kotonete-Kom-Kapa.

E é isto: o meu filho teve uma ida ao hospital que nem foi nada de especial, uma constipação que deu chatice, entrou e saiu em três horas (nem tanto!), mas aquela animação fez com que tudo fosse mais alegre, mais divertido. Extrapolando: imagino a importância que uma coisa destas tem para crianças que estão em internamento, com doenças complicadas, sem previsão de saída, com tudo contra elas, as dores, o mau estar, a angústia, tudo. Imagino - ou melhor, tento imaginar porque, na verdade, não faço ideia do que seja passar por isto - nem quero fazer, para ser sincera.

Fica o meu agradecimento aos palhaços de serviço, à Operação Nariz Vermelho e ao Hospital S. Francisco Xavier. E fica a certeza de que, sempre que for possível, contribuiremos para esta causa que faz tanto pelas crianças como quem cuida delas. Porque, às vezes, um sorriso é um remédio maravilhoso.

1 comentário:

  1. Conheço os palhaços em questão, no ano passado durante o longo internamento da minha filha, que na altura tinha 17 anos, foram eles que lhe colocaram o sorriso no rosto quando a vontade era de tudo menos de rir, ajudam os filhos e a nós pais.

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